quarta-feira, 25 de abril de 2012

Jornal Folha de Sabará

13 DE ABRIL DE 2012
SOCIAIS - DIA DO AUTISMO
 

O Mundo particular em que vivem as crianças Autistas

No último dia 2, comemorou-se o Dia Mundial do Autismo, transtorno de desenvolvimento, do qual poucas pessoas ainda têm o devido conhecimento. O autismo é um distúrbio da comunicação e da socialização que pode desenvolver em crianças de até três anos, mas que ainda não tem cura. Popularmente, se diz que a pessoa autista “vive no próprio mundo” e, segundo a pedagoga da APAE de Sabará, Cristina Ferreira, essa afirmação é correta: “Os outros costumam dizer isso porque o autista tem dificuldade de comunicação, se isola, não olha para os olhos das outras pessoas, além de apresentar outros maneirismos”.
Segundo a pedagoga, ainda não há uma explicação médica sobre o que ocasiona o autismo. Há alguns casos em que a criança nasce normal, sem nenhum distúrbio e, até os três anos, fase em que começa a interagir com a família, ocorre esse bloqueio no cérebro. “Temos uma criança aqui, que a mãe relata ter vídeos do filho com um ano jogando bola com o pai, correndo, gritando ‘gol’ e do nada se isolou. Um menino bonito, que se você vê-lo não percebe que tem algo diferente, mas que vai ser assim pro resto da vida”, relata.
É comum os pais de crianças autistas não saberem lidar, em um primeiro momento, com o diagnóstico recebido pelos médicos e se isolam, por falta de conhecimento. A APAE faz um trabalho com esses pais, para ajudá-los a lidar com a situação. “Como lidamos com crianças novinhas, damos orientações para os pais, que se sentem muito culpados, questionam em que erraram, e tentamos mostrar como fazer o tratamento e ensinamos a eles como darem uma continuidade em casa”, explica Cristina.
A APAE oferece, ainda, um tratamento especial para as crianças autistas que freqüentam a instituição, que faz um trabalho de pedagogia, terapia ocupacional e com fonoaudióloga. Segundo Cristina, a fonoaudióloga trabalha a comunicação alternativa, uma vez que a criança não se expressa oralmente. Para se comunicarem, são utilizados cartões com ilustrações e, através disso, ela aprende a estabelecer uma rotina e uma comunicação.
O trabalho da APAE Sabará com os autistas teve início em 2010. “Passamos um ano tentando montar uma sala organizada exclusiva, para estarem bem estruturados. Fizemos uma mudança de professores e agora está tudo direitinho”, diz a pedagoga.
No momento, a escola conta com quatro crianças, no turno da tarde. De acordo com a professora Vânia da Costa, não são realizados trabalhos em grupos com os meninos, e sim individual. A sala é dividida em boxes para separar os trabalhos. Os meninos respeitam que tem outro no mesmo ambiente, mas não interagem. “Os programas das atividades com eles sempre mudam também. Temos que sempre adaptar de acordo com a forma com que eles estão no dia”, explica a professora.
Sobre o preconceito com autistas, a pedagoga Cristina lamenta ainda existir e reforça o seu pensamento sobre a inclusão: “Existe preconceito porque essa criança tem um comportamento que gera estranheza para parte da sociedade. Mas há autistas que até mesmo passam despercebidos. Elas não têm nenhum retardo que prejudique o convívio com outras crianças, apenas se socializam de maneira diferente” conclui.

