quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lei 15.409/2011 estabelece diretrizes para Política Municipal de SP de Atendimento ao Autista


Como todos sabem, tenho a preocupação de aumentar e melhorar o tratamento dos portadores de autismo na cidade já que nem um por cento dos portadores é atendido pelo Poder Público. Foi pensando nisso que apresentei à Câmara, junto com vereador Atílio Francisco, o PL 492/2009, que prevê assistência aos portadores desse transtorno.
Com muita satisfação informo que este PL se transformou na Lei 15.409. A publicação foi feita no Diário Oficial da Cidade de São Paulo no último dia 12.
A Lei estabelece uma série de diretrizes para formulação de uma Política Municipal de Atendimento às Pessoas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento – Autismo. Uma delas é o atendimento igualitário nas instituições públicas municipais.
Vejam abaixo a publicação na íntegra:

 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Diversidade na escola favorece socialização dos estudantes

Educação inclusiva  MEC
Sexta-feira, 08 de abril de 2011 - 18:34


Durante o intervalo das aulas, na escola municipal Dona Lili, em Balneário Camboriú (SC), duas crianças gesticulam incessantemente. Sorrindo, os professores só as observam de longe. Os gestos rápidos, firmes e incisivos não são acompanhados de sons. Os meninos estão conversando na linguagem brasileira de sinais (libras).
A cena, cada vez mais frequente em escolas públicas, revela resultados da política do governo federal para inclusão de estudantes com deficiência em turmas regulares. Uma campanha de televisão divulgada esta semana, promovida pelo Ministério da Educação, mostra a importância da inclusão desses estudantes e o combate ao preconceito.
Um dos estudantes da escola de Camboriú é Sanderson Ferreira, 13, surdo, matriculado na turma regular do sétimo ano. Sanderson é um dos 13 alunos com deficiência, física ou mental, atendidos na Dona Lili. São crianças com surdez, espectro autista, paralisia cerebral, síndrome de Tourette, mas que frequentam a escola comum. Durante as aulas, Sanderson é acompanhado por um intérprete de libras que repassa, na linguagem de sinais, o conteúdo explicado pelo professor.
Com dez anos de funcionamento, a escola se adaptou para atender as necessidades de seus alunos, seja nas rampas de acesso, nos intérpretes de libras ou no apoio pedagógico especial, durante as aulas e nos contraturnos. O esforço busca propiciar aos alunos com deficiência a oportunidade de adquirir conhecimento no mesmo ambiente das outras crianças.
A diretora da escola, Suzete Reinert, considera essa política como instrumento para formação não apenas intelectual das crianças. “O nosso principal objetivo é que nossos alunos aprendam, dentro de suas possibilidades, o máximo possível”, diz ela. “Porém não é só o aprendizado acadêmico, do português e da matemática, que importa. Vindo aqui, eles ganham mais independência, sociabilizam melhor e superam seus limites”, diz a diretora.
Barreira – Uma barreira no processo de inclusão é a falta de conscientização de alguns professores, que resistem à presença dos alunos em sala de aula, recusam-se a alterar seus métodos de ensino e têm dificuldades de aceitar os profissionais de apoio pedagógico especial, que auxiliam professores que possuem alunos com deficiência na sala. O trabalho do apoio especial não substitui o professor regente, o principal responsável pelo aluno.
Segundo Suzete Reinert, “é importante que os professores saibam qual é a deficiência que a criança tem, pois as necessidades de uma criança com autismo são diferentes das de um cadeirante”. Para superar a desconfiança é preciso focar na formação do professor.
Pedagoga especializada em educação especial, Giséli Vinotti faz parte da equipe de apoio pedagógico especial da escola. Ela defende a inclusão e o aprendizado das crianças com deficiência como um esforço da escola, da criança e dos pais. “Um dos problemas que enfrentamos é a resistência de alguns pais para permitir que seus filhos venham à escola, eles resistem muitas vezes por achar que a escola não vai dar a atenção necessária”, afirma Vinotti.
Pai de uma aluna com espectro autista e professor de informática da Dona Lili, Jamis Correa reconhece a importância da escola na vida da filha. “Ela tem dificuldade de se adaptar à rotina e encontra isso aqui. A escola conversou com a gente e se preparou para recebê-la, hoje ela já pergunta pelas aulas do dia.”
As ações desenvolvidas na escola Dona Lili se enquadram nos projetos de inclusão da rede municipal de educação de Balneário Camboriú e são coordenados pelo Departamento de Educação Especial.
Profissionais – Implantado em 2002 para levar uma educação inclusiva de qualidade, o departamento conta com profissionais especializados, como pedagogos e educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos, instrutores e intérpretes de libras, para atender 480 crianças com deficiência nas 16 escolas e 23 centros de educação infantil.
Apesar do sucesso atingido pelos programas, para a diretora do departamento, Fabiana Lorenzoni, é preciso ainda flexibilizar o currículo escolar e criar novos métodos de avaliação. “É preciso adequar os mecanismos de avaliação que serão utilizados, não podemos avaliar da mesma forma pessoas com deficiências diferentes nem aquelas que não têm deficiência.”
Para Lorenzoni, a política de educação inclusiva tem papel fundamental na construção do caráter cidadão não apenas dos deficientes atendidos, mas dos demais estudantes. Para a diretora, o contato entre alunos comuns e alunos com deficiência cria uma relação mútua de desenvolvimento. “Enquanto os alunos comuns aprendem a conviver com a diversidade, os alunos com deficiência se sociabilizam, tornando-se menos infantilizados, aprendem mais.”
Socialização – É o caso de Dionei Berto, 17, que estudou na escola Dona Lili até 2009 e hoje cursa o primeiro ano do ensino médio em turma regular da Escola Estadual Urbana Profª Francisca Alves Gevaerd. Ele sonha ser médico, joga vôlei em uma escolinha no colégio, gosta de surfe, trabalha como copeiro e, devido a uma deformidade congênita, não tem o antebraço esquerdo.
Dionei participou de uma escolinha de surfe vinculada à rede municipal. “Se no colégio eu ficava no meu canto, com uns poucos amigos, no surfe sempre me trataram como igual, com o tempo eu comecei a fazer mais amigos”, revela Berto.
Praticar o esporte elevou a autoestima e a confiança do adolescente, porém a discriminação não acabou. Segundo Dionei, “há as brincadeiras e os apelidos que não incomodam, dos amigos, mas têm aqueles que querem ofender, nesses casos eu fico chateado”.

