quinta-feira, 12 de abril de 2012

Adefa Conscientização do Autismo 2012

Adefa e Funorte participam de conscientização no dia do Autismo

04/04/2012 - 18h03m

A Associação em Defesa do Autista (Adefa) em parceria com a Associação dos Diabéticos do Norte de Minas (Adnorte) e as Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte) realizaram diversas ações no início desta semana, em prol da conscientização no dia mundial do Autismo.

Funorte realizou diversos atendimentos na Praça Doutor Carlos
Na Praça Doutor Carlos fizeram a blitz azul e distribuíram panfletos com informações sobre a doença. Acadêmicos da Funorte dos Cursos de Fisioterapia e Biomedicina através do Núcleo de Extensão (Nex) aferiram pressão arterial, fizeram medição de glicose e tipagem sanguínea. Estudantes de serviço social também prestaram atendimento.
No período noturno, a Adefa realizou o Encontro Azul no Centro Cultural Hermes de Paula que contou com exposição do trabalho da psicóloga Sandra Cerqueira Moura, diretora da Escola de Autistas Metamorfose, no Rio de Janeiro, a fundadora da ADEFA - RJ, pedagoga Julceli Antunes e o autista Gustavo Adolfo, engenheiro de telecomunicações e Mestre na área de inteligência artificial e neurociência computacional pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de representantes da Funorte, poder público municipal e sociedade civil organizada.
A Adefa é coordenada pelas egressas da Funorte Mariel Mendes Lopes e Caroline Figueiredo Costa formadas em Biomedicina. Elas, que possuem trabalho de pesquisa na área do autismo, trouxeram a Adefa para Montes Claros há um ano.
-Levantamos a bandeira para o tratamento adequado. Desde a época da faculdade comecei a pesquisar sobre metais pesados e relacioná-los a questão biológica. Ainda há muitas pesquisas em andamento sobre as causa da doença, mas acreditamos que o metal é um grande vilão e as alergias. Foi nessa época que descobrimos a Adefa, que funcionava no Rio, lembraram.

Pesquisas indicam crianças intoxicadas com metais
De acordo com Mariel, que faz Mestrado em Ciências Médicas na Universidade Federal Fluminense (UFF), há suspeitas de que o autismo é causado por metais pesados, pois muitas crianças que possuem a doença estão intoxicadas por este tipo de metal. “Uma das recomendações no tratamento é a dieta de produtos sem glutem, agrotóxico e caseína”, explicou.
Segundo a biomédica Caroline, que é pesquisadora em Células-Tronco e Medicina Translacional pelo Instituto de Pesquisa de Células Tronco (IPCTRON) de São Paulo, tão importante como o tratamento do autismo é a conscientização das pessoas para compreensão da doença. “A característica fundamental do autismo é a dificuldade de socialização, muitos autistas são imperativos, e grande parte das pessoas não sabem o que é a doença e não conseguem identificá-la”, contou.
A criança com autismo pode apresentar outras características como a falta de interação com o mundo exterior, inclusive com os próprios pais, a agressividade, a concentração excessiva em atividades isoladas e repetitivas e  autoagressão.
Em alguns casos, o diagnóstico da doença só vem depois dos três anos, por isso, segundo as biomédicas é necessário que a mãe observe o comportamento do filho. Elas aconselham que, caso seja confirmado o autismo é preciso dar a ele o tratamento necessário, a partir de uma triagem com exames médicos e uma dieta restrita sem metais pesados, em seguida trabalhar as habilidades do autista num atendimento individualizado para que ele chegue a sua independência.

Diretora da Funorte, Raquel Muniz, participou do Encontro Azul
-Temos muitos exemplos de autistas que se recuperaram, mas para isso é preciso fazer um trabalho minucioso com orientações, terapias e a questão multidisciplinar.
A Adefa atende 23 crianças autistas em Montes Claros, e foi instituída em 2006 no Rio de Janeiro. O endereço de funcionamento fica na rua Geraldino Sarmento Mourão, no bairro São Luis, nº 368. Há uma lista de espera com 70 nomes, mas, segundo a presidente da Adefa Mariel, como a associação sobrevive de doações não é possível atender a todos que solicitam de cuidados, pois faltam recursos. São parceiros da instituição, os laboratórios DLE, do Rio de Janeiro /RJ, Biominerais, de Campinas /SP e o Great Plains, dos EUA.
A Associação conta com uma equipe de profissionais da saúde dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. São médicos fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, biomédicos, psicólogos e educadores físicos.
Dados da Adefa apontam que não há um número exato de autistas no Brasil, mas existe estimativa de que a cada 150 crianças nascidas 1 é autista. Nos EUA, a proporção é 1 a cada 90 nascidos.
 

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