segunda-feira, 4 de abril de 2011

JORNAL METRO DE GUARULHOS

GUARULHOS
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02 de abril de 2011 - 10:57
Arquivo Pessoal
Autismo atinge 70 milhões no mundo, diz ONU
Diagnóstico – Mário Paulino descobriu a síndrome de seu filho Rodolfo (centro) por meio de um panfleto
Autismo atinge 70 milhões no mundo, diz ONU
Marcela Fonseca
Um levantamento realizado pelo DCD (sigla em inglês para Centers of Deseases Control na Prevention), órgão de controle de doenças do governo norte-americano, uma a cada 110 crianças são diagnosticadas com autismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima haver mais de 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo. No Brasil, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), são quase dois milhões de pessoas portadoras da síndrome.
Hoje, data em que é celebrado o ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’, para orientar e informar sobre a síndrome, a Defensoria Pública de São Paulo lança e distribui cinco mil exemplares da cartilha ‘Direitos das Pessoas com Autismo’, na Capital e Região Metropolitana.
Em Guarulhos, a partir das 14h, está prevista também uma caminhada promovida pelo Movimento Pró-Autista. A concentração acontece na Praça Getúlio Vargas, no Centro. Caracterizada como uma desabilidade do desenvolvimento, a doença afeta duas vezes mais meninos do que as meninas, e compromete a comunicação e a interação social do portador. De acordo como médico e especialista em autismo Éderson Moraes, a síndrome começa a dar os primeiros sinais a partir de um ano e oito meses de vida do bebê. “Isolamento, o interesse por um único objeto, a falta de atenção quando chamada, ausência do sorriso ou o sorriso descontrolado.
Não entender negativas, não reconhecer situações de risco e deficiência na comunicação e agressividade são indícios.“O  especialista explica ainda que, assim que diagnosticada, é importante que a criança comece o tratamento imediatamente. “O tratamento é feito por psicólogos, fonoaudiólogos, ou seja, uma gama de profissionais, e quanto mais cedo começar a estimular essa criança, melhores são as respostas”, disse.
Antes da década de 1980, as informações sobre síndrome eram ainda mais difíceis
Mãe de quatro filhos, Ana Maria Mello foi buscar em países da Europa e nos Estados Unidos as referências que precisava para cuidar de Guilherme, hoje com 31 anos de idade. “Viajamos em busca de informações de pesquisas e tratamentos”, contou ela, que pouco tempo depois fundou a Associação de Amigos do Autista (AMA) para tratar de crianças e orientar a outros pais de autistas. Mas a desinformação a respeito da síndrome, diagnosticada pela primeira vez no Brasil em 1946, que fez Ana Maria viajar, também pegou de surpresa outros pais que tiveram seus filhos autistas nascidos antes da década de 1980.
Certo de que seu filho Rodolfo sofria de algum distúrbio, mas sem conseguir dos médicos que consultou uma resposta, o metalúrgico Mário Paulino de Souza Filho descobriu a síndrome de Rodolfo por meio de um panfleto. “O folheto explicava como analisar em casa o comportamento da criança”, explicou. O diagnóstico de Rodolfo aconteceu quando ele tinha 7 anos de idade

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