Governo Canadense separa menina Autista do Pai


A menina canadense Ayn Van Dyk, 9 anos, que saiu perambulando em 16 de junho e foi encontrada sã e salva, foi levada de sua casa pelo Ministério da Criança e do Desenvolvimento da Família e ainda está nas mãos das autoridades de seu país. Essa tragédia começou em Abbotsford, Columbia Britânica, quando o Ministério foi chamado depois que a garota foi encontrada brincando na piscina de um vizinho.

Seu pai, Derek Hoare, que cria os três filhos sozinho, declarou recentemente, em uma entrevista para Care2.com:

"Depois de 18 dias sem contato com o ministério a respeito do estado de Ayn ou seu paradeiro, recebi um telefonema de um funcionário na segunda-feira, 4 de julho, que me informou que Ayn tinha chorado o tempo todo e mandando que eu levasse uma imagem minha para ajudar a acalmá-la. Concordei e fui ao escritório do ministério, onde falei com o funcionário, para expressar minhas preocupações com o bem estar de Ayn, se está sendo medicada, poder vê-la e receber relatórios escritos tão frequentemente quanto possível. Fui informado que Ayn estava fora do hospital, em um lar adotivo. Nossa reunião seguinte foi na quarta-feira, 6 de julho, onde fui informado que Ayn retornou ao hospital para uma avaliação psiquiátrica por seis semanas mas que, como há uma lista de espera, poderia levar de 2 a 8 semanas para ela ser avaliada. Ela foi drogada contra a minha vontade explícita, fundamentada e repetida, com Risperdal, uma droga com muitos efeitos colaterais conhecidos, alguns dos quais, fatais."
Derek é o pai solteiro de Ayn e seus dois irmãos mais velhos. Ele se dedica totalmente a ela, engajando-se em todos os aspectos da paternidade de uma criança com autismo. Seu calvário foi provocado por uma desatenção momentânea em que ela sumiu do quintal, fechado com muro de seis metros de altura. Esse é o pior pesadelo para qualquer pai.

Por extensão lógica, cada vez que um incidente desses terminar com a morte da criança, os pais devem ser acusado de homicídio por negligência. E cada vez que termina bem, a criança deve ser removido da casa. O fato de essa pobre menina não poder ver o pai dela e estar sendo drogada com anti-psicóticos é ultrajante e uma abominação.


Se você quer somar sua voz à campanha para devolver Ayn à sua família, pode aderir a um abaixo-assinado online postado aqui (http://www.thepetitionsite.com/1/bring-ayn-van-dyk-home/).

Fonte: Blog Crônica Autista

domingo, 17 de julho de 2011

Reportagem Jornal O Globo Autismo - Justiça

São Paulo terá de fornecer transporte especializado para pessoas com autismo

São Paulo - O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.
- A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus - disse a defensora pública Renata Tibyriçá.
A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.
A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária.
- O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade - disse.
Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência.
- Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais - disse o juiz.
Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas.
- Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas - declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

As crianças com autismo precisa aprender a jogar

As crianças com autismo precisa aprender a jogar

 O jogo tem um papel extremamente importante no desenvolvimento da criança, mas não há nenhuma crianças brincando.  Especial é uma nova empresa que se concentra na inclusão das crianças com autismo podem se desenvolver muito no jogo, se for dado direito a ajuda.  Antes do Dia Mundial Autismo 02 de abril seria resultado da greve em particular um golpe para todas as crianças para brincar.
 - As crianças com autismo são quase sempre difícil de jogar, e esta é uma área que, infelizmente, muitas vezes recebem prioridade muito baixa em serviços de reabilitação das crianças, diz Maggie Dillner, co-fundador da Especial.  Acreditamos que o jogo é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de todas as crianças e nós queremos dar aos pais e educadores o conhecimento de como desenvolver lekförmågan em crianças com autismo.
 Especial fundado no outono de 2009 por Maggie Dillner e Kelly Anna.  Maggie é um educador e os pais de Anna de uma criança com autismo.  Após muitos anos de colaboração em filho de Anna começou o especial para compartilhar suas experiências e conhecimento.  Oferece cursos especiais, palestras e orientação para pais e profissionais com foco no jogo.  Maggie e Anna espera promover a importância do brincar para as crianças com autismo e para a direita e capacidade de reproduzir para obter uma maior prioridade.  Ao trabalhar com jogos usando o método de especiais, incluindo Floor Time como uma inspiração.  Tempo DIR / Floor estão nos Estados Unidos uma terapia grandes e estabelecidos desenvolvido por Stanley Greenspan.  Maggie Dillner é atualmente o único no Brasil que é treinado in Time Floor.
 Na Suécia, principalmente TEACCH e TBA (análise aplicada do comportamento), Maggie e Anna trabalha com ambos os métodos e acho que eles são bons, mas não bom o suficiente em termos de jogo.
 - Queremos ser um complemento natural para as terapias existentes, diz Anna.  As crianças com autismo têm dificuldades com a linguagem tal, reciprocidade, flexibilidade e criatividade no aprendizado de outras crianças em jogo.  Temos de dar prioridade para jogar até mesmo para crianças com autismo.  Toda pessoa tem direito de jogar - com deficiência ou não. 


Traduzido do Sueco.

 Fonte: My New Desk da Suécia

sábado, 9 de julho de 2011

Censo Inclusão agora é lei em BH

Quinta-feira, 30 de Junho de 2011 Ano:XVII - Edição N.: 3857
Poder Executivo
Secretaria Municipal de Governo
LEI Nº 10.214, DE 29 DE JUNHO DE 2011

Institui o Censo Inclusão para a identificação do perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou
mobilidade reduzida.
O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Fica instituído o Censo Inclusão, com os seguintes objetivos:
I - identificar, mapear e cadastrar os perfis socioeconômicos e as condições de habitação e de mobilidade urbana
das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que residem no Município;
II - fornecer subsídios para a formulação e a execução de políticas públicas que promovam a acessibilidade e a
inclusão social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, considera- se:
I - pessoa com deficiência: aquela com perda ou anormalidade de estruturas ou funções fisiológicas, psicológicas,
neurológicas ou anatômicas que gerem incapacidade ou limitação para o desempenho das atividades da vida diária,
agravadas pelas condições de exclusão e vulnerabilidade sociais a que as pessoas nessa situação estão submetidas;
II - pessoa com mobilidade reduzida: aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência,
tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da
mobilidade, da flexibilidade, da coordenação motora e da percepção.
Art. 3º - Para a consecução dos objetivos do Censo Inclusão, será feita coleta de dados conforme o disposto no
regulamento desta Lei.
Parágrafo único - A coleta de dados de que trata o
Município.
Art. 4º - Os dados coletados para o Censo Inclusão serão organizados em cadastro acessível ao público, na sede
do órgão municipal responsável pela coordenação das atividades relativas às pessoas com deficiência e no sítio oficial da
Prefeitura de Belo Horizonte na internet.
caput deste artigo será realizada a cada 4 (quatro) anos noDOM - Diário Oficial do Município

