domingo, 20 de dezembro de 2015

Autista, Bruno Mamede disputa São Silvestrinha e é exemplo de superação

Superando obstáculos, Bruno Mamede, de 12 anos, foi um dos destaques da 22ª edição da São Silvestrinha. Diagnosticado com autismo aos quatro anos de idade, o mineiro de Uberlândia disputou a prova realizada  no Centro Olímpico de Pesquisa em Treinamento, junto com seu pai, Rafael, que o incentiva e o guia nos treinos.


"Ele treina há dois anos, por recomendação médica. A corrida tira a ansiedade dele, o auxilia a dormir melhor. Antes, o Bruno tomava remédios e não conseguia dormir. Hoje, ao praticar esportes, ele não precisa de mais nenhum remédio", explicou Rafael Mamede, pai do jovem atleta.
Apesar de disputar apenas 100 metros na São Silvestrinha, Bruno costuma correr até 12km em seus treinamentos. O pai destaca que acompanhar o filho não é apenas incentivo para o tratamento do garoto, mas sim para ele mesmo seguir na prática de esportes. "É bom para ele e bom para mim", afirma.
"Logo ele já poderá correr na São Silvestre, e é um plano que queremos colocar em prática, já que ele corre longas distâncias nos treinos", destacou Rafael. A idade mínima para participação na tradicional corrida é de 18 anos.
Apesar das dificuldades de socialização impostas pelo autismo, a corrida ajudou até mesmo na comunicação do garoto. Bruno responde perguntas e manda sinais de "positivo" até para desconhecidos que fazem perguntas curiosas ao pai Rafael.
"Ao vir de Uberlândia para São Paulo, a nossa maior intenção é levantar a bandeira do autismo e mostrar para todos os pais de pacientes autistas que é possível, que a corrida pode mudar a vida deles", finalizou Mamede.
Fonte:Yahoo / Gazeta Express

https://esportes.yahoo.com/noticias/autista-bruno-mamede-disputa-s%C3%A3o-silvestrinha-%C3%A9-exemplo-110144152--spt.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Desespero pela Cura do Autismo Parte 2

Parte 2


Em 2006, uma preocupação com esse quadro levou o Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês) a anunciar planos para a realização de experimentos de quelação controlados aleatoriamente para autismo. Mas o Instituto engavetou o estudo em 2008, pois os pesquisadores não conseguiram encontrar “uma evidência clara de benefício direto”, e o tratamento colocava as crianças em um “risco superior ao mínimo”. Em parte, o receio dos cientistas do Instituto surgiu de estudos laboratoriais demonstrando problemas cognitivos em ratos que receberam a quelação e não apresentavam intoxicação por metais. “Não acho que alguém tinha muita fé nesse tratamento como a solução para um grande número de crianças”, adverte o diretor do NIMH, Thomas R. Insel. Seus pesquisadores, acrescenta, estão “mais interessados em testar medicamentos que apresentem uma base mecânica”.

Como era de esperar, o cancelamento do estudo alimentou acusações de que a Grande Ciência ignorava as terapias alternativas. Sempre se injetou mais dinheiro para descobrir novas curas que dão certo que para desacreditar aquelas que não funcionam. Até recentemente, a maior parte das investigações sobre autismo foi conduzida dentro dos campos das ciências sociais e da educação especial, áreas em que os orçamentos para pesquisa são modestos e os protocolos, muito diferentes dos empregados na medicina. Às vezes, há o envolvimento de somente uma criança no estudo. “Nem podemos chamar isso de evidência”, critica Margaret Maglione, diretora- associada do Centro Sul-californiano de Prática baseada em Evidência (ligada à corporação Rand).

Simplesmente não há uma pesquisa científi ca de ponta sobre tratamentos para autismo; quando existe, a quantidade de indivíduos estudados é, em geral, pequena. Em 2007, a Colaboração Cochrane, órgão independente avaliador da pesquisa médica, promoveu uma revisão das dietas livres de glúten e caseína, baseadas na premissa de que os compostos presentes na caseína, uma proteína láctea, e no glúten, uma proteína do trigo, interferem nos receptores cerebrais. A Cochrane identifi cou dois experimentos clínicos muito pequenos, um com 20 participantes e outro com 15. O primeiro estudo revelou certa redução nos sintomas de autismo; o segundo nada encontrou. Um novo exame leatoriamente controlado em 14 crianças, publicado em maio deste ano por Susan Hyman – professora-associada de pediatria da Escola de Medicina e Odontologia da University of Rochester –, não identifi cou alterações nos padrões de atenção, sono e evacuação, nem no comportamento autista característico. “Paulatinamente, acumulam- se indícios de que (a dieta) não traz tantos benefícios quanto o esperado”, explica Susan E. Levy, pediatra do Hospital Infantil de Filadélfi a, que fez a análise das evidências em conjunto com Hyman.

É a primeira vez que Levy sente na pele o nível de esforço necessário para mudar a opinião pública. A secretina tornou-se uma commodity em alta depois de um estudo, em 1998, apontar que três crianças apresentarammelhoras no contato visual, no grau de alerta e no uso signifi cativo da linguagem, após receberem o hormônio durante um procedimento diagnóstico para complicações gastrintestinais. A imprensa, incluindo o Good Morning America e o Ladies’ Home Journal, divulgou relatos exultantes de pais que viram seus fi lhos transformados. O Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano e Saúde Infantil se apressou em fi nanciar experimentos clínicos. Até maio de 2005, cinco estudos clínicos aleatórios não haviam conseguido revelar qualquer benefício, e o interesse pela secretina desapareceu. Passaram anos para pôr um ponto fi nal nessa história, revela Levy, que auxiliou na condução de várias dessas experiências: “A pesquisa é muito trabalhosa e o progresso pode ser lento”. Os pais podem se sentir desamparados, acrescenta a pediatra, e “querem esgotar todas as alternativas possíveis”.
A boa notícia é que a maior demanda por terapias comprovadas está atraindo investimentos para pesquisa. Em 2001, quando se realizou o primeiro Encontro Internacional para Pesquisa em Autismo, não havia mais que 250 participantes. Em maio último, na Filadélfi a, 1,7 mil pesquisadores, estudantes de graduação e defensores dos interesses de pais participaram do congresso. Novas tecnologias e uma ampliação da consciência da população ajudaram o autismo a se tornar um objeto de pesquisa mais atrativo. E, em meados dos anos 1990, os pais começaram a adotar sofi sticadas táticas de lobby e arrecadação de fundos, empregadas para aids e câncer de mama, recorrendo a fundações e ao governo federal. Como resultado, na última década o fi nanciamento para pesquisa em autismo nos Estados Unidos subiu 15% ao ano, com ênfase nas aplicações clínicas. Em 2009, os Institutos Nacionais de Saúde alocaram US$ 132 milhões em recursos para o trabalho com autismo, com um adicional de US$ 64 milhões decorrentes da Lei para a Recuperação e Reinvestimento Americanos [American Recovery and Reinvestiment Act]; boa parte dessa verba é destinada ao desenvolvimento de protocolos de pacientes e outras ferramentas investigativas. Em 2008, as fundações privadas, incluindo a Fundação Simons e a Autism Speaks, ontribuíram com US$ 79 milhões. Segundo a Autism Speaks, investiram-se aproximadamente 27% de todos os recursos em tratamentos investigativos; 29%, nas causas; 24%, em biologia básica; 9%, em diagnóstico.

