quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pai de três filhos com autismo conta como aprendeu a encarar a vida de forma otimista

“Você tem duas opções: ficar chorando na cama, lamentando uma coisa que não vai mudar ou você ir atrás de informação, de ajuda e profissionais que estejam comprometidos e informados. Eu escolhi a segunda opção”

 
Por Marcela Bourroul - atualizada em 21/08/2013 18h17
 
Receber um diagnóstico de autismo para um filho não é fácil para nenhuma família. Além de ter nuances desconhecidas pela ciência, o transtorno exige dedicação intensa dos pais e um investimento extra para que a criança receba os tratamentos adequados. Imagine, então, receber essa notícia três vezes. Foi o que aconteceu com Pedro*, hoje com 34 anos. Seus três filhos, de dois casamentos, têm autismo. Conversamos com ele para saber o que sentiu após receber os diagnósticos e como é a rotina com as crianças. A certeza de que há perspectivas otimistas para os meninos faz com que Pedro continue buscando ajuda e dá uma injeção de ânimo em quem vive situação parecida.

CRESCER: Como foi receber o diagnóstico pela primeira vez e como você lidou com os outros dois?
PEDRO: Eu tinha 22 anos, não era casado, mas tinha uma relação com uma mulher bem mais velha. Nós tivemos dois filhos. Ela era independente e nós não vivíamos juntos. Foi ela quem me procurou e contou que os dois meninos eram especiais [hoje eles têm 8 e 10 anos e moram com a mãe]. Mas na época ela contou que tinha um caso de problema neurológico na família e eu assumi que o problema seria da parte dela. Seguimos com nossas vidas, dando a atenção necessária aos meninos. Porém, há quatro anos eu me casei e logo em seguida tive meu terceiro filho. E há um ano e meio veio o diagnóstico: ele também era autista. Aí realmente o mundo desabou na minha cabeça porque eu percebi que a carga genética era minha.
C: E o que você fez? P.: Quando veio o diagnóstico do terceiro comecei a fazer contato com minha ex-companheira, busquei informações e descobri o dr. Alysson [Muotri, pesquisador brasileiro que trabalha na Universidade da Califórnia, estudando o autismo]. Também entrei em contato com a dra. Maria Rita Passos Bueno [que desenvolve pesquisa em autismo no Centro do Estudos do Genoma Humano]. Em um primeiro momento, a sensação foi muito ruim. Como homem você se sente muito mal, porque é como se você tivesse feito mal às crianças. Fui buscar ajuda terapêutica e tive acompanhamento psiquiátrico. Faço terapia até hoje para poder enfrentar isso tudo. Mas, passado o primeiro momento, você percebe que ou fica na cama chorando ou enfrenta, e eu escolhi a segunda opção.
C: Como é o tratamento deles?
P.:
Os três fazem acompanhamento com terapeuta ocupacional, psicomotricistas e frequentam a escola regular. O mais velho, que no primeiro momento tinha todos os traços de autismo clássico, hoje já evoluiu para Asperger [que também faz parte do transtorno de espectro autista] e o psiquiatra nos falou que “ele já foi”. Isto é, provavelmente vai levar uma vida independente, vai casar, ter uma profissão, tamanha a evolução dele. E isso enche muito a gente de esperança.
C: Você acredita que essa evolução tem a ver com os estímulos que vocês proporcionaram?
P.:
Sem sombra de dúvidas, o ideal é intervir o mais cedo possível. A intervenção do mais velho não foi tão cedo quanto o mais novo. E mesmo assim ele apresenta melhoras significativas, já não tem estereotipia nenhuma. É inteligentíssimo, nunca repetiu de ano e não aceita tirar menos de 8,5 nas provas.O mais novo, de 3 anos, já está começando a falar, com certeza porque nós começamos com as terapias cedo. Ele tinha 2 anos quando foi diagnosticado. Já o segundo, com 8 anos, é o mais limitado, ele tem um quadro de autismo clássico realmente, ainda não fala.