Novo Clip MTV Brasil - Familia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Lei Norte Americana de combate ao Autismo Public Law 109- 416

(NEW YORK, NY ) Liderança da Autism Speaks e Cure Autism Now, organizações sem fins lucrativos dedicada a aumentar a conscientização sobre o autismo e levantar dinheiro para financiar a pesquisa do autismo, aplaudiu hoje a passagem nos Estados Unidos Câmara dos Representantes dos combate ao autismo Act (S. 843).   O projeto de lei autoriza cerca de 1 bilhão de dólares nos próximos cinco anos para combater o autismo por meio de pesquisa, o rastreio, a detecção precoce e intervenção precoce. O Projeto de lei autorizar Quase 1 bilhão de Dólares nos próximos Cinco anos. A nova legislação vai aumentar os gastos federais sobre o autismo em pelo menos 50 por cento.  Inclui disposições relativas ao diagnóstico e tratamento de pessoas com transtornos do espectro do autismo, e amplia e intensifica a pesquisa biomédica sobre o autismo, incluindo um foco essencial sobre as possíveis causas ambientais.. O autismo é agora diagnosticado em 1 em 166 crianças de acordo com o Centers for Disease Control.
"Este projeto é uma declaração federal de guerra contra a epidemia de autismo", disse Jon Shestack, co-fundador da Autism Now Cure.  "Ele cria um roteiro pelo Congresso para um ataque federais sobre o autismo, incluindo os requisitos para o planejamento estratégico, transparência orçamental, supervisão do Congresso, e um papel importante para os pais de crianças com autismo no processo de tomada de decisão federal." Foi cumprida!!

O autismo Science Foundation (ASF) apoia firmemente a Lei de Reautorização Combate ao Autismo de 2011 (CARA) apresentados hoje pelo senador Robert Menendez (D-NJ) e Mike Enzi senador (R-WY) no Senado dos Estados Unidos e pelo deputado Chris Smith (R-NJ) e Rep. Mike Doyle (D-PA) nos Estados Unidos Câmara dos Deputados.
The new bill reauthorizes the Combating Autism Act of 2006 (CAA), which has played a critical role in advancing autism research and treatment. A nova lei reauthorizes a Lei Autismo Combate à de 2006 (CAA), que tem desempenhado um papel crítico no avanço da pesquisa do autismo e tratamento. The original CAA, set to sunset on September 30, 2011, expanded federal investment for autism research through NIH, increased services, diagnosis and treatment through HRSA, and enhanced surveillance and awareness efforts by the CDC. A CAA original, definido para pôr do sol no 30 de setembro de 2011, ampliou os investimentos federais para a pesquisa do autismo através NIH, os serviços aumentaram, diagnóstico e tratamento através HRSA, e uma vigilância reforçada e os esforços de conscientização pelo CDC. The CAA authorized nearly $1 billion in federal research spending over five years—increasing autism research spending by almost 50 percent. A CAA autorizados cerca de US $ 1 bilhão em gastos federais de pesquisa ao longo de cinco anos os gastos crescentes autismo pesquisa por quase 50 por cento. This research has led to improved understanding of the causes of autism and has helped us begin to develop new interventions. Esta investigação levou a uma melhor compreensão das causas do autismo e nos ajudou a começar a desenvolver novas intervenções. Additionally, the research funded through CAA has increased the ability of professionals to more properly screen, diagnose, and treat individuals with autism. Além disso, a pesquisa financiada por CAA aumentou a capacidade dos profissionais para mais propriamente tela, diagnosticar e tratar os indivíduos com autismo. The Combating Autism Reauthorization Act of 2011 ensures that the programs established under the original law continue for an additional three years, including CDC surveillance programs, HRSA intervention and training programs, and the Interagency Autism Coordinating Committee (IACC). A Lei de Combate à Reautorização Autismo de 2011 garante que os programas estabelecidos no âmbito da lei original continue por mais três anos, incluindo programas de vigilância do CDC, a intervenção HRSA e programas de treinamento, ea Comissão Coordenadora Interagências Autismo (IACC).

Novo estudo confirma o papel do Meio Ambiente no Desenvolvimento do Autismo

 