domingo, 15 de abril de 2012

Jornal O Tempo - Educação

A um toque
Uso de dispositivos touch screen em salas de aula melhora a aprendizagem e auxilia no tratamento de crianças com autismo 13/4/2012
LETÍCIA SILVA
Quando educação e tecnologia se fundem em algum tipo de projeto psicopedagógico, os resultados são, quase que em sua totalidade, muito positivos para os alunos. Um exemplo satisfatório dessa fusão é o uso de interfaces touch screen para facilitar a aprendizagem. O documentário “I Want To Say”, por exemplo, aborda a rotina de famílias que conseguiram se aproximar mais de seus filhos autistas quando essas crianças começaram a utilizar aplicativos em interfaces touch para se expressar.
O autismo, segundo a psicóloga infantil comportamental Jéssica Fogaça, é uma disfunção global do desenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, os relacionamentos interpessoais e a relação com o ambiente. Os sintomas mais comuns são: poucas interações sociais, habilidades de comunicação não desenvolvidas, comportamentos, interesses e atividades repetitivos. Pesquisadores afirmam que uma em cada 88 crianças tem algum transtorno relacionado ao autismo e que, em 2012, mais crianças serão diagnosticadas com autismo do que com AIDS, diabetes e câncer somados. Em um dos depoimentos do documentário, a mãe de uma criança autista conta uma experiência marcante. “Ela disse pra gente o quanto nos amava. Nós conhecemos nossa filha naquele dia”, afirma. O documentário ainda não foi lançado oficialmente, mas é possível assistir a fragmentos pelo Youtube. A psicóloga afirma que o uso desses recursos ajuda a despertar o interesse das crianças com autismo na escola, facilitando a aprendizagem e auxiliando no tratamento. “As interfaces touch screen são mais fáceis de serem manuseadas pelas crianças e despertam o interesse. Tudo que pode virar um atrativo ajuda no ensino da criança autista, pois serve para estimulá-la a se desenvolver e a aprender novos comportamentos”, explica.
Mas não só para crianças autistas ou com algum problema de aprendizagem é voltada este tipo de tecnologia nas escolas. “As crianças hoje em dia estão cada vez mais tecnológicas e adoram estar em contato com novos aparelhos eletrônicos. O uso de interfaces touch screen é um incentivo a mais para despertar o interesse dos jovens estudantes, além de trabalhar bastante a questão motora”, defende Fogaça. Em Belo Horizonte diversas instituições, principalmente na rede particular, estão implantando este tipo de interface e utilizando como ferramenta para as aulas. O Colégio Cotemig possui duas salas com lousas sensíveis ao toque. Uma em cada unidade, que foram instaladas há três anos e são bastante utilizada pelos professores. O professor que mais utiliza a ferramenta é da disciplina de Filosofia: a lousa touch screen é vista como estratégia para interagir mais com os alunos e tornar os temas abordados pela matéria mais interessantes. No colégio ICJ, há uma sala especial para este tipo de aula, que é utilizada por todas as turmas e séries. O uso da estrutura varia de acordo com o conteúdo programado pelo professor. “Para o ensino infantil, por exemplo, os professores exploram muito os aspectos visuais, no ensino fundamental, são atividades lúdicas e interativas. Já para o médio, a disciplina que mais usa é literatura, para tornar as aulas mais dinâmicas e envolver conteúdo intertextual”, afirma a assessoria da instituição de ensino. A escola de idiomas Number One também possui este equipamento em algumas de suas unidades e, segundo Laura Catão, coordenadora e professora da unidade Nova Suissa, a técnica é usada há cerca de três anos e está presente em 40% das salas. “O professor pode trazer mais material sobre o assunto da aula, enriquecendo bem a dinâmica com vídeos e com imagens”, explica.
Laura Catão durante aula em uma unidade do centro de idiomas Number One
A aceitação da tecnologia é ainda maior em aulas que costumam ter menor interesse dos alunos, por serem muito teóricas. Segundo o professor de história do ICJ, Reinaldo Neves, o uso da lousa aumentou o interesse dos alunos na disciplina. “Eu utilizo [a lousa] para passar imagens relacionadas à aula. O resultado é excelente, pois o fato histórico está muito longe do aluno, com as imagens ele tem mais facilidade de guardar”, explica o docente, que leciona para alunos entre 15 e 16 anos. “Eu acredito que [a aprendizagem] melhora muito”, afirma o estudante Pedro Nascimento, 15 anos, que cursa o 1° ano do ensino médio, do ICJ. “Na lousa temos um esquema com abordagens que tornam a aula mais interessante”, conclui. Positivamente também avalia o professor Luciano Gomes dos Santos, que leciona Filosofia no Cotemig há oito anos. “Acho que [a lousa] mudou muito a percepção da minha aula e ajudou a aproximar mais o aluno do conteúdo”, afirma o professor.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Globo MInas Triangulo Mineiro Autismo dia A

02/04/2012 16h58 - Atualizado em 02/04/2012 16h58

Conscientização sobre o

 

 

autismo é 





realizada em Uberlândia



Dia 1º de abril é considerado o 'Dia Mundial do Autismo'.
Crianças e familiares receberam orientações no Parque do Sabiá.