C: Com três filhos de idades diferentes, você nota alguma evolução no tratamento do autismo?
P.:
O mais novo teve acesso a algumas vitaminas importadas. Na época dos mais velhos não demos. Mas, na verdade, muita coisa do tratamento do mais novo foi feita nos Estados Unidos, porque muitos médicos brasileiros desconhecem. As vitaminas, por exemplo, foram recomendadas por uma pediatra norte-americana. É difícil porque os médicos nem sempre estão preparados para tratar essas crianças. Essa pediatra mesmo me disse que o que ela estudou sobre autismo na faculdade não tem nada a ver com o que está no consultório. E nós fizemos lá alguns exames que não são pedidos aqui e por sorte hoje eu tenho condições financeiras para isso. Eu não tenho dúvida de que o autismo está relacionado também a questões metabólicas. Nos exames, várias taxas estavam desreguladas. Nós fizemos com o mais novo a dieta celíaca, cortamos a lactose e eu tenho uma visão de que isso funciona. E meu filho hoje com 3 anos está falando.
C: Você tem contato com outros pais de crianças autistas?
P.:
Eu não tenho, mas acho que em alguns casos é importante. Acho que aqueles que têm menos condições financeiras precisam de uma força extra, porque o tratamento é difícil e nem um pouco barato. Para uma criança fazer todos esses tratamentos não sai por menos de 6 mil reais por mês.
C: Como seus filhos se relacionam entre si?
P.:
Os dois mais velhos não têm contato com o mais novo. Mas o mais velho entende que o irmão tem uma dificuldade e ajuda a cuidar, tem um carinho todo especial. Mas ele não aceita que tem o mesmo problema, porque ele vê o irmão e não aceita que haja tamanha diferença na evolução dos dois.

C.: Que dica você daria para um pai que está enfrentando essa situação?
P.:
Eu sou kardecista, é uma crença particular, mas acho que nada na vida acontece por acaso. E aí não tem jeito, você vai passar pelas fases que são naturais. Primeiro, aquela tijolada que você recebe na cabeça. Depois, e aí é que está a grande dica, você tem duas opções: ficar chorando na cama, lamentando uma coisa que não vai mudar ou você ir atrás de informação, de ajuda e profissionais que estejam comprometidos e informados. Grandes médicos hoje não acreditam em nada do que a gente está falando, acreditam que o diagnóstico de autismo é uma sentença e acabou. E não é verdade. Claro que existem casos e casos, e os quadros mais graves do espectro nem sempre evoluem bem. Mas você não pode definir o diagnóstico como uma sentença. Tenha fé e não pense que, se o seu filho não evoluiu como você esperava, foi uma viagem perdida. Os resultados podem aparecer em prazos longos, por isso que paciência e fé são fundamentais. Tenha certeza, como pai de crianças especiais, que paciência e fé não são coisas grandes de se pedir. Eu falo de coração aberto: este ano passei o Dia dos Pais ouvindo meu filho me chamar de papai. No ano passado, saí do consultório médico sentenciado que não aconteceria. Então, já valeu a pena.

*O nome do pai foi trocado a pedido do entrevistado
http://revistacrescer.globo.com/Familia/Rotina/noticia/2013/08/pai-de-tres-filhos-com-autismo-conta-como-aprendeu-encarar-vida-de-forma-otimista.html

Seja Nosso Colaborador/Parceiro :: Autismo :)

Seja Nosso Colaborador/Parceiro :: Autismo :)

sábado, 10 de agosto de 2013

Novo Site do Instituto Superação

Pessoal,
 
O Instituto Superação te orgulho em apresentar nosso novo Site:
 
Venha conferir.
 
 
Autismo, eu me importo. E você?
 
 
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

ONU pede intervenção precoce para pessoas com espectro do autismo

Secretário-Geral afirma que diagnóstico e tratamento precoces podem ajudar pessoas com transtorno a melhorar suas habilidades

Foto: UN Photo/Evan Schneider
Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU
Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon pediu atenção internacional para o autismo e outros transtornos do desenvolvimento.
Segundo o secretário, intervenções precoces podem ajudar as pessoas com autismo a alcançar ganhos significativos em suas habilidades.
"Agora é o momento de trabalhar para uma sociedade mais inclusiva, destacar os talentos das pessoas afetadas e assegurar oportunidades para realizar o seu potencial. A atenção internacional é essencial para enfrentar o estigma, a falta de consciência, de estruturas e de apoio inadequados", afirmou Ban.
O autismo é caracterizado por diversos graus de deficiência em habilidades de comunicação e interações sociais e padrões repetitivos de comportamento.
Em sua mensagem de vídeo para o Dia Mundial, Ban Soon-taek, a esposa do Secretário-Geral, observou o compromisso da ONU para aumentar a conscientização sobre o autismo. "Vamos continuar a trabalhar lado a lado com os indivíduos afetados para fortalece suas vidas e ajudar a sociedade como um todo", afirma a Sra. Ban.
Em Nova York, dois painéis de discussão acontecem hoje para celebrar as capacidades das pessoas com autismo. A sede da ONU em Nova York também está organizando uma performance musical, que inclui artistas com autismo, bem como uma sessão de cinema.
Dia Mundial
A Assembleia Geral aprovou por unanimidade, em dezembro de 2007, o dia 02 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo para destacar a necessidade de ajudar a melhorar as vidas de crianças e adultos que sofrem da condição, para que possam levar uma vida plena e significativa.