Nixa, Missouri, 08 de julho de 2011 / PRNewswire / 


 Um estudo publicado esta semana confirma mais uma vez que fatores ambientais desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do autismo. Herdabilidade genética e fatores ambientais compartilhados entre pares de gêmeos com autismo, financiado pelo National Institutes of Health (NIH), fornece uma confirmação adicional de que os genes sozinhos não podem explicar o aumento exponencial nas taxas de autismo ao longo das últimas duas décadas. Agora uma epidemia, a prevalência do autismo foi 1:10000 para as crianças nascidas em 1980, mas subiu para 1:110 para as crianças nascidas em 1998, com um aumento de 57% na prevalência entre as crianças nascidas em 1994 com base em dados informados CDC.(Logo: http://photos.prnewswire.com/prnh/20090918/NAALOGO)Os autores concluíram: "Nosso estudo fornece evidências de que a influência de fatores genéticos na suscetibilidade para desenvolver o autismo [foi] Cada vez mais superestimadas, a evidência está acumulando que os sintomas evidentes de autismo surgem em torno do fim do primeiro ano de vida.
Porque o ambiente pré-natal e do ambiente pós-natal precoce são compartilhados entre os indivíduos gêmeos, que a hipótese de que pelo menos alguns dos fatores ambientais afetando a susceptibilidade para o autismo exercem o seu efeito durante este período crítico da vida.... Futuros estudos que busquem elucidar tais fatores e seu papel no aumento ou supressão de susceptibilidade genética são susceptíveis de reforçar a nossa compreensão do autismo. "A Associação Nacional de Autismo (NAA), junto com várias outras organizações de defesa e milhares de famílias em todo o país, tem vindo a assinalar que uma puramente genético "epidemia" não é possível, e que fatores ambientais, incluindo as vacinas devem ser examinados mais de perto para encontrar o causas do autismo, para que novos casos podem ser prevenidos e tratados casos existentes. "Esta é mais uma prova de que temos de parar de desvio de dólares de pesquisa escassos autismo para procurar genes do autismo indescritível", disse o pai e NAA bordo cadeira Lori McIlwain. "Culpar a genética tenha chegado a lado nenhum. Com um por cento das crianças da nossa nação afetada, devemos nos concentrar na pesquisa do autismo que conduzirá a melhores tratamentos no mais curto espaço de tempo possível."Com a passagem em 2006 da Lei de Combate ao autismo, o Congresso dirigido NIH para a investigação do autismo causas ambientais, incluindo as vacinas, mas apenas 9% do AF09 financiamento da investigação foi gasto em causas ambientais. Apesar de o mandato no Congresso e repetidos apelos para pesquisa de vacinas, por exemplo, Comparando a taxa de autismo em crianças vacinadas contra não vacinados, nenhum dinheiro foi gasto CAA examinar causalidade vacina.O Tribunal Federal da vacina tem sido compensador casos de autismo, desde 1990, a fabricação de vacinas um de um punhado pequeno de fatores ambientais conhecidos por causar autismo. http://digitalcommons.pace.edu/pelr/vol28/iss2/6/. Alguns mal projetado, e em alguns casos fraudulentos, "população" estudos financiados por CDC não conseguiram encontrar um link para vacinas, mas recentes estudos financiados pelo sector privado usando CDC e dados do Departamento de Educação ter encontrado uma associação. O Instituto de Medicina realizou uma conferência sobre autismo e do meio ambiente em 2007, concentrando-se, em parte, causa da vacina. Sua revisão de 2004 da epidemiologia deixou aberta a possibilidade de que as vacinas estavam causando autismo em crianças suscetíveis. "Precisamos urgentemente de mais pesquisas sobre a causalidade de vacinas e outros fatores ambientais", disse McIlwain.Nos últimos anos, um crescente número de pais em todo o país têm relatado por vezes, perda muito rápida de social, linguagem e habilidades comportamentais em seus filhos saudáveis ​​após o recebimento das vacinas, muitas das quais são administradas simultaneamente durante o "bem do bebê" check-ups . Seguindo o cronograma atual, as crianças vão receber 49 vacinas no momento em que chegar jardim de infância. A segurança de dar vacinas simultânea, e os efeitos cumulativos de saúde as vacinas não foram adequadamente estudados, mas as agências federais de saúde e mais em regressão tradicional medicina atributo após a vacinação para coincidência.Pais e defensores autismo têm repetidamente pediu que o financiamento federal de pesquisa ser direcionada para as preocupações de segurança, incluindo a vacina um estudo comparativo de resultados de saúde em geral em populações vacinadas contra não-vacinados. "Determinar quais os fatores que podem levar a um diagnóstico de autismo, obviamente, tem implicações para melhorar as opções de tratamento", disse McIlwain. "Esta mais recente pesquisa é mais um wake-up call para as nossas agências de saúde federais para parar de seguir uma agenda de pesquisas infrutíferas genética."Para mais informações sobre o autismo, visite www.nationalautism.org.Contatos:Rita Shreffler (Nixa, MO) 417-818-9030Wendy Fournier (Portsmouth, RI) 401-835-5828
FONTE National Autism Association

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sociedade Brasileira de Pediatria

Resenhas de artigos

Ana Maria Costa S. Lopes - O papel dos serviços de intervenção precoce e a prevalência de atrasos do desenvolvimento na infância.
Resenha do artigo: Rosenberg SA, Zhang D e Robinson CC. Prevalence Delays and Participation in early Intervention Services for Young Children. Pediatrics. 2008 Jun;121(6):e1503-9.
http://www.pediatrics.org/cgi/content/full/121/6/e1503
                   
Palavras-chave: atraso do desenvolvimento, intervenção precoce, elegibilidade para atendimento, parte C, epidemiologia
O artigo apresenta os resultados do estudo de uma amostra representativa longitudinal de crianças na primeira infância entre 9 e 24 meses de idade, que preenchem os  critérios de triagem de atraso de desenvolvimento, nascidas nos EUA  em 2001,  com o objetivo de estimar os fatores associados  e as taxas de acesso  aos serviços de intervenção precoce.
Nos EUA o programa de intervenção precoce é denominado IDEA — Disabilities Education Improvement Act — cuja parte C inclui a proposta de intervenções em situações de risco preestabelecidas tal como as anomalias cromossômicas, e os bebes nascidos com baixo peso, com os quais se deve de iniciar a intervenção precoce o mais rápido possível, pois correspondem a um grupo de alta probabilidade para atraso do desenvolvimento. O acesso aos serviços de intervenção precoce deve de ser garantido pelos órgãos governamentais para crianças menores de 3 anos de idade com atraso do desenvolvimento. A intervenção precoce deve de priorizar as cinco áreas do desenvolvimento: motor, cognitivo, comunicação, atividade de vida diária e socioemocional.
A metodologia utilizada para o presente estudo foi a análise descritiva para gerar estimativas de prevalência de atraso do desenvolvimento que tornaria as crianças elegíveis para atendimento em intervenção precoce. Utilizou-se de análises de regressão lógica para avaliar fatores como raça, disponibilidade de seguros de saúde, situações de pobreza associados com a probabilidade dessas crianças iniciarem o atendimento ou não.
Os resultados indicaram que 13% das crianças da amostra apresentavam atrasos de desenvolvimento que as tornavam elegíveis para as intervenções precoces. Em 24 meses somente 10 % das crianças com atraso de desenvolvimento foram atendidas. As crianças negras foram atendidas em menor número do que crianças de outros grupos étnicos e raciais.
O estudo permite a conclusão de que a prevalência de crianças elegíveis para atendimento em intervenção precoce é muito maior do que o inicialmente previsto. Ou seja, a previsão era de que somente 2,2% das crianças necessitariam de atendimento. Houve maior propensão das crianças com atraso de desenvolvimento receber atendimento do que as sem atraso. Porém, a maioria das crianças com indicação de intervenção precoce não estavam em atendimento. Tais resultados indicam que é necessário o desenvolvimento de estratégias que possibilitem a inserção das crianças nos serviços de intervenção precoce, visando alcançar de forma mais ampla possível as minorias, particularmente, as crianças negras.