Dia do Autista é lembrado desde 2008 (Foto: Reprodução/TV Integração)Dia do Autista é lembrado desde 2008
(Foto: Reprodução/TV Integração)
Em comemoração ao 'Dia Mundial de Conscientização do Autismo', crianças e familiares compareceram neste domingo (1º) ao Parque do Sabiá, em Uberlândia. Na ocasião os presentes participaram de ações e receberam orientações sobre a convivência entre autistas e não portadores da doença. A data foi decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008 e, desde então, chama atenção para o transtorno.
A médica Rosângela Araújo é mãe de um menino portador de autismo e, apesar de atuar na área da saúde, não conhecia muito sobre a doença. “Meu filho não falava e isso me preocupava. Com 12 meses ele ainda não tinha adquirido a fala e não obedecia aos comandos quando a gente falava o nome dele”, contou.
Segundo a médica, desde então começou uma batalha, que mediante ao acompanhamento especializado, o menino tem hoje uma vida normal. "Nós conseguimos um tratamento baseado na terapia comportamental e ele se desenvolveu muito. Hoje, ele não deixou de ser uma criança com autismo, mas seu desenvolvimento é adequado", explicou.
De acordo com a psicóloga Liana Junqueira, estudos já conseguem apontar para o que pode causar a doença. "Hoje se fala que é uma questão neurobiológica e pode ser uma alteração nas funções do cérebro (nas conexões) e não na estrutura", disse. Ainda segundo a psicóloca, a mobilização relizada no dia do autismo é importante para que  a rede pública e demais órgãos possam ajudar mais as famílias que convivem com a doença.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Adefa Conscientização do Autismo 2012

Adefa e Funorte participam de conscientização no dia do Autismo

04/04/2012 - 18h03m

A Associação em Defesa do Autista (Adefa) em parceria com a Associação dos Diabéticos do Norte de Minas (Adnorte) e as Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte) realizaram diversas ações no início desta semana, em prol da conscientização no dia mundial do Autismo.

Funorte realizou diversos atendimentos na Praça Doutor Carlos
Na Praça Doutor Carlos fizeram a blitz azul e distribuíram panfletos com informações sobre a doença. Acadêmicos da Funorte dos Cursos de Fisioterapia e Biomedicina através do Núcleo de Extensão (Nex) aferiram pressão arterial, fizeram medição de glicose e tipagem sanguínea. Estudantes de serviço social também prestaram atendimento.
No período noturno, a Adefa realizou o Encontro Azul no Centro Cultural Hermes de Paula que contou com exposição do trabalho da psicóloga Sandra Cerqueira Moura, diretora da Escola de Autistas Metamorfose, no Rio de Janeiro, a fundadora da ADEFA - RJ, pedagoga Julceli Antunes e o autista Gustavo Adolfo, engenheiro de telecomunicações e Mestre na área de inteligência artificial e neurociência computacional pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de representantes da Funorte, poder público municipal e sociedade civil organizada.
A Adefa é coordenada pelas egressas da Funorte Mariel Mendes Lopes e Caroline Figueiredo Costa formadas em Biomedicina. Elas, que possuem trabalho de pesquisa na área do autismo, trouxeram a Adefa para Montes Claros há um ano.
-Levantamos a bandeira para o tratamento adequado. Desde a época da faculdade comecei a pesquisar sobre metais pesados e relacioná-los a questão biológica. Ainda há muitas pesquisas em andamento sobre as causa da doença, mas acreditamos que o metal é um grande vilão e as alergias. Foi nessa época que descobrimos a Adefa, que funcionava no Rio, lembraram.