domingo, 19 de maio de 2013

DIA MUNICIPAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO EM 7 LAGOAS

Diário Oficial Eletrônico do Município de Sete Lagoas Ano 1 Sete Lagoas, 14 de maio de 2013 Número 20
Página 2
LEI Nº 8.240 DE 08 DE MAIO DE 2013.
INSTITUI O DIA MUNICIPAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO.
O Povo do Município de Sete Lagoas, por seus representantes legais votou, e eu em seu nome sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Município de Sete Lagoas, o Dia Munici
pal de Conscientização do Autismo, a ser comemorado no dia 02 de abril de cada ano.
Art. 2º O Dia Municipal de Conscientização do Autismo será incluído no Calendário Municipal.
Art. 3º São objetivos do Dia Municipal de Conscientização do Autismo:
I – conscientizar a população sobre o autismo;
II – promover campanhas educativas que visem a eliminar qualquer forma de discriminação aos autistas;
III – ampliar as medidas de inclusão social e a participação comunitária dos autistas.
Art. 4º Os órgãos públicos e as entidades privadas poderão evidenciar seu apoio ao Dia Municipal de Conscientização do Autismo através de iluminação na cor azul, símbolo mundial da causa, dos monumentos e edificações que administrem.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, 08 de maio de 2013.
MARCIO REINALDO DIAS MOREIRA
Prefeito Municipal
SELMA GERALDA PONTELO
Secretária Municipal de Assistência Social
HELISSON PAIVA ROCHA
Procurador Geral do Município
(Originária do Projeto de Lei nº 041/2013 de autoria do Vereador Alcides Longo de Barros)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Governo de Minas propõe políticas públicas voltadas para o atendimento ao autista



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Governo de Minas propõe políticas públicas voltadas para o atendimento ao autista


Postagens no Facebook aproximaram o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, de familiares e amigos de pessoas com portadoras de Autismo. Trata-se de uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento do indivíduo. 
Nesse encontro, realizado na Cidade Administrativa de Minas Gerais, onde vieram a convite do secretário, as lideranças deram o primeiro passo no sentido de se criar uma política pública, voltada para a qualificação do distúrbio, tratamento e formas de atendimento. 
Entre as propostas apresentadas pelo secretário, o destaque é a preparação da Rede de Atenção à Saúde para receber e os autistas. “Vamos criar, também, um convênio de apoio técnico financeiro para a contratação de especialistas”, adiantou o secretário. Antônio Jorge propôs, ainda, a criação de um Curso de Gestão Clínica em Autismo, voltado para a capacitação de professores e trabalhadores da Saúde. “O curso, que será transmitido pelo Canal Minas Saúde para todas as unidades de Saúde no Estado, terá como proposta a capacitar todos os profissionais, com o consequente alinhamento conceitual sobre a doença”, finalizou.
O representante do Instituto Superação, que reúne pais e pessoas ligadas a pacientes autistas, Maurício Moreira, garantiu que as maiores dificuldades estão no tratamento da doença. “Trabalhamos atualmente com 200 famílias na capital e 250 em Governador Valadares. Participamos de várias audiências públicas para a mudança da forma de atendimento, pois os autistas são capazes; só precisam ser tratados adequadamente. Queremos dar a oportunidade de interação dessas pessoas com a sociedade, possibilitando o desenvolvimento de habilidades para inseri-los no mercado de trabalho”, explicou.
O coordenador do Laboratório de Musicoterapia da Escola de Música da UFMG, Renato Sampaio, fez uma avaliação positiva da reunião. “O resultado da reunião superou a expectativa dos participantes. Ficamos surpresos com as propostas apresentadas pelo Secretário. A criação de políticas públicas para o autismo representa uma conquista para os portadores da doença e esperança para a resolução dos problemas enfrentados por eles. A amplitude do que foi apresentado foi além do que o grupo esperava”, finalizou emocionado. 
Ceila Reis, de Poços de Caldas, mãe de adolescentes autistas, acredita que o maior problema ainda é o diagnóstico tardio da doença. “Tenho dois filhos adolescentes e convivo com as dificuldades de inserção social dos meus filhos, devido ao diagnóstico tardio. É preciso identificar a doença no início da infância. A criança responde melhor ao tratamento e, consequentemente, desenvolverá com mais facilidade a sua funcionalidade”, enfatizou.
Uma nova reunião, com todos os representantes foi agendada para o próximo mês. O objetivo é dar continuidade às discussões sobre o assunto e analisar o andamento das propostas definidas. 
Participaram, também, da reunião, Marcílio Dias Magalhães, superintendente de Redes de Atenção à Saúde SES/MG; Mônica Farina, coordenadora da Coordenação de Apoio à Pessoa com Deficiência (Casped); Marta Lopes, Assessora de Gabinete; Denise Martins Ferreira, representante do Instituto Superação, e Juliana Chiari, diretora da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caad), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). 

