domingo, 29 de maio de 2011

CINOTERAPIA



O termo Cinoterapia tem formação da união do prefixo grego “cino” (cão) ao radical terapia (tratamento), e define a Terapia Facilitada por Cães.
A Terapia Assistida por Animais (TAA) é um recurso que profissionais da área da saúde utilizam, com muito sucesso, a aproximadamente quarenta anos em diversos países. No Brasil, teve início na década de sessenta, através da Dra. Nise da Silveira, médica psiquiatra, que revolucionou o tratamento nessa área, introduzindo a princípio gatos, para fins terapêuticos, abolindo definitivamente técnicas conservadoras como eletrochoque e choque químico, que segundo ela, em nada melhoravam o quadro clínico dos pacientes.

Em Setembro de 2000, aconteceu no Rio de Janeiro, a 9ª. Conferencia Internacional sobre Interação Homem-Animal, despertando o interesse de diferentes profissionais da área da saúde para atuação e pesquisa científica em TAA.

Baseado na experiência positiva de outros projetos, dentro e fora do país, criou-se o “Projeto Nino”, que quando aceito pelo Instituto Veras (Instituição de Ensino conveniada ao SUS), foi prontamente acolhido e muito bem recebido pelas crianças, que com muito prazer e alegria aceitaram o cão como co-terapeuta nas atividades desenvolvidas.

Esse projeto tem como principal objetivo, avaliar e validar os benefícios que a Cinoterapia (Terapia Facilitada por Cães), pode oferecer no tratamento de crianças com Encefalopatia Crônica não Progressiva da Infância, possibilitando o estímulo de áreas cerebrais responsáveis pela emoção e motivação, favorecendo a organização neurológica e possibilitando aumento da capacidade e potencialidade física, psíquica e educativa.

Histórico
Em 2003, após observar a interação de uma sobrinha com Síndrome de Down e um cão da família, Heverton Gonçalves, então acadêmico do curso de Veterinária da Universidade Estácio de Sá, iniciou um trabalho de pesquisa na área de cinoterapia, que originou o “Projeto Nino”.
O primeiro passo para iniciação da pesquisa, foi a seleção dos cães, que na ocasião, optou-se pela raça cocker, utilizando para tanto o método VALHARD. Inicialmente foi realizada uma parceria com o Instituto Veras de Reabilitação, uma instituição de ensino conveniada ao SUS, que trabalha com crianças especiais. Naquela instituição foram realizados os primeiros trabalhos com as crianças e que serviu como fundamento para o desenvolvimento de um trabalho monográfico apresentado em 2007.
Ao realizar esses primeiros experimentos, houve necessidade da participação de outros profissionais, preferencialmente da área da saúde humana, para o desenvolvimento das atividades. Nessa ocasião passou a integrar a equipe a fisioterapeuta Shirley Gomes , que iniciou o trabalho de adaptação dos exercícios da fisioterapia à cinoterapia.
No final de 2006 e ao longo de 2007 o projeto ganhou projeção e dentre as várias conquistas vale destacar a apresentação de um trabalho de conclusão de curso, até então inédito, na Faculdade de veterinária da Universidade Estácio de Sá; a oficialização de uma parceria entre o "Projeto Nino" e a ONG IPC (Instituto para Cidadania Cidade Cultural); diversas aparições na mídia e participações em seminários/congressos

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