Essas buscas recentes reúnem esforços para descobrir se a intervenção precoce com terapias do comportamento – que ensinam habilidades sociais por meio do reforço e recompensa – pode ser usada de maneira bem-sucedida em crianças muito novas, quando o cérebro é mais fl exível ao aprendizado da linguagem e da interação social. Um estudo conduzido por várias universidades, lançado on-line em novembro de 2009, revelou ganhos substanciais nas habilidades linguísticas, na realização de atividades cotidianas e no QI (17,6 pontos, em comparação com 7 pontos no grupo-controle) de crianças submetidas à terapia comportamental por 31 horas semanais, durante dois anos, começando quando tinham entre 18 e 30 meses. Sete das 24 crianças no grupo de tratamento melhoraram tanto que seu diagnóstico evoluiu de autismo para “sem outra especifi cação”, a forma mais leve; somente uma criança das 24 expostas a outras intervenções recebeu um diagnóstico mais brando. A Rede de Tratamento de Autismo criou um registro de mais de 2,3 mil crianças, a fi m de pesquisar tratamentos para as complicações médicas habitualmente sofridas por autistas (em particular problemas gastrintestinais e difi culdades no sono), e planeja desenvolver guias passíveis de ser usados por pediatras nos Estados Unidos.

POR UMA CIÊNCIA REAL DO AUTISMO NO AFÃ DE ENCONTRAR EDICAMENTOS, incluindo aqueles usado sem outros distúrbios neurológicos, obstáculos mais difíceis devem ser vencidos. As intervenções médicas até agora foram “um pouco desanimadoras”, lamenta Insel. Antidepressivos, por exemplo, que estimulam a produção cerebral de serotonina, um neurotransmissor, são muito efi cazes em reduzir os movimentos de mão repetidos nos transtornos obsessivocompulsivos, mas, em agosto, uma revisão patrocinada pela Colaboração Cochrane revelou que essas drogas não aliviaram os movimentos repetidos típicos do autismo. Entre as novas candidatas estão uma medicação que desencadeia o sono de movimento rápido dos olhos, ausente na criança autista, e a ocitocina, um hormônio indutor do parto e da lactação que, supostamente, estimularia os laços entre mãe e fi lho. Em fevereiro, estudo publicado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científi ca francês descobriu que, após inalar ocitocina, 13 adolescentes portadores de Asperger apresentavam um melhor desempenho na identifi cação de imagens faciais. Mas, entre as evidências encontradas em um único estudo e a noção de que essa droga poderia aliviar os sintomas mais devastadores do autismo, há uma enorme distância. Nas palavras de Insel, “temos muito trabalho a fazer”.
E esse trabalho está começando a ser realizado. Em junho, uma associação de pesquisadores analisou os genes de 996 crianças da primeira à quinta série escolar e descobriu novas e raras variações genéticas em autistas. Muitas dessas imperfeições afetam genes que controlam a comunicação através das sinapses – os pontos de contato entre neurônios no cérebro, foco central das investigações sobre autismo. “As presentes mutações são diferentes [entre os indivíduos], mas há algumas vias biológicas em comum”, segundo Daniel Geschwind, um dos coordenadores dessa pesquisa e professor de neurologia e psiquiatria da Escola David Geff en de Medicina da UCLA. Geschwind é também fundador do Autism Genetic Resource Exchange, um banco de dados utilizado no estudo com amostras de DNA de mais de 1,2 mil famílias com casos de autismo. Os exames para confi rmar um culpado – ou comprovar tratamentos que possam corrigir as variações – ainda estão longe de ocorrer.

Por enquanto, os pais devem cada vez mais optar por não fazer experiências em seus fi lhos, isso se conseguirem dormir tranqüilos à noite. Quando seu fi lho, Nicholas, foi diagnosticado aos 2 anos, Michael e Alison Giangregorio, moradores de Merrick (estado de Nova York), decidiram usar somente tratamentos com bases científi cas, como a análise comportamental aplicada. “É muito difícil e desafi ador ajudar meu fi lho”, desabafa Michael. “Não estava disposto a tentar terapias experimentais. Era meu dever aplicar somente aquilo em que médicos e pesquisadores despenderam tempo para comprovar o funcionamento e provar que não causaria nenhum dano adicional.” Hoje, Nicholas tem 9 anos e, embora permaneça não verbal, a terapia do comportamento o ensinou a usar sinais físicos para indicar quando precisa ir ao banheiro. Agora, ele pode lavar suas mãos, sentar-se à mesa em um restaurante e caminhar pelos corredores de uma farmácia sem fi car batendo palmas. “Obviamente, o objetivo da minha e da maioria das famílias é levar a vida mais normal possível”, relata Michael, executivo de Wall Street, de 45 anos. “Normal é sair para jantar com a família.” 
 
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/desespero_pela_cura_do_autismo.html

Desespero pela Cura do Autismo

Os diagnósticos evoluíram, mas são poucos os tratamentos eficazes. Pais recorrem a terapias alternativas suspeitas e, com frequência, arriscadas

 

Nancy Shute
QUANDO SE DIAGNOSTICOU AUTISMO em Benjamin, seu primogênito, Jim Laidler e sua esposa começaram a buscar ajuda. “Os neurologistas diziam: ‘Não sabemos as razões para o autismo nem quais serão as consequências para seu filho’”, relata Laidler. “Ninguém dizia: ‘Essas são as causas; esses, os tratamentos’.”

Mas, ao pesquisarem na internet, os Laidlers, moradores de Portland, no estado americano de Oregon, encontraram dúzias de tratamentos “biomédicos” que prometiam amenizar ou mesmo curar a incapacidade de Benjamin de falar, interagir socialmente ou controlar seus movimentos. E, assim, os Laidlers testaram essas terapias em seus fi lhos; começaram com vitamina B6 e magnésio, dimetilglicina e trimetilglicina – suplementos nutricionais –, vitamina A, dietas livres de glúten e caseína, secretina – hormônio envolvido na digestão – e quelação, terapia medicamentosa destinada a eliminar chumbo e mercúrio presentes no organismo. Aplicaram esses supostos tratamentos a David, irmão caçula de Benjamim, também diagnosticado com autismo. A quelação não pareceu ser de muita ajuda. Foi difícil perceber qualquer efeito decorrente da secretina. As dietas trouxeram esperança; para onde fossem, os Laidlers carregavam a própria comida. E Papai e Mamãe continuaram a alimentar os garotos com inúmeros suplementos, modifi cando as doses de acordo com cada alteração comportamental.

O primeiro sinal de fracasso dessas experiências veio quando a mulher de Laidler, cada vez mais cética, interrompeu a administração dos suplementos a Benjamin. Ela esperou dois meses para revelar esse segredo ao marido. Seu silêncio chegou ao fi m quando Benjamin, em uma viagem da família à Disneylândia, pegou um waffl e de cima de um bufê e o devorou. Os pais observaram a cena horrorizados, convencidos de que o garoto teria uma regressão do quadro no mesmo instante em que sua dieta restrita fosse interrompida. Mas isso não aconteceu.

Jim Laidler tinha o dever de saber disso: é anestesista. Desde o começo, estava ciente de que os tratamentos usados em seus fi lhos não passaram por testes clínicos aleatórios,
o padrão-ouro para terapias médicas. “No princípio, tentei resistir”, justifi ca. Mas a esperança venceu o ceticismo.