Pesquisas indicam crianças intoxicadas com metais
De acordo com Mariel, que faz Mestrado em Ciências Médicas na Universidade Federal Fluminense (UFF), há suspeitas de que o autismo é causado por metais pesados, pois muitas crianças que possuem a doença estão intoxicadas por este tipo de metal. “Uma das recomendações no tratamento é a dieta de produtos sem glutem, agrotóxico e caseína”, explicou.
Segundo a biomédica Caroline, que é pesquisadora em Células-Tronco e Medicina Translacional pelo Instituto de Pesquisa de Células Tronco (IPCTRON) de São Paulo, tão importante como o tratamento do autismo é a conscientização das pessoas para compreensão da doença. “A característica fundamental do autismo é a dificuldade de socialização, muitos autistas são imperativos, e grande parte das pessoas não sabem o que é a doença e não conseguem identificá-la”, contou.
A criança com autismo pode apresentar outras características como a falta de interação com o mundo exterior, inclusive com os próprios pais, a agressividade, a concentração excessiva em atividades isoladas e repetitivas e  autoagressão.
Em alguns casos, o diagnóstico da doença só vem depois dos três anos, por isso, segundo as biomédicas é necessário que a mãe observe o comportamento do filho. Elas aconselham que, caso seja confirmado o autismo é preciso dar a ele o tratamento necessário, a partir de uma triagem com exames médicos e uma dieta restrita sem metais pesados, em seguida trabalhar as habilidades do autista num atendimento individualizado para que ele chegue a sua independência.

Diretora da Funorte, Raquel Muniz, participou do Encontro Azul
-Temos muitos exemplos de autistas que se recuperaram, mas para isso é preciso fazer um trabalho minucioso com orientações, terapias e a questão multidisciplinar.
A Adefa atende 23 crianças autistas em Montes Claros, e foi instituída em 2006 no Rio de Janeiro. O endereço de funcionamento fica na rua Geraldino Sarmento Mourão, no bairro São Luis, nº 368. Há uma lista de espera com 70 nomes, mas, segundo a presidente da Adefa Mariel, como a associação sobrevive de doações não é possível atender a todos que solicitam de cuidados, pois faltam recursos. São parceiros da instituição, os laboratórios DLE, do Rio de Janeiro /RJ, Biominerais, de Campinas /SP e o Great Plains, dos EUA.
A Associação conta com uma equipe de profissionais da saúde dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. São médicos fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, biomédicos, psicólogos e educadores físicos.
Dados da Adefa apontam que não há um número exato de autistas no Brasil, mas existe estimativa de que a cada 150 crianças nascidas 1 é autista. Nos EUA, a proporção é 1 a cada 90 nascidos.
 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE INSUFICIÊNCIA DO SERVIÇO DE SAÚDE PARA AUTISTAS