Hoje em Dia Autismo atinge mais de dois milhões de brasileiros


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Diagnóstico falho ou tardio para autismo é comum

Além da surdez, o autismo pode ser confundido com outras síndromes, traumas ou psicoses
Uma criança que não se relaciona bem com as outras e que não atende aos chamados dos pais apresenta características semelhantes às do autismo, mas esse isolamento pode significar outros problemas, alerta a psicomotricista Eliana Rodrigues Boralli Mota. Na Associação dos Amigos da Criança Autista (Auma), uma entidade sem fins lucrativos localizada na zona norte da capital paulista, Eliana atendeu, por exemplo, uma criança diagnosticada como autista, mas que sofria, na verdade, de deficiência auditiva. Desde que fundou a Auma, há 25 anos, Eliana já orientou muitos pais que receberam diagnóstico errado de seus filhos. Um dos alunos atualmente atendido pela associação chegou com diagnóstico de autismo e de surdez e por isso usava um aparelho auditivo. A psicomotricista conta que suspeitou do diagnóstico e descobriu que ele não tinha problema auditivo algum. “O aparelho só sacrificava a vida da criança, tornava o mundo [mais] barulhento, infernal para ele, [já que] usava o aparelho sem necessidade”.
A diretora da entidade, Rosy Pomeranclblum, lembra-se de como foi difícil a chegada do garoto à associação. “Ele chegou aqui nervoso, enlouquecido, usando o aparelho auditivo. Imagina ampliar os sons [e sem ser surdo]”. Segundo ela, é muito difícil o diagnóstico de autismo e os próprios psiquiatras têm dificuldade.
Além da surdez, explica Eliana, o autismo pode ser confundido com outras síndromes, traumas ou psicoses. Segundo ela, não existe nenhum exame clínico que diagnostique o transtorno de forma segura. “O diagnóstico é baseado na observação comportamental. Há uma relação de características que determinam se a pessoa é ou não portadora de Transtorno Invasivo de Desenvolvimento [TID], em que o autismo está inserido”.
Outro problema é a demora em reconhecer o autismo. Carlos Roberto Aragão, supervisor de almoxarifado, tem um filho autista de 10 anos chamado Diego. Ele conta que teve ajuda da associação para chegar ao diagnóstico. “No início, eu percebia que ele era diferente das outras crianças, porque não se enturmava. Ele ficava sempre separado, brincando sozinho”.
Para tentar ajudá-lo a interagir com outras crianças, Carlos matriculou o filho em uma escola regular, quando tinha 3 anos de idade. O menino ficou ali por um ano, mas o ensino não surtiu efeito e os professores também não perceberam os sinais de autismo. Com 4 anos, ele foi levado à Auma, onde foi orientado, recebeu o diagnóstico correto e passou a frequentar as aulas.
Hoje, Carlos avalia que o desenvolvimento do filho tem avançado, ainda que de forma lenta. “É tudo muito demorado, muito lento. Quando você convive diariamente, se acostuma, é difícil perceber [o desenvolvimento]. Mas tem gente que viu ele há algum tempo, vê agora [e percebe] muita diferença”.
A própria Eliana já passou pelo sofrimento de receber o diagnóstico. Ela tem uma filha de 27 anos, a Natália, que é autista. “Nesse dia, eu morri. Morri por um ano. Tive a sensação de que o mundo tinha desabado e eu não conseguia sair de debaixo dos escombros. Chorei muito, fiquei deprimida e  só continuo existindo porque o amor que tenho pela minha filha é e sempre será maior do que a dor que sinto”.
Ela também precisou enfrentar a dificuldade de obter o diagnóstico correto para Natália. “Naquela época, o diagnóstico ainda era uma coisa assombrosa, difícil de se alcançar”, recorda. Atualmente, o encaminhamento para o diagnóstico pode ser feito por pediatras, neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores. O laudo de autismo para finalidades jurídicas, porém, pode ser emitido apenas por médico psiquiatra.
  02/04/2013 09h41
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=379850&busca=autismo&pagina=1

segunda-feira, 18 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Grande Mobilização em Prol da Conscintização do Autismo em BH

 
 
Dia 31 de Março ( Domingo) de 9 as 14h
 
Praça Floreano Peixoto, Santa Efigênia BH
 
Em Frente ao Primeiro Batalhão da PM
Ao Hospital da Unimed
Contorno com rua Manaus
Próximo a Camara dos Vereadores
Shopping Bollevar
e Metro Santa Efigênia.
 
Vista-se de Azul e venha participar com a gente.
 
 
Teremos comidas Típicas, Brinquedos e Brincadeira.
 
