quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ONG britânica ajuda autistas a encontrar namorados

ONG britânica ajuda autistas a encontrar namorados

Mark Savage (Foto de Sonia Savage)
'Pessoas que têm (Síndrome de) Asperger não batem papo e não fofocam', diz Mark Savage
O inglês Mark Savage teve dois encontros românticos recentemente e gostaria muito de achar uma namorada.
No entanto, Savage, que tem 30 anos de idade e sofre de uma condição conhecida como Síndrome de Asperger, disse que os encontros foram "cansativos e estressantes".
Entre os sintomas da condição, que pertence ao chamado espectro autista, estão dificuldades de interação social, dificuldades em processar e expressar emoções e tendência a comportamentos repetitivos.

Agora, pessoas como Mark Savage, vivendo no condado de Berkshire, na Inglaterra, vão ter a ajuda de que precisam para tentar encontrar suas almas gêmeas.
A entidade beneficente Ark Charity, com sede na cidade de Crowthorne, acaba de receber financiamento do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha para um projeto que vai oferecer aulas de educação sexual e voluntários para acompanhar os clientes em seus primeiros encontros.
A ONG já organiza alguns eventos, entre eles, uma noite semanal de clubbing para pessoas com dificuldades de aprendizado na cidade inglesa de Bracknell.
Uma das envolvidas no projeto, Scott Walker, disse que uma pesquisa interna feita entre 105 pessoas atendidas pela Ark Charity revelou que dois terços deles gostariam de encontrar um parceiro ou parceira.
"Também sabemos que há uma demanda por educação sexual e sobre relacionamentos para pessoas com dificuldades de aprendizado, já que houve sete gravidezes não planejadas entre mulheres com dificuldades de aprendizado em Bracknell no ano passado".
Waller menciona um estudo feito em 2001 pelas autoridades de saúde britânicas que concluiu que a dificuldade em formar relacionamentos produz sentimentos de isolamento e de baixa autoestima em pessoas com problemas de aprendizado.
"Várias das pessoas que atendemos pertencem ao espectro autista ou têm Síndrome de Asperger", ele diz.
"Algumas tiveram encontros sociais, outras ficaram noivas".
"Elas têm comportamento diferente das outras pessoas. Tendem a ter vida social limitada e não muitas delas conseguem ter relacionamentos".
O pequeno estudo feito pela Ark revelou que entre as maiores barreiras à formação de novas amizades ou relacionamentos estão a falta de autoconfiança, preconceito, estigma e tendência a se relacionar sempre com o mesmo grupo de pessoas.
Walker espera que o novo projeto permita que elas ampliem seu círculo social.

BCC BRASIL

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