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE INSUFICIÊNCIA DO SERVIÇO DE SAÚDE PARA AUTISTAS

Quarta-feira, 4 Abril, 2012
Audiência pública discute carência no atendimento a autistas em BH
Comissão de Saúde e Saneamento realizou audiência pública nesta quarta-feira (04/04) para discutir a carência do serviço público de saúde oferecido aos autistas em Belo Horizonte. Solicitada pela vereadora Elaine Matozinhos (PTB), a audiência reuniu familiares de pessoas com autismo, membros de associações e entidades de apoio e tratamento, representantes da Prefeitura de Belo Horizonte e outros vereadores. Uma pauta de reivindicações será encaminhada ao prefeito envolvendo a urgência de se desenvolver políticas públicas voltadas às pessoas com autismo e seus familiares.
Presidente do Instituto Superação e pai de duas crianças com autismo, Maurício da Silva M. Júnior lembra a importância da recente promulgação da Lei nº 10.418/12 (de 13/03/2012) pela Câmara Municipal, que reconhece a pessoa com autismo como pessoa com deficiência, garantindo a ela todos os direitos específicos já previstos em lei. Originada do Projeto de Lei 1794/11, proposto por Leonardo Mattos (PV), a proposição havia sido vetada pelo Prefeito, mas o veto foi rejeitado pelos vereadores.
Entendendo que o acesso ao atendimento especializado ainda é insuficiente e muito difícil, principalmente para pessoas de baixa renda, a nova lei prevê a oferta de tratamento para o autismo em centros de atendimento integrado de saúde e educação a serem mantidos em todas as regiões do município; propõe a realização gratuita de testes para diagnóstico da deficiência, principalmente em crianças de 14 a 20 meses de idade, e a disponibilização de todo o tratamento especializado. O texto ainda prevê que o Município se comprometa a incentivar o desenvolvimento de pesquisas e projetos multidisciplinares em universidades sediadas na Capital, com foco no autismo e na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.
No entanto, Maurício destaca que isso não é o suficiente pois não atende às famílias que hoje vivem o problema. “Sei que existe um prazo para implantação das mudanças no atendimento, mas o que fazemos com as nossas crianças que estão precisando disso agora?”, questiona. “Não tem política pública, não tem atendimento. A Prefeitura afirma que todos os profissionais da rede municipal de saúde são capacitados para atendimento a autistas, mas não é bem assim. Fiquei assustado quando uma psicóloga do posto de saúde me falou ‘não se preocupe, senhor, as suas crianças logo vão crescer, virar adolescentes, e o autismo vai passar porque não existe adulto autista’”, citou. O vereador Leonardo Mattos reconheceu a urgência da situação, a necessidade de se preparar melhor os profissionais e garantiu que as demandas apresentadas serão enviadas ao prefeito a fim de buscar medidas emergenciais de solução.
Demandas
Conselheiro Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rogério de Araújo Souza é pai de um jovem autista de 25 anos e reafirmou a urgência de se desenvolver políticas públicas em atenção aos adultos com autismo. “Há um número grande de autistas adultos atendidos hoje pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Belo Horizonte - Apape-BH. O meu filho é o mais jovem lá”, afirma Rogério. “Eles já não são crianças, também não são idosos, e não há proteção do Estado para adultos, a não ser que estejam no sistema penitenciário”, problematiza. “Vamos, sim, dar atenção ao diagnóstico precoce, aos cuidados e atendimento na infância, mas não vamos nos esquecer dos adultos, que ficam lançados à própria sorte se não tiverem uma família que possa cuidar”, conclui.
Maurício Moreira conta que o custo anual do tratamento particular para o autismo pode chegar a 34 mil reais, envolvendo terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudiólogo e outras especialidades necessárias ao desenvolvimento do autista. Assim, seria essencial a oferta desses serviços na rede pública, mas exige mais qualidade. Além do atendimento específico, familiares reivindicam tratamento adequado no atendimento da saúde básica, uma vez que os autistas não expressam sintomas de doenças comuns da mesma maneira que as pessoas sem o transtorno mental.
Também foram demandadas políticas de acessibilidade e de trabalho para os pais ou responsáveis, que muitas vezes precisam ficar reclusos em casa para cuidar de parentes autistas. Como medida inicial, familiares sugeriram qualificar os profissionais do Programa Saúde da Família, que visitam os lares, a fazerem uma triagem e cadastro das famílias que precisam de atendimento específico. Representando a PBH, a conselheira de saúde da região Norte, Mônica Martins Guimarães Santos, afirmou que irá encaminhar as reclamações e sugestões à gerência da Regional para buscar melhorias e soluções.
Estiveram presentes na reunião os vereadores Leonardo Mattos (PV), Edinho Ribeiro (PT do B), Reinaldo “Preto Sacolão” (PMDB), Toninho Pinheiro da Vila Pinho (PT do B) e Márcio Almeida (PRP).
Superintendência de Comunicação Institucional

sexta-feira, 6 de abril de 2012

DIA DA CONCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO 2012 BH

video

G1 Coluna Espiral

Inconformado com 1 em 88

Por Alisson Muotri 02/04/12
O dia 2 de abril é especial. É o momento do ano em que diversas pessoas mundo afora param para refletir sobre o autismo, um conjunto de diversas síndromes que afetam a habilidade de socialização, linguagem e comportamento humano.
Por muito tempo, acreditava-se que pessoas dentro do espectro autista eram raras, uma minoria. Porém, com um trabalho de conscientização intenso, familiares e cientistas conseguiram convencer os médicos e a sociedade de que o autismo não é tão raro assim. Desde então, a prevalência do autismo tem sido motivo de discussão. Dados recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) agora mostram que uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos são diagnosticadas com autismo (http://www.cdc.gov/mmwr/premas ainda não existe um estudo formal feito no país.