Todos os anos, centenas de milhares de pais sucumbem à mesma tentação de encontrar algo capaz de aliviar os sintomas de seus sofridos fi lhos e fi lhas: ausência de fala ou comunicação, interações sociais ineptas, comportamentos repetitivos ou restritos, como bater palmas ou fi xar-se em um objeto. De acordo com alguns estudos, quase 75% das crianças autistas recebem tratamentos “alternativos” não desenvolvidos pela medicina convencional. Além disso, essas terapias frequentemente são enganosas; não passam por testes de segurança ou efi cácia, podem ser caras e, em alguns casos, produzir danos.
SEM CAUSA, SEM CURA

AUMENTA MUITO A DEMANDA PARA O TRATAMENTO DE AUTISMO, pois mais crianças estão sendo diagnosticadas sob critérios cada vez mais amplos. No início dos anos 1970, quando o autismo era conhecido como “psicose infantil” – mistura de défi cits sociais e defi ciência mental –, considerava-se essa condição rara. Os pediatras recomendavam aos pais já afl itos de uma criança de 8 meses que, por exemplo, não fazia contato ocular que “dessem tempo ao tempo”.

Estudos indicavam, nos Estados Unidos, que cerca de 5 crianças em 10 mil apresentavam autismo, mas essa proporção aumentou quando os médicos redefi niram a condição como transtorno do espectro autista, que inclui sintomas mais leves. Com a publicação, em 1994, da versão atualizada da bíblia da psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, conhecido como DSM, incluíram-se a síndrome de Asperger – condição altamente incapacitante, popularizada pelo fi lme Rain Man – e um grupo abrangente, denominado “transtornos invasivos do desenvolvimento, sem outra especifi cação”. Os médicos também começaram a perceber os benefícios do diagnóstico e tratamento precoces. Em 2007, a Academia Americana de Pediatras recomendava a avaliação universal para autismo de todas as crianças entre 18 e 24 meses. Nessa época, a taxa de incidência de autismo disparou para 1 em 110 crianças.

É controverso dizer que diagnósticos mais sofi sticados refl etem um aumento real dos casos, pois pouco se sabe sobre as causas desse problema. “Na grande maioria dos portadores de autismo, não conseguimos identifi car nenhum fator genético claro”, indigna-se David Amaral, diretor de pesquisa do Instituto Mind, ligado à University of California em Davis, e presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa do Autismo. Não há biomarcadores disponíveis para indicar as crianças sob risco nem para aferir a efi cácia dos tratamentos. O conjunto mais substancial de pesquisa está relacionado às intervenções comportamentais destinadas a ensinar interação social e comunicação, que parecem ajudar de várias formas algumas crianças.

A falta de terapias empiricamente comprovadas torna mais fácil “vender a esperança”, trabalho dos vendedores de tratamentos não testados. “O que se tem é uma combinação de pseudociência e fraude”, considera Stephen Barrett, psiquiatra aposentado de Chapel Hill, na Carolina do Norte, que escreve sobre terapias médicas duvidosas em seu site Quackwatch.com. “Os pais estão sob grande estresse. E querem ajudar muito seus fi lhos a melhorar. Com o tempo, percebem uma recuperação, mas dão créditos às coisas erradas.” Esses ganhos não são decorrentes do “tratamento”, elucida o psiquiatra, mas do desenvolvimento da criança com o passar dos anos.

Proliferam na internet os vendedores de fórmulas mágicas. Um site afi rma que os pais podem “combater o autismo de seus fi lhos” ao comprar um livro de US$ 299; outro veicula um vídeo de “uma menina autista que apresenta melhoras após receber injeções de células- tronco”. Muitos pais confessam obter informações da internet e, segundo o cientista associado do Centro de Estudo Infantil de Yale, Brian Reichow, “vários deles se baseiam em relatos fantasiosos, amigos ou outros parentes”. “Quando se trata de autismo, a pesquisa não sobrepujou os tratamentos.”
SEM CAUSA, SEM CURA

AUMENTA MUITO A DEMANDA PARA O TRATAMENTO DE AUTISMO, pois mais crianças estão sendo diagnosticadas sob critérios cada vez mais amplos. No início dos anos 1970, quando o autismo era conhecido como “psicose infantil” – mistura de défi cits sociais e defi ciência mental –, considerava-se essa condição rara. Os pediatras recomendavam aos pais já afl itos de uma criança de 8 meses que, por exemplo, não fazia contato ocular que “dessem tempo ao tempo”.

Estudos indicavam, nos Estados Unidos, que cerca de 5 crianças em 10 mil apresentavam autismo, mas essa proporção aumentou quando os médicos redefi niram a condição como transtorno do espectro autista, que inclui sintomas mais leves. Com a publicação, em 1994, da versão atualizada da bíblia da psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, conhecido como DSM, incluíram-se a síndrome de Asperger – condição altamente incapacitante, popularizada pelo fi lme Rain Man – e um grupo abrangente, denominado “transtornos invasivos do desenvolvimento, sem outra especifi cação”. Os médicos também começaram a perceber os benefícios do diagnóstico e tratamento precoces. Em 2007, a Academia Americana de Pediatras recomendava a avaliação universal para autismo de todas as crianças entre 18 e 24 meses. Nessa época, a taxa de incidência de autismo disparou para 1 em 110 crianças.

É controverso dizer que diagnósticos mais sofi sticados refl etem um aumento real dos casos, pois pouco se sabe sobre as causas desse problema. “Na grande maioria dos portadores de autismo, não conseguimos identifi car nenhum fator genético claro”, indigna-se David Amaral, diretor de pesquisa do Instituto Mind, ligado à University of California em Davis, e presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa do Autismo. Não há biomarcadores disponíveis para indicar as crianças sob risco nem para aferir a efi cácia dos tratamentos. O conjunto mais substancial de pesquisa está relacionado às intervenções comportamentais destinadas a ensinar interação social e comunicação, que parecem ajudar de várias formas algumas crianças.

A falta de terapias empiricamente comprovadas torna mais fácil “vender a esperança”, trabalho dos vendedores de tratamentos não testados. “O que se tem é uma combinação de pseudociência e fraude”, considera Stephen Barrett, psiquiatra aposentado de Chapel Hill, na Carolina do Norte, que escreve sobre terapias médicas duvidosas em seu site Quackwatch.com. “Os pais estão sob grande estresse. E querem ajudar muito seus fi lhos a melhorar. Com o tempo, percebem uma recuperação, mas dão créditos às coisas erradas.” Esses ganhos não são decorrentes do “tratamento”, elucida o psiquiatra, mas do desenvolvimento da criança com o passar dos anos.
Proliferam na internet os vendedores de fórmulas mágicas. Um site afi rma que os pais podem “combater o autismo de seus fi lhos” ao comprar um livro de US$ 299; outro veicula um vídeo de “uma menina autista que apresenta melhoras após receber injeções de células- tronco”. Muitos pais confessam obter informações da internet e, segundo o cientista associado do Centro de Estudo Infantil de Yale, Brian Reichow, “vários deles se baseiam em relatos fantasiosos, amigos ou outros parentes”. “Quando se trata de autismo, a pesquisa não sobrepujou os tratamentos.”