 
Autismo, Eu me importo e você???????????
 
 
Organização: 
 



Parceiros: Comissão dos direitos das pessoas com deficiencia da OAB

Coordenadoria da Pessoa com deficiencia da PBH

CAADE

AMA MG

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Leilão para Fins Benefiente do Instituto Superação

 
Camisa Original do Cruzeiro Esporte Clube número 10
Autográfada por toda Equipe Celeste




Camisa Original do
Clube Atlético Mineiro Rara Edição Limitada R 49 Autográfada pelo Grande Olê Marques Eterno Idolo Alvinegro
 
 
Dê seu Lance e contribua com está nobre causa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

1 Encontro de Formação Sobre TEA do Instituto Superação 2013

1 Encontro de Formação Sobre TEA do Instituto Superação

 
Com   Dra  Fátima Mota Knupfer
Psicologa Cognitiva e Comportamental

Sábado dia 2 de Março de 2013 ás 14H

Rua Espírito Santo 505 12 andar Centro de BH

Palestra introdutória sobre TEA, aberta ao Público.

Dando inicio ao programa de Formação continuada para atenção especializada aos Autistas.

Não deixe de participar junto faremos toda a diferença.


Autismo eu me importo e você????

Informação e inscrições:                   88567682 93783135 isuperacao@yahoo.com.br

                                        https://www.facebook.com/#!/events/209827989157850/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Psicóloga de Belo Horizonte conta em livro como é criar um filho com autismo

Psicóloga de Belo Horizonte conta em livro como é criar um filho com autismoPedro Ivo, de 26 anos, é um dos 2 milhões de brasileiros afetados pela disfunção do desenvolvimento
Jefferson da Fonseca Coutinho - Estado de Minas
Publicação: 18/02/2013 00:12Atualização: 18/02/2013 07:23

Mãe e filho: Mônica cuida de Pedro sem o pai e com ajuda de uma secretária. Ela agora sonha em compartilhar a experiência com outras mulheres (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Mãe e filho: Mônica cuida de Pedro sem o pai e com ajuda de uma secretária. Ela agora sonha em compartilhar a experiência com outras mulheres

Na primeira pessoa, o desabafo de quem tem muito a dizer. Uma psicóloga de Belo Horizonte levou o coração para a ponta dos dedos e escreveu livro sobre o filho autista. Pedro Ivo, de 26 anos, mineiro da capital, é um dos cerca de 2 milhões de brasileiros abatidos pela disfunção global do desenvolvimento. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são 70 milhões de pessoas com autismo no planeta. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, aponta que há um autista para cada 110 indivíduos no mundo – o que faz a síndrome ser mais comum que Aids, câncer e diabetes juntos. Mônica Santos de Oliveira, de 53 anos, dá testemunho visceral sobre os desafios na lida com o rebento, imerso em si mesmo. Pedro Ivo – autismo em prosa e verso (Ed. Getsemani), a ser lançado em março, é leitura para os fortes.
“O corpo, como que querendo alçar voo, acompanhava a alma que não parecia se encontrar na Terra, tamanha a ausência daquele menininho que demonstrava tão pouco interesse pelas coisas”, diz uma das páginas iniciais, convite para mergulho em história de vida arrebatadora. Impossível manter-se distanciado, profissional apenas, no avançar dos capítulos. Que o diga a revisora Patrícia Sathler, de 30. “Em princípio, a gente recebe o trabalho profissionalmente. Aos poucos, com a leitura, foi impossível não se envolver com o drama e com o testemunho de vida de mãe e filho”, diz.

Patrícia revela predileção pelo livro, entre os revisados por ela. Não pelo estilo – não há nenhum virtuosismo literário na obra –, mas, especialmente, pela simplicidade da escrita e verdade impressa na soma e força dos sentimentos descritos na saga de 26 anos e 130 páginas. O produtor editorial
Salvador Santana, de 50, pai de dois filhos, conta que se sentiu tocado no primeiro momento que soube da história da psicóloga. “É uma lição de vida. Mônica aprendeu a viver com o filho Pedro Ivo, com seu crescimento monitorado 24 horas por dia.”

No dia da entrevista, Mônica não pôde falar ao Estado de Minas. Precisou correr ao hospital para ver o filho, com um corte na cabeça. Queda da própria altura nas aulas de capoeira. Uma convulsão na parte da tarde levou Pedro Ivo, o Pepê, ao chão. Resultado: seis pontos próximo da orelha esquerda. Pela manhã, no dia seguinte, a psicóloga falou da luta contra as convulsões. “Desde os 10 anos. Às vezes, uma por semana. Às vezes, todos os dias. E mais de uma vez por dia”. Nem os 18 comprimidos diários de fórmulas diversas dão conta de controlar as crises. Há, no entanto, um aparelho chamado VNS que, no Brasil, custa R$ 115 mil.