Os dados novos de CDC, liberados ao público na última quinta-feira (29), mostra que incidência aumentou entre a população negra e hispânica. A diferença entre sexos é grande, um em cada 54 é a proporção para os meninos, cinco vezes maior que em meninas. Sabemos muito pouco de por que o autismo tem um viés masculino.
Algumas hipóteses associam genes duplicados no cromossomo X – view/mmwrhtml/ss6103a1.htm?s_cid=ss6103a1_w

). Os números representam um aumento de 23% nos casos entre 2006 e 2008 e 78% de aumento desde 2002. Ainda assim, é possível que o estudo esteja subestimando números reais. Um estudo publicado ano passado mostrou incidência de autismo de um em 38 crianças na Coréia do Sul. É provável que os números no Brasil não sejam muito diferentes dos Estados Unidos, do qual as meninas têm duas cópias – como um fator protetivo.
Parte da justificativa desse aumento parece estar associada a uma melhora no diagnóstico e conscientização da população. A idade média de diagnóstico caiu de quatro anos e meio para quatro anos. Porém, muitos pais detectam o problema bem mais cedo, o que sugere que o processo de diagnóstico pode melhorar muito ainda. Uma contribuição ambiental ainda desconhecida também tem sido apontada como um fator que justificasse a alta incidência de autismo nos dias de hoje, mas não existe evidência científica forte o bastante pra apoiar essa idéia. Não importa se estes fatores justificam ou não por completo os números do CDC; de toda forma, o aumento é preocupante e sugere um quadro epidêmico. São mais de 1 milhão de crianças afetadas, com um custo anual de US$ 126 bilhões nos Estados Unidos.
Infelizmente, por trás de toda essa estatística, estão familiares e pacientes, que se esforçam todos os dias para lidar com a condição. A preocupação com o futuro dessas crianças é justificável e a luta para torná-los independentes começa cedo. Erra quem pensa que isso é um problema das famílias dos pacientes apenas. Crianças são as maiores riquezas de um país e preservar os cérebros delas é garantir o futuro competitivo. Ignorar o problema é a pior coisa que um governo pode fazer. A isenção da iniciativa privada também preocupa. Custos com seguros saúde vão aumentar drasticamente, afetando a produção daqueles que cuidam de crianças autistas, por exemplo. Com esse tipo de prevalência na população é difícil de encontrar quem não seja, direta ou indiretamente, afetado pelo autismo.
Em tempos de crise, a história tem mostrado que o incentivo a pesquisa na área é o que, em geral, leva à solução do problema. Jovens adultos e crianças da atual geração nunca devem ter ouvido falar de poliomielite ou pólio. Isso porque a epidemia de pólio, que deixou milhares de crianças e adultos paralizados por volta de 1910, foi erradicada a partir de iniciativas como a “Corrida contra o pólio” nos anos 50, que investiu pesado na busca científica da “cura” do problema. Pólio continua sem cura, mas foi erradicado da maioria dos países através do financiamento de uma vacina, originada numa polemica pesquisa do médico Jonas Salk.
O mundo é formado, em sua maioria, por pessoas conformadas, e por uma minoria de pessoas que não se conformam. São os conformados que nos trazem conforto nas horas mais difíceis, que nos ensinam a aceitar as situações como são e agradecer por aquilo que temos. São os conformados que vão te dizer que o autismo não tem solução, que não há o que fazer. Mas são os inconformados que transformam nossa perspectiva e que fazem o mundo melhor. Acho que o quadro de autismo atual pede um plano nacional de ataque, a criação de um centro de excelência em autismo brasileiro, formador de profissionais qualificados e com pesquisada cientifica de ponta com colaborações internacionais. Será preciso reunir pais, políticos, terapeutas, médicos e cientistas inconformados e que estejam dispostos a lutar por dias melhores.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Autismo no Programa Sem Censura

PALESTRA DE ABERTURA DA SEMANA DO AUTISTA APADEM

Jornal Editorial

Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo

Um dia para vestir azul e discutir o autismo. Em todo o mundo, a data de 2 de abril é marcada pela conscientização sobre a síndrome.
Segundo Cristina Maggessi, diretora de eventos da Associação de Pais e Amigos do Autista do Rio Grande do Sul (AMARS), o autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano, caracterizado por desvios na comunicação, uso da imaginação e interação social. Por isso, em diversos lugares do mundo foram organizados eventos para Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. Em Porto Alegre, as bandas Papas da Língua e Chimarruts participaram de um show na Usina do Gasômetro. Além disso, no dia 4 também foi realizada a palestra “Autismo — como chegamos até aqui e para onde vamos”, com o médico Carlos Gadia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
De acordo com Cristina, a data foi instituída pela ONU em 2007 para a conscientização mundial, uma vez que estima-se que mais de 70 milhões de pessoas possuam a síndrome. O dia é marcado pelo uso do azul, cor do autismo, nas roupas das famílias e na iluminação de casas e monumentos ao redor do mundo, como a Usina do Gasômetro em Porto Alegre, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro e o Empire State Building em Nova York. “Esperamos que com a divulgação e conscientização, tenhamos menos preconceito”, diz Cristina.
O autismo não é considerado uma doença, o que impede o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, está em andamento um projeto de lei, aprovado no Senado e esperando votação no Plenário da Câmara dos Deputados, que reconheceria o autista como uma pessoa com deficiência, garantindo assim diagnósticos, tratamentos e inclusão social por meio de escola e lazer.
Texto: Anahís Vargas, Daniela Flor e Muriell Custódio