Saul Cypel
Resenha do artigo: Minkovitz CS, Strobino D, Mistry KB, Scharfstein DO, Grason H, Hou W, Ialongo N, Guyer B. Healthy steps for young children: sustained results at 5.5 years. Pediatrics. 2007 Sep;120(3):e658-68.
http://www.pediatrics.org/cgi/content/full/120/3/e658
Os programas de intervenção para promoção de saúde na primeira infância vêm sendo implementados há várias décadas, porém atualmente tem sido motivo de maior interesse, inclusive em programas governamentais, na medida em que as neurociências passaram a embasar cientificamente os resultados favoráveis e os governos tiveram consciência das enormes vantagens econômicas proporcionadas.
Mais especialmente têm tido destaque programas realizados no período de 0 a 3 anos, visto que é principalmente nesta fase que vão se estabelecer as bases do psiquismo infantil.
O presente trabalho é o relato de uma destas intervenções, salientando-se como característica ser de atuação universal e não só com as famílias mais vulneráveis, introduzindo profissionais especializados em desenvolvimento infantil nos serviços de atendimento pediátrico para disseminar e valorizar estes conhecimentos para os familiares.
Metodologicamente bem planejado, inclusive com grupo controle, preocupou-se em realizar uma linha de base, desde o pré-natal e verificar, nesta mesma população aos 5 e meio, os resultados das várias intervenções: ênfase nos cuidados com a criança, até 6 visitas domiciliares nos primeiros 3 anos, acesso telefônico para esclarecimentos não emergenciais sobre desenvolvimento, materiais escritos, criação de grupos de famílias e incentivo das redes sociais da comunidade.
Os resultados obtidos mostram que um programa universal de desenvolvimento infantil, que se componha de intervenções que visam disseminar informações para os familiares sobre os cuidados com a criança, poderá resultar num efeito sustentável para o seu desenvolvimento futuro. A inclusão de especialistas  em desenvolvimento da primeira infância na prática pediátrica tem se mostrado como estratégia efetiva que favorece a comunicação e incentiva os familiares a observarem os cuidados necessários sobre vários aspectos do desenvolvimento infantil, com destaque para as áreas de linguagem, comportamento e aprendizado.


Resenha de artigo realizada pelo Prof. Dr. Rudolf Wechsler
COMMENTARY:
Guidelines for Early Identification, Screening, and Clinical Management of Children With Autism Spectrum Disorders
Stanley I. Greenspan, MD(a), T. Berry Brazelton, MD (b), José Cordero, MD, MPH (c), Richard Solomon, MD, MPH, FAA P (d), Margaret L. Bauman, MD, FAANP (e), Ricki Robinson, MD, MPH, FAAP (f), Stuart Shanker, DPhiln (g), Cecilia Breinbauer, MD, MPHh
PEDIATRICS Vol. 121 No. 4 April 2008, pp. 828-830 (doi:10.1542/peds.2007-3833)
a Department of Psychiatry, Behavioral Sciences, and Pediatrics, George Washington University, Washington, DC; Departments of
b Pediatrics (Emeritus)
e Neurology, Harvard Medical School and Departments of Neurology and Pediatrics and Learning and Developmental Disabilities Evaluation and Rehabilitation Services (LADDERS), Massachusetts General Hospital, Boston, Massachusetts
c School of Public Health, University of Puerto Rico, San Juan, Puerto Rico
d Ann Arbor Center for Developmental and Behavioral Pediatrics, Ann Arbor, Michigan
f Department of Pediatrics, Keck School of Medicine, University of Southern California, Los Angeles, California
g Department of Philosophy and Psychology and the Milton and Ethel Harris Research Initiative, York University, Toronto, Ontario, Canada
h Interdisciplinary Council on Developmental and Learning Disorders, ICDL Graduate School, Kentfield, California
Este artigo publicado na Pediatrics em 2008, é um comentário de autores/especialistas de vários centros universitários, sobre dois artigos publicados em 2007, pela Academia Americana de Pediatria (APP), na mesma revista, sobre respectivamente, identificação e avaliação de crianças com desordens do espectro autista (ASDs) e o manejo destas crianças (referências 1 e 2). Os autores parabenizam a AAP destacando que estes guidelines podem facilitar os pediatras a aconselhar os pais o mais cedo possível, facilitandon a identificação precoce de crianças com desordens do espectro autista.
No entanto, fazem considerações importantes sobre alguns limites destas abordagens e reforçam a necessidade de se ampliar e refinar as estruturas funcionais com marcos do desenvolvimento mais precisos e claros, para auxiliar pais e profissionais de saúde, na identificação precoce de alterações do desenvolvimento, com o objetivo de triagem de ASDs.
Destacam, também, que a maioria das triagens dão foco em problemas e/ou sintomas específicos do desenvolvimento, mas que podem falhar nas avaliações posteriores de diagnóstico de ASDs, alertando que um potencial diagnóstico de ASD para os pais pode ser prematuro neste estadio, merecendo uma boa avaliação clínica adicional para confirmação do diagnóstico. Um foco exagerado sobre problemas específicos de desenvolvimento, sem uma estrutura para promover o desenvolvimento da saúde, pode ser contraproducente.
Dão enfase para que a equipe de avaliação para ASDs  deva ser experiente e compreensiva suficiente na sua aproximação observando atentamente as interações entre pais-bebes.
Revisando os trabalhos sobre intervenções específicas para crianças com diagnóstico de ASD, concluem que a maioria destacam as evidências destas intervenções, mas que poucas  enfatizam as limitações destas abordagens. Intervenções sobre comportamentos isolados produzem poucos ganhos educacionais e quase nenhum ganho social ou emocional, comparando-os com grupos controles. Tambem existem poucos estudos comparativos das diferentes abordagens.
Finalizando, destacam a importância do diagnóstico precoce, mas sugerem que se se individualize a avaliação dos casos diagnosticados como ASDs e, se proponha, também, uma intervenção individualizada avaliando-se os benefícios e eficácias das várias intervenções disponíveis objetivando o mais completo restabelecimento das funções e do desenvolvimento destas crianças.