Ter esperança também não custa barato. Tratamentos alternativos, como a câmara hiperbárica de oxigênio (empregada para reverter a doença da descompressão), que eleva por algum tempo os níveis de oxigênio sanguíneo, custam US$ 100 por hora ou mais, com uma ou duas sessões de uma hora recomendadas diariamente. As terapias de integração sensorial – que podem variar de envolver a criança em cobertores ou acomodá-la em uma máquina de abraçar para brincar com massas de modelar aromatizadas – podem custar até US$ 200 a hora. Os prestadores desses serviços chegam a cobrar US$ 800 a hora por uma consulta e milhares a mais por vitaminas, suplementos e exames laboratoriais. Pais sob monitoramento contínuo da Rede Interativa de Autismo, ligada ao Instituto Kennedy Krieger de Baltimore, relatam gastar uma média de US$ 500 mensais. O único tratamento para autismo que provou ser algo efi caz – a terapia do comportamento – pode também ser o mais caro, pelo menos US$ 33 mil anuais. Embora esses custos geralmente sejam cobertos por programas governamentais de intervenção precoce e pelas redes de escolas públicas, pode ser longa a espera por serviços e avaliações gratuitos. Dito isso, os custos médicos e não médicos do autismo crescem a uma média de US$ 72 mil ao ano, de acordo com a Escola de Saúde Pública de Harvard.

POÇÕES MÁGICAS

A NÃO COMPROVAÇÃO DOS TRATAMENTOS se estende às medicações. Alguns
médicos prescrevem drogas aprovadas para outras doenças. Os compostos incluem Lupron – bloqueador da produção orgânica de testosterona (nos homens) e estrogênio (nas mulheres) –, usado para tratar câncer de próstata e “castrar quimicamente” estupradores. Os médicos também receitam Actos, medicamento utilizado na diabetes, e imunoglobulina G intravenosa, geralmente administrada em pacientes com leucemia e aids pediátrica. Todas as três medicações têm graves efeitos colaterais, e sua efi cácia e segurança no combate ao autismo nunca foram testadas.

Outra terapia médica reconhecida que se transformou em “cura” para o autismo é a quelação, principal tratamento para intoxicação por chumbo. A droga converte chumbo, mercúrio e outros metais em compostos quimicamente inertes, que podem ser excretados pelo corpo via urina. Algumas pessoas acreditam que a exposição a esses metais, em particular o metilmercúrio (usado como conservante em vacinas), pode levar ao autismo, mesmo que nenhum estudo tenha demonstrado essa ligação. Na verdade, a taxa de diagnóstico de autismo continuou a crescer após a retirada do metilmercúrio da maioria das vacinas, em 2001. A quelação pode provocar insufi ciência renal, especialmente na forma intravenosa, a mais indicada para o autismo. Em 2005, um menino autista de 5 anos morreu, na Pensilvânia, após receber a quelação intravenosa.

 

sábado, 21 de novembro de 2015

O DOM DO AUTISMO



Convidamos a todos para uma agradável manhã de lançamento do livro “O Dom do Autismo: aprendendo a aprender”, de Manuel Vázquez Gil.

Sábado, 28 de novembro, às 08h, na “4 Elementos Sitio Escola”. Rua Barbacena, 55. Alvorada. Contagem / MG.

Sobre o autor: Manuel Vázquez Gil, espanhol de nascimento e brasileiro de coração, é Psicólogo e Psicanalista Clínico, com Mestrado e Doutorado em Psicanálise, ênfase em Filosofia Analítica. Coordena os projetos O Dom do Autismo e Aprendendo a Aprender, em parceria com Dejane Mascarenhas, Psicopedagoga e professora universitária.
É representante da Abraça (Associação Brasileira por Ação dos Direitos dos Autistas) no estado de São Paulo, e voluntário na Amadef (Associação de Mães e Familiares dos Deficientes), em São Vicente, SP.

Sobre a obra: "O dom do Autismo: aprendendo a aprender" é um livro diferente: não traz as mesmices de todos os que se dedicam ao assunto, e que toda mãe conhece de cor. Porcentagens, classificações no CID-10, transtornos do espectro, principais rituais, terapias, medicamentação, métodos pedagógicos, roteiros gastronômicos, tudo isso toda família que tem um autista em casa sabe, e na maioria é PHD. Este traz a experiência de um pai em tempo integral, que usou conhecimentos acadêmicos prévios e observou seu filho e outras crianças do projeto para descobrir que, como em toda atividade humana, o segredo do sucesso é o amor.
É um livro para pais. Mas também para profissionais que se dedicam ao assunto e podem parar um momento para pensar e, pensando, questionar métodos que estão aí desde a década de 1960 e que apenas têm conseguido aumentar o número de autistas.

Sobre o local do evento: a “4 Elemento Sitio Escola”, realizou a primeira Bienal do Livro de Contagem, em 2015. É uma escola diferente que reúne estrutura física e pedagógica criada e pensada no estudante do Século XXI, em dialogo com a natureza e com práticas voltadas para o desenvolvimento de habilidades e competências globais que rodeiam o mundo moderno.

Sobre a editora: a Quicelê é uma plataforma de publicação e difusão do trabalho de autores independentes, estabelecida na cidade de Contagem, Minas Gerais. Tem o objetivo de facilitar a publicação de uma produção atual, que não encontra espaço no mercado editorial, com qualidade e excelência.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Estudante revela seu fascinante mundo autista


19/11/2015 06:54 - Atualizado em 19/11/2015 06:54


O estudante de Jornalismo e escritor estreante Victor Mendonça tem 18 anos e lança nesta quinta (19) o livro “Outro Olhar – Reflexões de Um Autista”. Na publicação, chancelado pela Manduruvá Edições Especiais, Victor se mostra como um repórter em busca de informações dentro de si mesmo. E as consegue.
Por meio de textos objetivos, mas de sinceridade envolvente, ele informa como funciona a mente – e o coração – de uma pessoa que foi diagnosticada com “Síndrome de Asperger” (um dos “espectros” do autismo) aos 11 anos de idade.
Atualmente, Victor cursa Comunicação... Mas como isso é possível, poderia indagar os mais incautos? Afinal, o senso comum liga o autismo à fobia na socialização. E sim, Victor admite, de certo modo, essa característica. E o mais emocionante no livro é como ele enfrenta estas condições, buscando saídas, entendimentos.
Maturidade precoce
Leitor insaciável, Victor escreveu seu livro em seis meses. “Tempo suficiente para observar meu cotidiano, relembrar fatos do passado e entender como o autismo faz com que até situações banais sejam tão diferentes para mim. Também me dediquei, nesse período, a estudar a filosofia budista, que tem muita influência no meu livro".
Hoje, Victor é colunista no blog “Tudo Bem Ser Diferente” e mantém o programa semanal “Mundo Asperger”, na webradio do Uni-BH, onde estuda. Mais um passo para entender a socialização que clama pela nossa presença a cada respiro.
Mas, e no meio virtual, como se dá a socialização? “O meio virtual me fez ter contato com personalidades muito diferentes, inclusive entre autistas. Muitas pessoas me procuram nas redes sociais ou mandam e-mails para conversar sobre autismo, mas a comunicação ainda é desafio. É difícil fazer os assuntos renderem. Isso ainda me frustra um pouco”, admite, em português irretocável.
Depois de tantas conquistas, Victor diz que quer ser “independente” e seguir nesse processo de “autoconhecimento para vencer as peças que o autismo lhe prega”. “Me dá alegria ter a consciência de que sou protagonista da minha própria história e que posso direcioná-la para onde desejar”. Difícil, mas fascinante. Só isso.
Lançamento do livro “Outro Olhar”, de Victor Mendonça. Quinta-feira (19), a partir das 19h30, no Auditório e Espaço de Convivência do UniBH (Rua Diamantina, 567)

http://www.hojeemdia.com.br/almanaque/estudante-revela-seu-fascinante-mundo-autista-1.360915