Jornal Cultura e Comércio, Nova Lima


Gazeta do Povo


POLÍTICAS PÚBLICAS

Adultos com autismo à mercê da sorte

Crianças com a síndrome recebem diagnóstico cada vez mais cedo, lutando pela inclusão escolar, mas na vida adulta falta atendimento

O autismo foi descrito pela literatura médica pela primeira vez em 1943, pelo psiquiatra norte-americano Leo Kanner. Pesquisas demonstram que a prevalência da síndrome é cada vez maior (a quantidade de portadores aumentou dez vezes em quatro décadas). Semana passada, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), divulgou a estimativa de portadores do Transtorno do Espectro Autista: uma em cada 88 crianças apresentam sintomas, sendo a prevalência cinco vezes mais comum em meninos.
Uma das explicações para o aumento das estatísticas é a melhora no diagnóstico, que acontece cada vez mais cedo e evoluiu de forma a reconhecer até mesmo os sinais mais sutis da síndrome. Mesmo antes de ser estudado pela Psiquiatria, o autismo já apresentava significativa incidência. Milhares de portadores hoje são adultos ou idosos. Sem cadastro, sem diagnóstico, sem atendimento especializado.
Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Hugo Harada/ Gazeta do Povo / Rosana não consegue atendimento para o filho, LincolnAmpliar imagem
Rosana não consegue atendimento para o filho, Lincoln
Projeto trata síndrome como especialidade
No Dia Mundial de Consci­entização do Autismo, comemorado hoje, o plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebe associações, pais e profissionais da saúde envolvidos com a causa. A expectativa é que na tarde de hoje seja apresentado um projeto de lei que trata do reconhecimento do Transtorno do Espectro Autista como uma especialidade. Com isso, seria aberto espaço para a criação de políticas de atendimento aos portadores, inclusão no ensino regular e atenção às necessidades relacionadas ao autismo.
No próximo dia 25, a partir das 9 horas, o tema volta ao plenário da Assembleia em uma audiência pública, proposta pelo deputado Péricles de Holleben Mello (PT). Na ocasião, devem ser discutidas questões como o diagnóstico precoce, a oferta de atendimento especializado por parte do Estado e outras políticas públicas que favoreçam a inclusão e a chance de os portadores desenvolverem suas capacidades. As audiências públicas são abertas para a participação de toda a comunidade.
Celebração
Hoje o mundo amanheceu azul. Pelo movimento mundial “Light it Up Blue”, centenas de edifícios de vários países passarão o dia com iluminação especial em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. No Brasil, assim como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro e a Ponte Estaiada (Octávio Frias de Oliveira) em São Paulo, a Assembleia Legislativa do Paraná e a torre de transmissão da RPCTV, em Curitiba, aderiram à causa.
“Onde estão os adultos autistas? Estão em entidades de assistência social, em casas de repouso, em poucas escolas. Ou em casa, tratados como alguém com inabilidade intelectual, o que chamávamos de deficiência mental. Muitos estão sem atendimento, sem trabalho laboral adequado”, afirma o neuropediatra Sérgio Antoniuk, coordenador do Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Não há vagas
A professora da rede municipal de Curitiba Rosana de Fátima Cordeiro, 43 anos, está há dois meses afastada do trabalho por estresse. Quando for liberada pelo médico para voltar ao trabalho, não sabe o que vai fazer com o filho Lincoln, 20 anos, que tem autismo e não consegue atendimento em Curitiba. “Quando consigo entrevista, a primeira coisa que perguntam é se ele está calmo. Mas sem escola ele está cada vez mais ansioso, com agressividade e instabilidade. A resposta que escuto é sempre ‘não’, porque ele tem autismo. É desesperador”, conta.