Resenha de artigo por Prof. Dr. Rudolf Wechsler - Professor Adjunto da Disciplina de Pediatria Geral e Comunitária, Chefe do Setor de Saúde Mental, Departamento de Pediatria, Universidade Federal de São Paulo.
PEDIATRICS Vol. 121 No. 4 April 2008, pp. 828-830 (doi:10.1542/peds.2007-3833)
COMMENTARY
Guidelines for Early Identification, Screening, and Clinical Management of Children With Autism Spectrum Disorders
Stanley I. Greenspan, MDa, T. Berry Brazelton, MDb, José Cordero, MD, MPHc, Richard Solomon, MD, MPH, FAAPd, Margaret L. Bauman, MD, FAANPe, Ricki Robinson, MD, MPH, FAAPf, Stuart Shanker, DPhilg, Cecilia Breinbauer, MD, MPHh
a Department of Psychiatry, Behavioral Sciences, and Pediatrics, George Washington University, Washington, DC; Departments of
b Pediatrics (Emeritus)
e Neurology, Harvard Medical School and Departments of Neurology and Pediatrics and Learning and Developmental Disabilities Evaluation and Rehabilitation Services (LADDERS), Massachusetts General Hospital, Boston, Massachusetts
c School of Public Health, University of Puerto Rico, San Juan, Puerto Rico
d Ann Arbor Center for Developmental and Behavioral Pediatrics, Ann Arbor, Michigan
f Department of Pediatrics, Keck School of Medicine, University of Southern California, Los Angeles, California
g Department of Philosophy and Psychology and the Milton and Ethel Harris Research Initiative, York University, Toronto, Ontario, Canada
h Interdisciplinary Council on Developmental and Learning Disorders, ICDL Graduate School, Kentfield, California
Este artigo publicado no Pediatrics em 2008, é um comentário de autores de vários centros universitários americanos sobre dois artigos publicados em 2007, pela academia americana de pediatria (APP), na mesma revista, sobre, respectivamente, identificação e avaliação de crianças com desordens do espectro autista (ASDs) e o manejo destas crianças. Destacam os autores que estes guidelines podem propiciar/facilitar os pediatras a aconselhar os pais o mais cedo possível/precocemente, facilitando a identificação de crianças com desordens do espectro autista precocemente.
Neste comentário, os autores : (1) descrevem um amplo suporte/estrutura funcional/e do desenvolvimento para classificar as ASDs; (2) oferecem críticas ao uso atual de tratamentos comportamentais voltados como estratégias de intervençõs primárias, e (3) descrevem as atuais evidências de pesquisas sobre as abordagens funcionais e do desenvolvimento.
Um amplo e mais refinado suporte "funcional" do desenvolvimento solicita/pede um acordo nos marcos de saúde infantil e ajudam pais e cuidadores que trabalham com crianças a melhorar/aproveitar as áreas que funcionam e a progressão global da saúde. Este enfoque ajuda as famílias a identificar mudanças precocemente, no primeiro e segundo anos de vida e ajudam a iniciar a ajuda as crianças antes dos screenings dos 18 a 24 meses recomendados pela APP. Um foco exagerado sobre problemas específicos de desenvolvimento sem uma estrutura para promover o desenvolvimento da saúde pode ser contraproducente.
Screenings que dão foco em problemas específicos de desenvolvimento ou em sintomas (ex: criança responde ao chamado de seu nome no final do primeiro ano) pode identificar uma porcentagem de crianças que podem falhar posteriormente nos critérios de ASDs (resultados falsos positivos). Geralmente existem múltiplas razões para um questão específica do desenvolvimento. Por exemplo, no acompanhamento de desenvolvimento de uma criança que não responde ao seu nome no final do primeiro ano de vida pode evidenciar um negativismo com seus cuidadores por problemas de dinâmica familiar ou, por outro lado, necessitar de uma avaliação de audição  ao invés de ser um sinal de ASDs. Similarmente, outro "sinal de risco", a diminuição de contato visual (olhar), pode ter como base outros fatores (ex: excesso de estímulos reativos visuais, excesso de timidez/desconfiança etc). Resumindo, crianças podem ter um desenvolvimento específico que seja apontado como positivo em um checklist de screening para ASDs, mas não ter evidencias para o desenvolvimento padrão saudável. Este e outros comportamentos de desenvolvimento certamente merecem uma avaliação clínica adicional, mas preocupar uma família com um potencial diagnóstico de ASD neste estadio, pode ser prematuro
Um amplo e mais refinado suporte ao desenvolvimento funcional para identificar crianças com risco para ASDs aponta para compromissos na habilidade/capacidade de:
* iniciar e manter o compromisso, vistos pelo pesrsistente sorriso e outras cortesias do desenvolvimento entre cuidadores e a criança (iniciando aos 3-6 meses para mais);
* compromisso na reciprocidade social com cuidadores, mostrando uma variação de diferentes expressões emocionais, vocalizações e gestos motores (iniciando aos 8-12 meses e mais);
* resolver/esclarecer problemas com cuidadores, evidenciado pelo uso da criança de vários gestos para comunicar e negociar obtendo o que ele quer (iniciando aos 12-18 meses e mais).