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Após 12 anos, pais ouvem filho surdo e com autismo dizer ‘mamã’ e ‘papá’




 

 

 

 

 

Centro Especializado em Reabilitação de São Bernardo auxilia na recuperação de menino, que hoje estuda em escola regular e aprende Libras

Os pais de Yuri Mendes de Souza tiveram de esperar 12 anos até conseguir ouvir o filho dizer pela primeira vez as palavras “mamã” e “papá”. Como sequela do medicamento que tomou para tratamento renal, ainda bebê, Yuri ficou surdo. Mais tarde viria o diagnóstico de autismo.
Yuri, hoje com 13 anos, está matriculado na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Arlindo Miguel Teixeira, no Alvarenga, e é atendido pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) de São Bernardo, no Jardim Hollywood. “Nunca imaginei que um dia ele iria dizer mamã. Chorei de alegria”, diz a mãe do garoto, Maria Rita da Silva Santos.
A família, que é natural do município de Rio do Pires (Bahia), veio para São Paulo em 2003 para dar continuidade ao tratamento renal de Yuri. Já o diagnóstico de deficiência auditiva de grau severo foi feito quando o menino tinha apenas um ano. “Notamos que havia algo errado, pois não conseguíamos nos comunicar. Mesmo assim, não me desesperei, pois tinha fé que iríamos superar isso”, afirma a mãe.
Foi depois da mudança da família para São Bernardo, em 2005, que uma psiquiatra da rede municipal de saúde encaminhou Yuri para o CER. Maria Rita lembra que, até então, o menino era um pouco agressivo por conta da dificuldade de se comunicar com a família, além de não conseguir se socializar.
Com as consultas semanais com a equipe interdisciplinar do CER – formada por fonoaudióloga e psicóloga –, Yuri apresentou melhoras em diversos aspectos, principalmente na socialização e na comunicação. “Ele precisava se reconhecer como pessoa que tem deficiência auditiva para que pudéssemos ajudá-lo a desenvolver a questão da socialização”, afirma a psicóloga Gilmara Castro.
Yuri faz parte de um grupo de 55 pacientes encaminhados pelo CER para escolas, cursos profissionalizantes ou mesmo o mercado de trabalho. “Nosso objetivo é mostrar que esses pacientes têm condições de estudar e trabalhar. Para que isso ocorra, o apoio da família é muito importante”, destaca a psicóloga.
Gilmara lembra que, paralelamente ao atendimento aos pacientes, também é oferecida assistência aos familiares, que são estimulados a participar de grupos de discussão para que possam trocar experiências sobre os cuidados com os filhos. “Em muitos casos, os pais estão fragilizados e acreditam que os filhos não terão capacidade de ter uma vida. Esses grupos, junto com o acompanhamento terapêutico, acabam mostrando o contrário”, garante.
O CER realiza diagnóstico, avaliação, orientação, estimulação precoce e atendimento especializado em reabilitação para pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva. O atendimento é realizado por equipe de 70 profissionais que realizam, em média, 4.400 atendimentos mensais, envolvendo 720 pacientes em reabilitação. Os pacientes são encaminhados para a unidade a partir da rede municipal de saúde.
Busca de vitórias - A mãe lembra ainda que a família participou de aulas de Libras oferecidas pela Prefeitura de São Bernardo, o que ajudou na comunicação com o filho. “Antes a gente tentava se comunicar, mas se não entendíamos o que ele queria nos dizer, o Yuri se estressava. Isso não ocorre mais”, diz.
Aluno em uma escola regular da rede municipal de ensino, Yuri conta com uma intérprete de Libras para auxiliá-lo em sala de aula. “Sem contar que ele causou uma revolução na escola. Agora há placas com indicações em Libras e os demais alunos o auxiliam. Ao invés de excluí-lo, eles o incluíram”, frisa Maria Rita.
A mãe relata que nunca viu a deficiência do filho como um problema, mas sim como uma forma de buscar vitórias para o desenvolvimento dele. “Acredito muito no Yuri e tenho fé que ele vai conseguir estudar e que, cada vez mais, conquistará sua independência.”

http://www.abcdoabc.com.br/sao-bernardo/noticia/apos-12-anos-pais-ouvem-filho-surdo-autismo-dizer-mama-papa-33297

 

 

 

 

Incrível! Jovens com Síndrome de Down gerenciam um hotel inteiro na Itália

Albergo Etico é um hotel de três estrelas na província de Asti, na Itália. O local por si só já é bem interessante. São 60 camas distribuídas em 26 quartos, restaurante para 50 pessoas, um bonito jardim e até um espaço de coworking aberto para clientes e moradores da cidade.

Mas um outro detalhe faz a diferença por aqui: o hotel é atendido e gerenciado por jovens com Síndrome de Down

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O projeto todo é uma iniciativa da Associação Albergo Etico, que desde 2006 luta pela inclusão de pessoas com a síndrome no mercado de trabalho. O objetivo é a conquista de autonomia, para que os portadores aprendam a viver sozinhos, controlar suas contas e trabalhar em grupo.
Já esse empreendimento, especificamente, foi inspirado em Nicolás – um garoto com Síndrome de Down que fez estágio em um restaurante. A transformação causada por essa experiência foi enorme. Tanto que surgiu a ideia de criar um estabelecimento totalmente gerenciado por participantes da associação.

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 http://awebic.com/democracia/jovens-com-sindrome-de-down-surpreendem-na-italia-se-voce-e-contra-o-preconceito-veja-isso/

Primeira professora com Síndrome de Down recebe prêmio de educação

Além de ensinar, Débora Seabra também é defensora da inclusão em escolas regulares

30 de Outubro de 2015
 

 Há 10 anos, Débora Seabra, 34 anos, trabalha como professora na Escola Doméstica, instituição de ensino particular, que fica em Natal, no Rio Grande do Norte. A diferença entre ela e os outros docentes da instituição? Débora tem Síndrome de Down.

Nesta terça-feira (27), a professora potiguar foi homenageada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015, que é organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e elege, anualmente, três pessoas consideradas destaques na área de educação do país.

Da infância ao curso de magistério, Débora estudou em escolas regulares, o que a tornou uma defensora da inclusão de pessoas com Síndrome de Down nessas instituições de ensino. Essa luta por oportunidades semelhantes às que teve durante sua formação fez com que a educadora se tornasse uma referência e fosse indicada ao prêmio.

Além de ser a primeira professora do Brasil com Síndrome de Down, a potiguar integra um grupo de teatro e lançou recentemente um livro chamado “Débora conta Histórias”, que reúne fábulas infantis com mensagens de apoio ao direito de ser diferente. Débora também roda o Brasil e outros países, como Portugal, dando palestras sobre o combate ao preconceito.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 300 mil cidadãos com Síndrome de Down. No entanto, segundo a Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down, apenas 60 delas iniciam cursos profissionalizantes por ano.
 
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/30/1133136/primeira-professora-sindrome-down-recebe-premio-educacao.html 

Alfabetização – métodos inovadores e inclusivos

A equipe do Programa Especial esteve na Escola Dora Alonso, em Havana, para saber sobre o trabalho que realizam com as crianças.