“É um estimulador neuro vagal. Um marca-passo que ajuda no controle das convulsões. Mas não temos dinheiro para o aparelho”, lamenta. Lamento que se desfaz num sorriso, com a chegada de Pedro Ivo à sala. Vestido de pijama, com camisa azul – sua cor predileta –, o moço ocupou sua poltrona de único lugar, “o trono de Dom Pedro I e único, imperador da minha vida”, brinca Mônica. De olhar distante, Pedro coloca os pés sobre banqueta de centro e toma conta do ambiente.
Impossível ficar indiferente à presença de Pedro. Aparentemente, um jovem como outros tantos da cidade, de futuro. É bonito, delicado, tem os olhos azuis e o cabelo curto, aparado pela mãe por meio de máquinas 1 e 2. “Ele gosta. Fica bem para ele”, sorri, carinhosa. Pedro me toma a mão esquerda e segura-a. Passamos um tempo do encontro, assim, de mãos dadas. Foi difícil dar ouvidos às histórias de Mônica sentindo a mão de Pedro Ivo tão cheia de vida. Silencioso, o moço aceitou os carinhos da mãe e os disparos da câmera fotográfica.

DEUS E O PARAÍSO

A psicóloga fala da segunda gravidez, quando Pedro Ivo estava com 10 anos. “Estava com um mês. Sonhei com um menino brincando na sala. De repente, ele parou e me disse: ‘Não vou. Não pertenço a essa família’. Passou pouco tempo perdi o bebê.” Mônica revela não ter religião. “Acredito em
Deus, mas não sei quem ele é”, diz. São inúmeras as passagens marcantes ao lado do filho. Uma, porém, não lhe sai da cabeça. “Ele tinha 12 anos. Dei uma surra nele com os sapatos que ele usava. Ele passou quatro anos sem usar calçados.”
Teve também a vez em que, ainda criança, Pedro Ivo levou muitas palmadas da mãe, desesperada sem dar conta do berreiro dele. Mônica conta que ele parou de chorar e, pela primeira vez, a abraçou. Entre os desabafos, há parágrafo cortante que diz: “Muitas vezes, assisti e convivi com pessoas que perderam precocemente seus filhos, por acidente ou doença. Percebi que a dor é imensa, mas há um momento em que se enterra o seu morto. No meu caso, o que senti, me perdoe, é que eu não tinha nem mesmo esse direito”.
Em um mundo distante
Pedro se cansa do assunto, da entrevista na sala do apartamento do Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul. Deixa o ambiente para se acomodar no quarto, abraçado a um brinquedo, jogo de boliche. Nas páginas que emocionam, desabafo de mãe, a psicóloga critica a falta de preparo da sociedade para lidar com o autista. Revela que trocou Belo Horizonte por Alcobaça, na Bahia, nos anos 1990, em busca de paz e tranquilidade para a família. “Já que em BH não tinha o menor preparo para lidar com o meu filho, fomos em busca do paraíso. Lá também não tinha preparo, mas tinha o mar”, escreve.

Disposta a “rasgar o coração e as amarras”, Mônica não poupa a família. É dura com o ex-marido, que, segundo ela, não deu conta de lidar com o problema de saúde do filho e “afastou-se, simplesmente”. Ressalta que por meio da Justiça “pode-se cobrar ajuda financeira, mas não se pode cobrar amor”. A psicóloga lamenta ter ouvido de parente próximo que o melhor a fazer com o “monstro” que ela tinha em casa era interná-lo, escondê-lo da sociedade. Com o ex-marido, pai de Pedro Ivo, não há contato desde 2008.


Mônica diz que a principal força sempre veio de fora. Cita Rosa, a “secretária” que atualmente a ajuda a cuidar do filho. Também dedica escrita carinhosa às doutoras Bernadete Tassara e Andrea Julião. Agradece à mãe, Ignez Montepulciano, ao Gustavo Maciel, personal de Pedro, e aos responsáveis pela escola DiaDia, onde Pedro fez avanços dos mais significativos nos últimos anos. Atualmente, o moço tem se revelado excelente nadador e com forte inclinação para a música. Tem aulas de circo e capoeira, enquanto a mãe, com a publicação autobiográfica, cuida do sonho de compartilhar emoções e ajudar outras mães.

No cinema
Veja alguns filmes que tratam do assunto
» Rain Man (1988) - Com Tom Cruise e Dustin Hoffman. Os conflitos entre dois irmãos muito diferentes.
» O nome dela é Sabine (2007) - Documentário de Sandrine Bonnaire sobre sua irmã autista.
» Temple Grandin (2010) - história real de uma autista que conseguiu fazer doutorado.


http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/02/18/interna_gerais,351103/psicologa-de-belo-horizonte-conta-em-livro-como-e-criar-um-filho-com-autismo.shtml#.USKeXu37oDU.facebook

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Município de Juiz de Fora.