Quando uma ampla avaliação para ASDs é necessária, a equipe de avaliação deve ter experiência e compreensão suficiente na sua aproximação. Infelizmente, algumas famílias que tem utilizado avaliações formais em serviços médicos relatam que somente poucos serviços observam as interações entre bebes e pais por mais de poucos minutos e basear suas conclusões situações de pouco estress testado. Se subsequentemente objetiva intervenções que podem exagerar o foco de comportamentos específicos do desenvolvimento implementados, geralmente podem comprometer as funções saudaveis do desenvolvimento ao invés de facilitá-las.
No relatório da APP de manejo clínico, os autores revisam algumas das áreas centrais das funções que caracterizam o desenvolvimento saudável e  são interrompidas/separadas em ASD, como p.ex: a capacidade de atenção conjunta. Agora, revisando as intervenções específicas, os autores enfatizam a "evidência" de intervenções de suporte ao desenvolvimento, mas falham de enfatizar suficientemente as limitações deste tipo de abordagem. Vários estudos abrangentes e bem realizados de resultados (outcames) de desenvolvimento tem como resultados o uso de abordagens comportamentais exclusivamente tem falhado ao replicar os resultados do estudo original de Lovaas e tem demosntrado que intervenções sobre o comportamento isoladas produzem ganhos educacionais modestos e pouco ou nenhum ganho social ou emocional (centro de deficits de ASDs) comparando-se a grupos controles.
Finalmente, nós gsotariamos de ampliar, nos artigos da AAP, descrições sobre intervenções nas abordagens de desenvolvimento. Apoiados em jogos ou em intervenções pragmáticas sociais  são caracterizados por casualidade, reciprocidade, interações divertidas com crianças que apresentam/atingem graus de deficits de autismo incluíndo engageability, amor entre pessoas, solução de problemas, criatividade, e pensamentos emocionais. A importancia de abordagens de desenvolvimento são baseadas pela  National Research Council/National Academy of Sciences 2001 report Educating Children With Autism, que mencionam um número de evidências baseadas em abordagens sobre desenvolvimento, incluíndo a  DIR/Floortime model. A Academia Nacional de Ciências relatam também enfatizando, que o fato que não existem estudos comparativos com diferentes abordagens e não evidências definitivas entre uma abordagem e outras. O relatório enfatiza sobre a importância de "costurar" as abordagens para crianças específicas/individuais (ex: algumas crainças com ASDs ampliam suas reaçoes a sensações enquanto outras são subreativas). Este último ponto é o coração/centro para abordagens do desenvolviemto compreensivas, o qual observa as capacidades funcionais das crianças (resistências e vulnerabilidades individuais) como um guia para a melhor estimular o desenvolvimento adaptativo.
O desenvolvimento, as diferenças individuais, As relaçoes baseadas no modelo Floortime  não são uma técnica baseada no jogo, mas, particularmente/especialmente, um suporte/estrutura que inclui trabalho com a criança no seu nível de desenvolvimento, orquestrado com uma variedade de terapias para implementar diferenças individuais no sensório-motor, linguagem e funções sociais e dando suporte à família e relaçoes de aprendizagem (estudo). Adicionando-se a terapias ocupacionais, terapia da linguagem e suporte  familair, técnicas específicas podem incluir elementos para outras abordagens estruturadas, como as estratégias comportamentais, como Floortime e outras interações basedas nas relações.  www.icdl.com/staging/dirFloortime/overview/index.shtml. A DIR/modelo Floortime capacita clínicos e cuidadores a costurar suas interações para o recorte/contorno funcional único da criança. Um recenteestudo publicado demonstrou a eficacia desta abordagem em uma grande amostra populacional/comunitária, com mmodestos custos. Desse modo, um programa de intervenções abrangente pode ser embasado em uma estrutura que idenfifica e orienta para a melhor estratégia para cada aspecto do perfil de desenvolvimento idividual de cada criança.
Concluíndo, o honroso esforço que a APP que pode trazer benefícios para a enfase da importância realizar uma abordagem funcional para o desenvolvimento de mudanças e na identificação de sinais de interrupção nas funções de saúde tem uma importante base no diagnóstico precoce. Uma completa avaliação deveria então resultar em uma definição mais acurada do benefício do desenvolvimento de cada criança e,  através disso, prover mecanismos que possam ir em direção as mais efetivas intervenções planejadas e implementadas para que possam trazer uma  a mais  completa função saudável possível.
In conclusion, the AAP's laudatory effort would benefit from emphasizing the importance of taking a functional approach to developmental challenges and identifying any sign of disruption in healthy functioning as an important basis for an early evaluation. A complete evaluation should then result in a more accurate definition of each child's developmental profile and thereby provide the mechanism through which more effective intervention can be designed and implemented to bring improved overall healthy functioning.

Uso de antidepressivos na gravidez aumenta risco de criança ter autismo, diz estudo

Perigo aumenta quando a exposição aos remédios acontece até o terceiro mês

A exposição a certos antidepressivos durante ou até um ano antes da gravidez pode aumentar o risco de a criança ter autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia.
Para avaliar se a exposição pré-natal aos antidepressivos, incluindo inibidores seletivos da recaptação da serotonina, está associada com um aumento do autismo, a pesquisadora Lisa Croen e seus colegas examinaram os registros médicos de crianças extraídos do Estudo Perinatal de Autismo Infantil realizado pela Kaiser Permanente Medical Care Program, no norte da Califórnia.
A pesquisa foi realizada com 298 crianças com autismo e suas mães, junto a 1.507 crianças saudáveis e suas respectivas genitoras.
Segundo os pesquisadores, a prevalência de transtornos relacionados ao autismo tem aumentado nos últimos anos, assim como o uso de medicamentos antidepressivos durante a gravidez, provocando uma preocupação de que a exposição pré-natal possa contribuir para aumento do risco de autismo.

Vinte mães de crianças no grupo de casos de autismo (6,7%) e 50 mães de crianças do grupo controle (3,3%) apresentaram pelo menos uma prescrição para um antidepressivo no ano anterior ao nascimento da criança.
Das 20 mães que foram prescritos antidepressivos, 13 (65%) receberam apenas inibidores seletivos de recaptação de serotonina, duas (10%) um inibidor de serotonina em associação com outro antidepressivo e cinco (25%) um ou mais antidepressivos.
Das 50 mães de controle que receberam um antidepressivo, para 25 (50%) foram prescritos apenas os inibidores de serotonina, para nove (18%) um inibidor em associação com outro antidepressivo e para 16 (32%) um ou mais remédios para depressão que não eram inibidores.
Após estudarem os casos, o estudo constatou que as mães de crianças com autismo tinham duas vezes mais probabilidade de ter pelo menos uma prescrição de antidepressivo no ano anterior ao parto.
Quando comparado com mulheres sem prescrição de antidepressivos durante o período do estudo, aquelas com uma receita de um inibidor de recaptação de serotonina tinham mais que o dobro de chances de ter um filho mais tarde diagnosticado com autismo. Esta associação não foi observada no pequeno grupo de mulheres que foi prescrito não só um antidepressivo inibidor de serotonina.
Embora o número de crianças autistas expostas aos inibidores seletivos da recaptação da serotonina no pré-natal nesta população tenha sido baixa, os resultados sugerem que a exposição, especialmente durante o primeiro trimestre, pode aumentar modestamente o risco de autismo. Mas eles ressaltam que os resultados ainda não preliminares.

Fonte: Portal R 7

terça-feira, 5 de julho de 2011

Portal do Holanda

01 de Julho de 2011
Defensoria Pública pede tratamento médico para pessoas com autismo

A Defensoria Pública de São Paulo ajuizou Ação Civil Pública para tentar assegurar tratamento médico adequado às pessoas com autismo. Na ação, a Defensoria pede a observância pelo poder público da Resolução nº 151 da Secretaria de Estado da Saúde, que aprova o edital de convocação pública para contratação de entidades filantrópicas e privadas prestadoras de assistência de saúde a pessoas com autismo.
Para a defensora pública Renata Flores Tibyriçá, responsável pela ação, há unidades de atendimento que não cumprem os requisitos fixados pela Resolução 151. Segundo a defensora, algumas mães de filhos com autismo procuraram a Defensoria Pública para relatar que entidades conveniadas ao Estado apresentavam deficiência em estrutura e na prestação do serviço.
Em visita a um dos locais, a defensora constatou irregularidades como: número de pessoas atendidas em patamar superior ao estabelecido na resolução, dificuldade de acesso em razão de localização, falta de separação de pacientes pela idade, falta de enfermeiros em número suficiente, entre outros.
Além de pedir a regularização dos problemas apontados, a Defensoria Pública requer à Justiça que determine ao Estado o oferecimento de transporte especial para pessoas com autismo que não possam arcar com essa despesa. "Para a continuidade do tratamento e, de forma a minimizar a distância e situações que podem colocar em risco a integridade física e até a própria vida das pessoas com autismo, bem como de seus familiares e dos usuários do transporte público, o ideal é que haja um transporte especializado para as pessoas com autismo", afirma Renata, na ação. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Publica de SP.