A diretora da escola, Laude Cruz Camejo, fala o objetivo e os métodos utilizados: 
“O objetivo fundamental de nossa escola é realizar um estímulo precoce das crianças, com o objetivo de prepará-las para alcançar a inclusão educativa em outros contextos educativos. Seja dentro da educação regular, do ensino geral, ou da educação especial. No trabalho da escola, utilizamos alguns métodos, tais como o método de leitura global para a aprendizagem da leitura e da escrita. Estamos usando este método com um grupo de crianças e é dividido em diversas etapas. Primeiro imagem com imagem. Posteriormente, outra etapa é a associação da imagem com a palavra. E, posteriormente, a leitura global da palavra.”

Já a professora Laura Alvarez fala também dá o seu depoimento:
“Na primeira etapa, fazemos as coisas junto com a criança. Depois vamos tirando a ajuda, já não seguramos a mão toda, só colocamos os dedos aqui, como guia, para que a criança consiga fazer. E depois simplesmente mostramos a atividade que a criança vai realizar e a criança, compreendendo os códigos visuais, realiza a atividade.”

No quadro dica sobre a terapia cognitiva comportamental, que trabalha tanto a parte cognitiva quanto a parte comportamental das crianças com autismo. A psicóloga Roberta Marcello falou sobre essa terapia:
“Se a criança tem alguma fobia, algum medo, alguma dificuldade social, a gente vai trabalhar em cima dessa dificuldade. Então, se ela tem uma ansiedade para entrar na escola, a gente vai trabalhar essa ansiedade, ensinando técnicas de relaxamento, ensinando a criança a perceber o que a deixa ansiosa e a controlar esses pensamentos. Então, a gente está sempre trabalhando com esse foco e esse objetivo para minimizar esses sintomas e essas reações que causam ansiedade que acabam atrapalhando a criança no seu desenvolvimento.”


http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/alfabetizacao-metodos-inovadores-e-inclusivos



Dez Razões para Adultos buscarem seu diagnóstico de síndrome de Asperger.


Como explica o Grupo Asperger Brasil:

Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto funcionamento que só se tornou um diagnóstico “oficial” em 1994. Isso significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.
O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma diferente.

1. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho da sua carreira.

Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a política do escritório. O problema pode ser SA.

2. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho do começo das suas amizades

Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma relação pessoal. O problema pode ser SA.
3. Síndrome de Asperger pode ser a razão Você ser “Obsessivo” em determinados temas
Você foi chamado de “obsessivo” ou “fanático”, mas você sente que está muito interessado em apenas um tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os seus interesses. Seria útil saber se você tem como.
4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu Estilo e vida Social
Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser SA.
5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu Romance
Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda? Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.
6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão Você é ter algum tipo de fobia
Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há muito estímulos sensoriais – mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da solução pode ser conseguir o diagnóstico.
7. Síndrome de Asperger pode estar tornando ou lhe afetando na escola (Faculdade).
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para obter o trabalho que você deseja.
8. Síndrome de Asperger pode ser um problema em uma relação importante
Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se você tem como.

9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa

Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.

10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades

Você tem se sentido “diferente” a sua vida inteira. Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.


https://www.facebook.com/notes/grupo-asperger-brasil/top-10-dez-raz%C3%B5es-para-adultos-buscarem-seu-diagn%C3%B3stico-de-s%C3%ADndrome-de-asperger/319332638160800

Sinep aciona Justiça para impedir que diretores sejam presos

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8761761901282566695#editor/target=post;postID=3090958975693343076

O Sindicato das Escolas Particulares vai impetrar um habeas corpus para garantir que os profissionais não sejam presos caso recusem matrículas de crianças com deficiência em suas instituições

PUBLICADO EM 28/10/15 - 17h03
O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) irá entrar com um habeas corpus preventivo contra possíveis prisões de diretores de escolas particulares que não aceitarem matrículas de alunos com deficiência no Estado.
O Sinep-MG vai impetrar a ação às 15h desta quinta-feira (29) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O motivo do habeas corpus é garantir que não haja prisões, já que a alteração do artigo 8 da lei federal 7.853/89 pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos para quem recusar, sem justa causa, inscrição em estabelecimentos de ensino por causa de deficiência.
A questão veio à tona após, no início deste mês, um promotor de Justiça e pai de uma criança de 10 anos dar voz de prisão ao diretor da instituição que recusou matricular o seu filho.
"Nós sentimos que as pessoas estão confundindo a situação do Estatuto da Pessoa com Deficiência que entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. Decidimos impetrar esse habeas corpus para dar segurança a estes diretores e profissionais, e para que eles possam trabalhar com tranquilidade", explica o presidente do Sinep-MG, Emiro Barbini.
"Nós não somos contra a inclusão dos alunos com necessidades especiais, o que causa estranheza é a forma de, por força de lei, ter que se incluir casos de deficiência nas escolas de qualquer forma e em qualquer grau. Por isso eu aconselho que os pais e as famílias que tem portadores de deficiência procurem a escola antes e veja se a instituição tem condições físicas e materiais de atender aquele aluno", diz ainda.
Ele acredita que em alguns casos mais sérios de necessidades especiais, a inclusão "forçada" do aluno na escola pode prejudicar a criança. "Temos escolas regulares que não têm condições de atender a estes casos mais graves. Não dá pra fazer uma inclusão irresponsável, porque este aluno vai acabar sendo prejudicado, não vai interagir com os colegas. Na hora de formar grupos ou se encaixar em equipes de esporte, por exemplo, ele vai se sentir muito diferente, discriminado. Então, os pais tem que procurar escolas mais adequadas onde o projeto pedagógico possa fazer com que esse aluno acompanhe as atividades", pontua.

"Escolas tem que investir em estrutura"

Para o presidente do Instituto Superação, associação que dá assistência e orientação a familiares de pessoas com autismo, Maurício Moreira, a ação é inconstitucional. "E além de inconstitucional, é preconceituosa e discriminatória. A escola privada está sob as mesmas regras das escolas públicas, apesar de se tratar como empresa, como se tivesse vendendo um produto. O direito legal do aluno  é estudar na instituição mais próxima a sua casa, e escola nenhuma pode impedir isso, mesmo que ele não tenha passado em testes seletivos da instituição", explica.
"O acesso a escola é um direito de todos, com deficiência ou não. E não são as escolas que determinam isso, é lei. É um absurdo ver esse tipo de coisa em um momento onde a sociedade não admite mais esse tipo de separação", diz, ainda. Maurício tem dois filhos autistas matriculados em escolas públicas da capital.
"O significado de inclusão é tirar barreiras, obstáculos, e não somos nós que vamos determinar se a criança vai conseguir seguir os colegas ou não. A nossa obrigação é garantir o acesso. Se a escola não tem a estrutura para atender essa demanda, ela tem que criar, como as escolas públicas têm feito. Se a escola não tem esse acesso aos alunos com deficiência e profissionais capacitados para atendê-los, ela vai ter que investir nisso. Se ela quer prevalecer como instituição de ensino, ela tem que seguir as regras e se estruturar", defende.

http://www.otempo.com.br/cidades/sinep-aciona-justi%C3%A7a-para-impedir-que-diretores-sejam-presos-1.1152274 




Lei proíbe cobrança de taxa extra a alunos com deficiência

Instituições de ensino devem estar preparadas para receber pessoas com necessidades especiais. Pais declaram que valor adicional chegava ao preço de nova mensalidade 

Marôa Pozzebom, da Agência Brasília
1 de Abril de 2013 - 19:50 


Lei proíbe cobrança de taxa extra a alunos com deficiência
Escolas particulares do Distrito Federal estão proibidas de cobrar taxas extras na mensalidade de alunos que tenham síndrome de Down, autismo ou alguma deficiência mental. Segundo a nova lei sancionada pelo governador Agnelo Queiroz, o objetivo é "garantir o ingresso ou permanência do estudante em instituições de ensino" e que "as escolas devem estar preparadas para receber o aluno especial, dispondo de corpo docente qualificado para tal, com vistas a atender todas as necessidades do aluno especial, sem que isso implique gastos extras para o aluno especial".