Lincoln teve características tidas como normais até os 4 anos. A partir daí, veio o isolamento, a interrupção da fala, as autoagressões e a dependência para toda e qualquer tarefa. “Ele consegue apagar a luz, mas não sabe passar sabonete no corpo. Quando era pequeno, a gente dava conta, mas não imaginava o que ia passar quando ele crescesse. Vejo que faltou alguma coisa lá atrás, quando o neuropediatra pediu um monte de exames e não apareceu nada. Ficamos sem orientação, sem ajuda”, diz.
Uma das clínicas que têm Lincoln na lista de espera é o Centro Conviver, que de forma particular atende 80 pessoas entre crianças e adultos. Não há estrutura ou profissionais especializados para ampliar o atendimento. A diretora, Luciene Vianna, diz que a cada semana recebe ao menos quatro famílias para avaliações de autismo, mas não tem como recebê-las. “Quando é um adolescente ou adulto, a situação é bem mais complicada. Pelo sistema público não há perspectiva de futuro, amparo, moradia, oficina de treinamento para o trabalho ou para a vida”, diz.
Sem incentivo, primeiro emprego se torna desafio
Com um ar de timidez e certa relutância em cumprimentar desconhecidos, Vinícius Ceccon, 26 anos, transita atarefado entre as mesas do restaurante Outback, no Shopping Curitiba. Ele foi diagnosticado com autismo na infância e frequentou uma clínica particular por alguns anos. Por indicação da clínica, conseguiu o emprego, há quase dois anos. Vai trabalhar de ônibus e gasta parte do salário com viagens, como a que fez no verão, para o Nordeste. O portador de autismo severo diz que não precisa mais de psicólogos, agora que tem um trabalho.
No início, Vinícius apenas polia talheres, um tanto incomodado com o grande fluxo de pessoas à sua volta. Hoje, tem a mesma responsabilidade dos outros auxiliares de atendente e, com o incentivo dos colegas, já se acostumou com a grande movimentação e barulho do restaurante. “Quando ele fica ansioso com alguma coisa, vai pra um espaço mais reservado que temos aqui e passa alguns minutos lá até se acalmar. Depois volta e continua com seu trabalho normalmente. Levou um tempo, mas ele encontrou essa forma de se acalmar”, conta o proprietário do Outback, Alessandro Ilkiu. Ele diz que clientes valorizam a presença de Vinícius no local e a iniciativa do restaurante.
Hoje, a contratação de pessoas com autismo ainda não têm incentivo do governo e elas não podem ser encaixadas nas vagas destinadas a pessoas com necessidades especiais, a menos que tenham deficiência mental ou inabilidade intelectual associada. Isso representa cerca de 40% dos portadores de autismo, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Considerado por muito tempo um prisioneiro de seu próprio mundo, alheio a tudo que o cerca, o portador do autismo é visto hoje como alguém que precisa de ajuda para se desenvolver e se relacionar. Com um diagnóstico cada vez mais precoce e atendimento específico multiprofissional, até os casos mais severos podem ter avanços e alcançar algum grau de independência. Em casos com menor comprometimento, como os que têm a chamada Síndrome de Asperger, as altas habilidades, como grande capacidade de concentração, memória e foco, podem tornar essas pessoas bastante atrativas para determinadas áreas, como as ciências exatas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

TV Canção Nova Conscientização do Autismo em BH

Dia do Autismo JP News

Dia do Autismo pelo Brasil

Dia do Autismo Paraná

Dia do Autismo em Parnaiba

Dia do Autismo Manaus

Dia do Autismo Manaus

Dia do Autismo

Dia do Autismo LImeira

Dia do Autismo Em Santa Satarina

Dia do Autismo Jornal TMC

Dia do Autismo

Dia do Autismo no Mato grosso do Sul

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo na Paraiba

AMA no Piauí comemora o Dia da Conscientização do Autismo

TV Integração - Fim de semana marcado por ações dedicadas ao autismo em Uberlândia, MG

Autismo e Jogos Eletrônicos (Circuito UFMG 02/04/2012)

Mundo Azul

Adriana Alves (Movimento Orgulho Autista Brasil): Autismo e saúde pública