Autoria: AE / Portal do Holanda

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Autismo Jornal O Tempo

 
Autismo
MARIANA LAGE
Especial para o Pampulha
 
Quando Marine nasceu, seus pais acharam que tinham um bebê diferente em casa. Ao ser chamada pela mãe, Marine, ainda com poucos meses de vida, não respondia ao estímulo, não se virava, estendia o bracinho ou sorria. Se a mãe lhe pegava no colo, o bebê não se aconchegava, permanecendo como um pacotinho nos braços da mãe.
Antes de completar 1 ano, Marine já apresentava sinais de que algo não estava bem. Os problemas na interação visual, a hipersensibilidade ao som e ao tato, a recusa ao contato com pais e familiares eram alguns dos sinais que aproximavam a menina do diagnóstico de Transtorno Invasivo de Desenvolvimento (TID), doença popularmente conhecida por autismo.
Casos semelhantes ao de Marine estão cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. Segundo estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência de saúde pública dos Estados Unidos, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas por algum grau do transtorno invasivo de desenvolvimento. A proporção é de 1 caso para cada 110 nascidos. Em 2008, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a afirmar que o autismo estava se tornando a maior epidemia mundial, apesar de a afirmação ainda não ser consensual entre a classe médica. De qualquer forma, o aumento considerável de casos fez com que, no mesmo ano, a ONU decretasse o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
Especialistas no assunto no Brasil e no mundo vêm trabalhando cada vez mais para proporcionar informações a clínicos e familiares visando o diagnóstico precoce, o que possibilita que as crianças tenham os sinais da doença atenuados e, em alguns casos, até revertidos. Embora médicos não falem ainda em cura, os tratamentos multidisciplinares, feitos desde os primeiros anos, possibilitam uma vida melhor para os autistas.
Segundo Walter Camargos, psiquiatra do hospital Infantil João Paulo II, 60% das crianças diagnosticadas como autistas apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. "Com a intervenção precoce, entre 0 e 3 anos, e com tratamento adequado a gente consegue melhorar a criança muito rapidamente".
No caso de Marine, o diagnóstico de sinais da doença nos primeiros meses possibilitou que o tratamento iniciasse antes que seu desenvolvimento psíquico houvesse se cristalizado. Isabela Santoro, psiquiatra e psicanalista infantil e que desenvolve uma tese de doutorado sobre o assunto, explica que, através do tratamento psicanalítico, o diagnóstico não é fechado como autismo ou TID. "A gente fala de risco de autismo, pois a criança apresenta sinais de que, se não for trabalhada, ela pode se tornar autista", expõe. "Como a estrutura psíquica da criança ainda não está formada, é possível que a gente faça uma intervenção mudando seu destino", completa.
Isabela destaca ainda outra particularidade do tratamento precoce: o fato de que o diagnóstico não precisa ser fechado para que a intervenção médica se inicie. "Para nós, não importa taxar a criança com um diagnóstico, o que importa é o tratamento", afirma. A primeira coisa que muda com essa abordagem, informa a médica, é a questão do preconceito. "Quando a gente dá o diagnóstico no primeiro ano de vida, os pais ficam bastante tristes e, geralmente, fogem do tratamento. Isso é tudo o que a gente não quer", expõe.
Luís Felipe Mendonça, neuropediatra, reforça a opinião de que não é preciso ter o quadro fechado para iniciar a intervenção. "Isso altera muito a evolução da história do paciente, altera inclusive o tratamento. A gente não gosta de dar esse carimbo de autista muito cedo, pois tem o prejuízo do preconceito".

Intervenção precoce atenua sinais
A pequena Marine, citada no início desta reportagem, recebeu acompanhamento de Marie Christine Laznik, psicanalista infantil que co-coordena o Pre-Aut, projeto de prevenção do autismo na França e Itália. Hoje com 9 anos, a menina parece não ter qualquer diferença em relação aos seus coleguinhas da mesma faixa etária. Aliás, na escola, ela é conhecida por ser extrovertida demais.
Isabela Santoro conta que, com esse projeto, Marie Christine consegue treinar puericultoras – enfermeiras dos berçários – para detectar precocemente os sinais de risco de autismo desde os primeiros meses. “Basicamente para Marie Christine, a característica fundamental destas crianças é não se oferecer para o outro. Por exemplo, um bebezinho normal, desde o primeiro momento, se a mãe o abraça, ele aconchega. Se a mãe faz aquela brincadeirinha que vai comer o pezinho do bebê, ele estende o pé. Ele se oferece para as brincadeiras amorosas com a mãe. Já o bebê com risco de autismo se furta a esses jogos desde o começo”.
Marine foi o primeiro caso a ser tratado pela psicanalista francesa. Isabela revela que o tratamento iniciado antes do primeiro ano de vida possibilitou que a criança tivesse seu quadro de autismo completamente revertido. Mas Isabela ressalta que ainda não se trata de cura. “A gente só poderá falar em cura daqui a algum tempo, quando Marine já tiver passado pela adolescência. A prova dos nove será quando ela tiver que se virar na fase da adolescência, quando será confrontada com um grupo social mais amplo do que o familiar, quando tiver mais contato com pessoas de outro sexo, talvez até a se relacionar afetivamente”, explica. “O adolescente é mais exposto ao social do que a criança”, resume.
Em Belo Horizonte, a própria Isabela relata três casos de crianças que foram detectadas no primeiro ano de vida e tiveram reversão completa dos sinais de autismo. Inclusive, são sobre esses casos que ela vem desenvolvendo doutorado na UFMG, com co-orientação de Marie Christine Laznik.
A psicanalista ressalta que não há garantias de reversão em todos os casos. “Existem casos em que as crianças podem não responder completamente ao tratamento precoce. Mas, pelo menos, elas tem os sinais muito diminuídos”. (ML)

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