A novidade foi comemorada pela mãe e médica pediatra Gislene Capitani, 50 anos, que, no ato da matrícula da sua filha Lorena Capitani, 8, surpreendeu-se com a exigência da escola. "Eles queriam que eu pagasse uma tutora/pedagoga para acompanhar as atividades dela durante as aulas. Não aceitei e argumentei com a recomendação do Ministério Público, do ano passado, antes mesmo de a lei ser sancionada", destacou.

Ela lembra que a lei, do último dia 26 de março, vai ao encontro da Política Nacional de Educação Especial. Lançada pelo Ministério da Educação em 2008, prevê que escolas públicas e privadas garantam o acesso e a permanência de estudantes com deficiências físicas ou síndromes e que cabe aos sistemas de ensino disponibilizar instrutor, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), para surdos, bem como monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante no cotidiano escolar.

"A inclusão é um direito. Cobrar taxas para acolher estudantes com deficiência é anticonstitucional e uma forma de discriminação e preconceito. Precisamos ter turmas reduzidas e professores qualificados para educar essas crianças", defendeu Gislene.

Um estudo feito pela Promotoria de Defesa da Educação do Ministério Público apontou que a cobrança variava de colégio para colégio. "Algumas escolas cobravam mensalidade dobrada, outras cobravam uma taxa na matrícula", explica a promotora Márcia Pereira da Rocha. "Havia, ainda, as que diziam aos pais para contratarem um profissional para acompanhar o filho e as que davam a entender que era melhor a família procurar outra instituição", completou.

No ano passado, o MP recomentou que as escolas particulares deixassem de cobrar a taxa afirmando que qualquer custo adicional por conta de serviço de apoio especializado a esses alunos deve integrar a planilha de custos do colégio.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinep) afirma que a medida pesará no bolso. "As escolas não têm condições de arcar com esse gasto. A única solução é o aumento das mensalidades, o que pode provocar evasão de alunos", afirmou o advogado da entidade, Henrique Mello Franco. O aumento, porém, só chegaria aos pais no próximo ano. "A lei surgiu no meio do ano letivo. Os contratos de 2013 estão feitos, e a Constituição garante que nenhuma lei tem efeito retroativo", explicou.

 http://www.df.gov.br/noticias/item/5669-lei-pro%C3%ADbe-cobran%C3%A7a-taxa-extra-a-alunos-com-defici%C3%AAncia.html

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O Instituto Superação, representado pelo seu presidente Maurício Moreira, esteve presente na Audiência Publica dia 17/9/2015 onde Deputado Gilberto Abramo PRB,  se comprometeu a visitar pessoalmente, todos os mais de 3700 alunos de inclusão da PBH,  para verificar se os mesmo estão sendo bem atendidos e sendo cumprida a proposta da inclusão. Ficaremos no aguardo de sua ilustre visita!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Olá!

O número de matrículas de pessoas com deficiência em escolas regulares cresceu mais de 400% nos últimos 12 anos no Brasil, passando de 145 mil em 2003 para 698 mil em 2014. Embora os dados do Ministério da Educação demonstrem avanços, muitas instituições ainda tratam as pessoas com deficiência com preconceito e discriminação. 

É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de violações de direitos humanos. Segundo a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, o ensino é livre à iniciativa privada, desde que sejam cumpridas as normas gerais da educação nacional. O acesso das pessoas com deficiência à matrícula em escolas do ensino regular ampara-se na Constituição Federal, que, em seu artigo 208, assegura o acesso ao atendimento educacional especializado.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado em julho deste ano, também determina às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, que seja vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas.

Acesse o Estatuto: http://bit.ly/1HN8xPt


Fonte: Direitos Humanos do Brasil  https://www.facebook.com/direitoshumanosbrasil/photos/a.166798690068176.42983.165500080198037/911783062236398/?type=1&fref=nf


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fiquem atentos!!!



O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. Respeitar as diferenças é uma questão de justiça!

Confira a lei na íntegra: http://bit.ly/1l7jopc.

Com informações e imagem do CNJ.

#quediferencafaz #qdf


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Programa Startup Pirates Inclusivo

Programa Startup Pirates tem como objetivo a aceleração de startups. Última edição promoveu a criação de três novos negócios nas áreas de Saúde, Bem-estar e Empregabilidade




 Um jogo que acompanha a vida da pessoa com autismo, ensinando habilidades comportamentais, foi o projeto de startup vencedor na última edição do Startup Pirates, programa promovido pelo Sebrae em Curitiba e que teve sua premiação no último sábado (1º). O Blue Mind Game foi desenvolvido por uma equipe formada por uma jornalista, dois empresários, uma designer e um desenvolvedor, e foi premiado depois da apresentação diante de uma banca formada por jurados empreendedores e investidores do mercado, que avaliam se as ideias formatadas durante o programa são viáveis e com consistente proposta de valor. Entre os prêmios, uma vaga para outro programa do Sebrae, o Epifania, que durante quatro meses presta consultoria para 20 startups de alto impacto alavancarem o seu negócio.
Durante oito dias, aspirantes a empreendedores e empreendedores experientes selecionados têm acesso à oportunidade de aprenderem juntos a desenvolver uma ideia de negócio a partir do zero. O Startup Pirates é uma metodologia global, desenvolvida em Portugal e que ocorre em vários lugares do mundo, combinando workshops, sessões de mentoria e atividades de técnicas de comportamento do empreendedor, construção de times, finanças, marketing e estruturação do negócio.
Quem pretende um dia empreender ou já empreende, deveria buscar o programa, segundo a consultora e coordenadora regional de Startups do Sebrae-PR, Marielle Rieping. ”Ele muda a visão, complementa o networking e possibilita conhecer ferramentas que outros treinamentos não oferecem. Mas o diferencial disso tudo está na imersão e nas pessoas. Fazemos tudo, com muito carinho para que o programa seja inesquecível para cada participante.
Segundo o “capitão” Luiz César Cardoso Lopes, um dos mentores do grupo, a ideia dos piratas segue a ideia lançada por Steve Jobs, de que é melhor ser pirata que alistar-se na marinha. “O Pirates é uma oportunidade para mudar seu modelo mental, forma de ver o mundo que hoje podemos fazer soluções globais. O mundo é plano, em poucos anos o Brasil pode competir de igual para igual com as grandes potências. O Pirates é revolucionário na forma de pensar sua vida”, diz o empresário da MF Corporation.

Contribuição coletiva

Para colocar no ar o game que treina em habilidades sociais as pessoas com autismo, a equipe vencedora do Startup Pirates, Blue Mind, lançou uma campanha de crowdfunding e precisa arrecadar R$ 10 mil nos próximos três meses. Para colaborar é só acessar o site do projeto.
 