 Lei 12697 / 2012 
Data:   20/11/2012
Ementa:   Dispõe sobre instituição de Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Município de Juiz de Fora. 
Publicação:   Diário Oficial Eletrônico em 21/11/2012 

LEI Nº 12.697 - de 20 de novembro de 2012.


Dispõe sobre instituição de Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Município de Juiz de Fora.
Projeto n. 201/2012, de autoria do Vereador Figueirôa.
A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Esta Lei institui a Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada por:
I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;
II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.

§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.
Art. 2º São diretrizes da Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:
I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista;
II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;
IV - a inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista nas classes comuns de ensino regular e a garantia de atendimento educacional especializado gratuito a esses educandos, quando apresentarem necessidades especiais e sempre que, em função de condições específicas, não for possível a sua inserção nas classes comuns de ensino regular, observado o disposto no Capítulo V (Da Educação Especial), do Título V, da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional;
V - o estímulo à inserção do adolescente com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações;
VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis;
VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no Município.

Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
Art. 3º São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:
I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;
II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;
IV - O acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.

Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado.
Art. 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência.
Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4º, da Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001.
Art. 5º Vetado.
Art. 6º Vetado.
Art. 7º Os recursos necessários para assegurar o atendimento apresentado nesta Lei serão provenientes do Sistema Único de Saúde nos termos definidos pela Portaria MS/GM n. 1635, de 12 de setembro de 2002, portaria MS/GM 321, de 15.02.07, deliberação CIB-SUS-MG 549/08 e 593, de 21.10.09.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, regulamentada no que for necessário.
Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 20 de novembro de 2012.
a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
a) VÍTOR VALVERDE - Secretário de Administração e Recursos Humanos

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Famílias de autistas ganham indenização na Justiça por maus-tratos

21/01/2013-12h53

Famílias de autistas ganham indenização na Justiça por maus-tratos

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

 
Uma decisão em primeira instância condena o Estado de São Paulo a indenizar dois jovens com autismo grave, representados por suas mães, por danos morais devido a maus-tratos sofridos durante internação na Casa de David Tabernáculo Espírita para Excepcionais. A instituição, que atende pacientes com deficiência intelectual e autismo, é conveniada do Estado.
A sentença determina a indenização de R$ 15 mil para os autores da ação: os deficientes Leandro Pereira Moras e Luccas Pereira dos Anjos.
Em São Paulo, uma lei obriga o Estado a providenciar unidades especializadas adequadas ao tratamento educacional e de saúde de autistas.
As mães de Leandro e Luccas conseguiram que os filhos fossem tratados às custas do Estado e eles foram para a Casa de David, em 2008.
Logo após a internação elas começaram a perceber os maus-tratos sofridos pelos filhos. A diarista Nildete Pereira de Brito, 56, mãe de Leandro, conta que, em visitas à instituição, encontrou o filho amarrado na cama e com escoriações na face.
A mãe de Luccas, Terezinha Secundino Pereira, relata que viu o filho com pontos na cabeça. "Ninguém me explicava o que acontecia. Pegaram rixa porque a gente reclamava."
Nildete e Terezinha levaram as denúncias ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

No final de 2009, foi determinada uma inspeção judicial na Casa de David.
Nos laudos, a instituição foi considerada inadequada. Em 2010, Leandro e Luccas conseguiram transferência para o Hospital João Evangelista.
Exames realizados no hospital, atestam que Luccas chegou ao local com desnutrição, parasitose intestinal, micose, verrugas causadas por vírus e piolhos. Leandro estava com escoriações, parasitas no intestino e micose.
Mesmo apresentando melhora, Leandro morreu, em setembro do ano passado, após crise convulsiva.
A sentença do Juiz de Direito Alexandre Bucci considera que o Estado foi omisso em relação à fiscalização e seleção da instituição conveniada e que é inadmissível ter permitido aos jovens incapazes permanecer "em uma verdadeira casa de horrores".
O advogado da Casa de David Nilson Bellotto afirma que as acusações são falsas e contesta o laudo da Cremesp.
A Procuradoria Geral do Estado já entrou com recurso. A Defensoria Pública também vai recorrer, por considerar o valor da indenização irrisório. "Por R$ 15.000, fica muito barata uma vida", diz a defensora pública, Renata Tibyriça.