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/sebrae-premia-projeto-de-startup-voltada-para-o-autismo-43gdp8o4ukdi2hsvxsu2bckkd

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Cartilha FIA Fundo da Infancia e da adolescencia




APRESENTAÇÃO

"É dever da família, da comunidade, sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimen­tação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convi­vência familiar e comunitária".

ECA, art 4Q

Ao editarmos esta cartilha queremos reafirmar o com­promisso do Governo de Minas Gerais em envidar o melhor de seus esforços para a implementação das normas preconizadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse compromisso, mais do que pelo dispositivo legal, se dá pelo reconhecimento da criança e do adolescente como cidadãos dignos e merecedores de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.

Também pretendemos, com esta cartilha, dar notoriedade à possibilidade de pessoas físicas e jurídicas poderem contribuir com o Fundo para a Infância e Adolescência, destinando parte do Imposto de Renda devido.

Ao apresentarmos as regras e os critérios para doação ao FIA, queremos também que o contribuinte, conhecendo-o, possa exercer o direito de escolher onde quer que seja aplicado parte do seu Imposto de Renda, exercendo, assim, sua plena
cidadania.

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes - Sedese



O QUE É?

O Fundo para a Infância e Adolescência - F1A - é um recurso especial destinado ao atendimento de crianças e adolescentes, sendo um dos meios fundamentais de viabilização do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - e, também, o suporte indispensável para o cumprimento e a execução das políticas de atendimento à população infanto-juvenil.

O FIA não é um órgão ou entidade e não possui persona­lidade jurídica, mas goza de isenção fiscal plena, possuindo plano contábil e conta bancária própria. Seus recursos financeiros têm como gestores os órgãos executivos correspondentes, estando sob o controle dos Conselhos dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes - Lei Federal nº 8.069/90, art. 88, IV.




COMO FUNCIONA?

O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - estabe­lece que o FIA, no âmbito estadual, é controlado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente - Cedca, órgão paritário - composto por representantes do Governo Estadual e da sociedade civil, deliberador e formulador das políticas de atendimento às crianças e aos adolescentes, con­forme dispõe a Lei Estadual nº 10.501/91, cujo órgão gestor é a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes - Sedese. É o Conselho que julga e aprova os projetos sociais, definindo suas destinações.
Parte dos recursos arrecadados são destinados a projetos de gestão estadual e parte, a projetos de gestão municipal.



QUEM SÃO OS BENEFICIÁRIOS DO FIA?

Prioritariamente, os programas executados por órgãos públicos e/ou privados para o atendimento:
. às crianças e aos adolescentes em situação de risco social e pessoal;
. aos adolescentes em conflito com a lei, vinculados às medidas socioeducativas;
. aos usuários ou dependentes de drogas;
. às vítimas de maus-tratos;
. à erradicação do trabalho infantil e proteção ao trabalho do adolescente;
. à profissionalização de adolescentes maiores de 16 anos;
. à orientação e apoio sociofamiliar;
. aos projetos de pesquisa e estudo que guardem inteira relação com a matéria;
. aos projetos de comunicação e divulgação de ações de defesa de direitos preconizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA;
. à capacitação de recursos humanos;
. à promoção de ações básicas de saúde em nível familiar e comunitário.


QUAL É A VANTAGEM PARA A EMPRESA EM DESTINAR RECURSOS AO FIA?

Pode-se destinar diretamente ao FIA, sem qualquer ônus para a empresa, 1 % do valor do Imposto de Renda a ser pago pela pessoa jurídica.

Assim, esse valor pode ser deduzido do seu Imposto de Renda na declaração de rendimentos, não havendo ônus de qualquer ordem para a empresa.


Outra vantagem importante é que a empresa irá .saber para onde estará sendo destinado o recurso. O valor doado para o FIA será revertido em ações reais que serão aplicadas em benefício da comunidade. A empresa, como destinadora, poderá fiscalizar e acompanhar o investimento através da prestação de contas realizada pela entidade beneficiada ou através de visitas periódicas aos projetos em execução, se for o caso.

A atitude de ajudar o FIA destaca a empresa como insti­tuição séria e responsável socialmente.

É importante a sua participação, pois a solução dos pro­blemas sociais não depende apenas do Estado, mas também de toda a sociedade.           

Além de fazer sua doação ao FIA, a empresa também pode colaborar, sensibilizando seus funcionários a fazerem o mesmo. A pessoa física pode doar até 6% do Imposto de Renda devido ao Fundo.



COMO TORNAR A EMPRESA PARTICIPANTE DO FIA?

Tomadas as providências citadas anteriormente, as desti­nações devem ser feitas através de DOC, nas contas:

BANCO ITAÚ 341 - AGÊNCIA 3380 - CONTA 59.813- 0
BANCO DO BRASIL 001 - AGÊNCIA 1615-2 - CONTA 5640-5

De posse do DOC devidamente autenticado é só en­caminhá-Io ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, que providenciará o recibo correspondente ao valor destinado para comprovação junto à Secretaria da Receita Federal.
Agora, sua empresa é socialmente responsável pela busca de soluções para os problemas sociais. (Instruções Normativas do Ministério da Fazenda, números: 86/94, 25/96, 15/01 e 311/03).

O QUE O CONTADOR E O DEPARTAMENTO JURíDICO DA EMPRESA DEVEM SABER SOBRE ESTE INVESTIMENTO SOCIAL?

Todo o procedimento de doação é legal e está devidamente regulamentado pela Receita Federal. Portanto, não há qualquer problema para o doador.

Legislação estadual:

LEI N° 10.501 DE 17/10/91 - cria o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e o FIA.
            LEI N° 11.397 DE 07/01/94 - institui o FIA.

           DECRETO N° 36.400 DE 23/11/94 - regulamenta o FIA.


Legislação federal:

LEI N° 8.069 DE 13/07/90 - cria o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, permitindo aos contribuintes do Imposto de Renda, em seu artigo 260, declarar o valor das doações efetuadas aos Fundos.
LEI N° 8.242 DE 12/10/91 - em seu artigo 6, dá nova redação ao artigo 260 citado.

            LEI N° 9.250 DE 26/12/95 - dispõe sobre a dedução das contribuições feitas aos fundos.
LEI N° 9.532 DE 10/12/97 - dispõe sobre os novos limites de dedutibilidade dos incentivos fiscais relativos às pessoas físicas e jurídicas. 


            DECRETO N° 794 DE 05/04/93 - estabelece limite de dedução do Imposto de Renda das pessoas jurídicas.
            DECRETO N° 3.000 DE 26/03/99 - limita a 6% do valor do imposto devido.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 86 DE 26/10/94 - dispõe sobre os procedimentos a serem adotados para gozo dos benefícios fiscais referentes às doações ao FIA.
INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 25 DE 29/04/96 - dispõe sobre as normas de tributação relativas à incidência do Imposto de Renda das pessoas jurídicas.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 15 DE 06/02/01 - dispõe sobre a base de cálculo sujeita à incidência mensal do Imposto de Renda na fonte.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 311 DE 28/03/03 - institui a Declaração de Benefícios Fiscais (DBF), aprova o programa gerador e dá outras providências.



E PARA O DOADOR PESSOA FÍSICA?

Qualquer valor poderá ser destinado, mas sua dedutibi­lidade está limitada a 6% do Imposto de Renda devido. Esse limite é global e nele estão incluídas as doações a projetos culturais, de acordo com o artigo 88 do regulamento do IR.

A dedução do valor doado ao FIA é cumulativa com outras deduções, como as relativas à saúde, educação, dependentes e pensão alimentícia.