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1218032-familia-de-autistas-ganham-indenizacao-na-justica-por-maus-tratos.shtml
Marlene Bergamo/Folhapress
Nildete Brito mostra a foto do filho Leandro; jovem morreu em setembro após sofrer uma convulsão
Nildete Brito mostra a foto do filho Leandro; jovem morreu em setembro após sofrer uma convulsão
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Belo Horizonte se antecipa na defesa das pessoas com deficiência


Belo Horizonte se antecipa na defesa das pessoas com deficiência

 
Quinta-feira, 24 Janeiro, 2013
Lei federal publicada em dezembro, reconhecendo o autismo como deficiência, traz medidas já em vigor na capital
criança isolada (representa autismo)
Promulgada pelo Legislativo Municipal no 1º semestre do ano passado, após rejeição ao veto total do prefeito à proposição, a Lei nº 10.418, de 09 de março de 2012, reconhece a pessoa com autismo como pessoa com deficiência, garantindo a ela a fruição de direitos específicos previstos em lei. A iniciativa dos parlamentares se antecipa em relação a avanços agora determinados em nível nacional pela Lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Proposta pelo vereador Leonardo Mattos (PV), a lei municipal determina a extensão de direitos já garantidos às pessoas com deficiência àquelas com autismo. Em acordo com a legislação em vigor (referente às pessoas com necessidades especiais), a nova lei prevê a oferta de tratamento para o autismo em centros de atendimento integrado de saúde e educação a serem mantidos em todas as regiões do município; propõe a realização gratuita de testes para diagnóstico da deficiência, principalmente em crianças de 14 a 20 meses de idade, e a disponibilização de todo o tratamento especializado. A lei ainda determina que o município se comprometa a incentivar o desenvolvimento de pesquisas e projetos multidisciplinares em universidades sediadas na capital, com foco no autismo e na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. 
O autismo pode ser caracterizado por deficiências persistentes de comunicação e interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas à idade; padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades e excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados. De acordo com a ASA - Associação Americana de Autismo (Autism Society of American), os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, incluindo distúrbios no desenvolvimento de habilidades físicas, sociais e linguísticas. 
Com a nova lei em âmbito nacional, as pessoas com autismo terão também acesso à previdência social e à educação em escolas regulares, sendo prevista, inclusive, a presença de um acompanhante especializado. Ainda, terão direito ao atendimento preferencial em bancos e repartições públicas e benefícios como a reserva de vagas em empresas com mais de 100 funcionários.
Superintendência de Comunicação Institucional

http://www.cmbh.mg.gov.br/noticias/2013-01/belo-horizonte-se-antecipa-na-defesa-das-pessoas-com-deficiencia

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Músico Autista, vai brilhar na Copa do Mundo


"Eu tive um sonho com a banda quando eu tinha 18 anos.  Eu estava conversando com um dos membros da banda e eu disse "uau, isso é música agradável você está jogando, o que é o nome da sua banda?" "DRS eles disseram".  "O que isso significa?" "Oh, eu não sei", responderam eles.

Dean Rodney, 23, é o cérebro por trás do projeto Dean Cantores Rodney.
Em 2009, ele escreveu uma canção chamada Dean Rodney Cantores MIMI A música expressa a sua visão de uma banda global feita de 72 artistas com e sem deficiência trabalhando juntos. 

Desde então, sua visão se expandiu e ele criou um mundo de fantasia toda feita de personagens únicos e criaturas que vivem em sete dimensões.  É este mundo que a banda vai trazer para a vida através da música, dança, cinema e vídeo.


Dean tem uma visão interessante sobre o mundo, que é informado pelo seu autismo. 
 Este projeto torna possível para Dean para compartilhar a sua maneira de ver o mundo. 
 Ele quer convidar as pessoas e verifique se eles têm diversão.

Dean é o homem rapper, co-compositor e diante da polícia Peixe.  Mistura de rap, funk e punk eles criaram um som único, com um toque urbano.
Rap desde a idade de 12, a música é uma paixão de Dean.
Suas preferências são ecléticas, ele cita Will Smith, Kraftwerk e Daft Punk como principais influências musicais.
Dean tem uma imaginação fértil e suas idéias formam a base das músicas do grupo.  Ele também é um grande fã de fast food, videogames e desenhos animados, ele nomeou o grupo depois de um de seus favoritos, The Police Peixe.

Another key influence on Dean is his love for Japan. Outra influência importante sobre Dean é o seu amor para o Japão.  Ele ama tudo japonês, incluindo os alimentos, filmes e desenhos animados manga. Sua paixão pela cultura ressoa por muitas das canções do grupo. Dean é também um auto confessou internet geek e quando ele não está criando música, ele está a aproximar-se no Facebook, verificando filmes e vídeos no YouTube, assistindo artes marciais ou a criação de seus próprios filmes em seu computador tablet.


http://deanrodneysingers.com/dean