quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Programa Camara entrevista Tema Superação


Nascido de 26 semanas, cego e autista, este garoto é a prova de que, para Deus, nada é impossível


Christopher Duffley é um garoto que tem atualmente 12 anos de idade. Sua mãe era viciada em drogas e ele nasceu prematuro com 26 semanas de gestação.
Christopher Duffley é um garoto que tem atualmente 12 anos de idade. Sua mãe era viciada em drogas e ele nasceu prematuro com 26 semanas de gestação. Devido a cocaína presente em seu sistema, ele ficou cego e mais tarde foi diagnosticado como autista. Sua tia, irmã de seu pai, narra a jornada neste vídeo após ter retirado o garoto do orfanato.
Se você tem um filho autista, ou com qualquer outra deficiência, saiba que ele NÃO é um inválido! Ele está aqui com um propósito! Ele tem talentos especiais e tocará o coração das pessoas como nenhum outro! Acredite!
O dom deste anjo de cantar e encantar multidões presta um grande testemunho do plano do Pai Celestial em nossas vidas. O plano de que nascemos com um propósito, de que viemos ao mundo com uma missão, e independente de nossas imperfeições e deficiências físicas, mentais ou psicológicas, somos necessários e importantes neste mundo, para que possamos ajudar a muitos, ou mesmo a uma só pessoa, a saber que Deus vive.

Mulher mata filho autista de apenas 6 anos dentro de casa em Juatuba

PUBLICADO EM 03/12/15 - 13h38

Suspeita alegou que criança era abusada e que queria terminar com sofrimento dela; perícia técnica não constatou abuso

Uma dona de casa, de 30 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (3) após confessar aos parentes ter matado o próprio filho de apenas 6 anos. O crime ocorreu na casa em que a suspeita morava com a vítima e o marido em Juatuba, na região Central do Estado, no fim da tarde desta quarta (2).

Isaque Gonçalves Aquino Santos, que era autista, morreu após ser asfixiado pelas mãos da mãe, segundo contou a própria suspeita D.C.S aos militares que atenderam a ocorrência. Em sua defesa, ela alegou, aos policiais, que teria executado o filho porque ele estaria sendo abusado sexualmente e ela queria acabar com o sofrimento da criança. Porém, o abuso não foi constatado. 
"O marido dela estava trabalhando no momento do crime ocorrido nessa quarta. Quando ele chegou em casa e encontrou o filho morto, a polícia já havia sido acionada para registrar o encontro do corpo da criança", explicou o sargento Renato Espíndola, lotado no 3º pelotão, que pertencente a 7ª companhia da Polícia Militar (PM).

No momento em que o corpo da criança foi encontrado, nenhum sinal de violência foi constatado. A perícia foi realizada e ele liberado para o velório. Os vizinhos foram ouvidos pelos militares, mas ninguém escutou nenhum barulho suspeito.
No entanto, na manhã desta quinta a PM foi acionada novamente para atender uma nova ocorrência registrada na casa da rua Maria Mageste Vieira, no bairro satélite. Dessa vez, parentes da família informaram que a mãe de Isaque havia contado que matou o próprio filho. "Ela aparenta ter problemas mentais, mas nenhum parente confirmou", analisou o sargento.
A mulher ainda explicou que estava sozinha em casa quando cometeu o crime. A dona de casa que não tem passagem foi presa e encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil.
http://www.otempo.com.br/cidades/mulher-mata-filho-autista-de-apenas-6-anos-dentro-de-casa-em-juatuba-1.1183806




Café aberto para filho autista muda vida de deficientes filipinos

Família viu desempenho de filho no trabalho e decidiu empregar outros deficientes para ajudá-los


BBC
A mãe de Jose, Girlie, nunca viu diferenças entre o filho autista e as suas outras crianças
Um café nas Filipinas está quebrando o estigma e combatendo o preconceito ao empregar pessoas com deficiência.
Jose Canoy tinha 12 anos quando a sua família percebeu que ele jamais seria capaz de conseguir boas notas na escola.
A família entendeu que, diferentemente de outras crianças da mesma idade, Jose, que é autista, nunca seria capaz de fazer um trabalho de história ou de memorizar os planetas do Sistema Solar.
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O cérebro dele simplesmente não funcionava daquela maneira.
A mãe de Jose, Girlie, sempre tratou o autismo do filho de forma positiva e diz que o menino aproximou a família ainda mais. Quando o autismo de Jose foi confirmado, ela não ficou frustrada, embora conte que os amigos sempre a olhavam com pena quando contava a novidade.
"Está tudo bem, não me sinto mal, mas para mim ele é igual aos outros, apenas mais um dos meus filhos", ela respondia.
O que deixava Girlie preocupada era o futuro de Jose, que hoje tem 22 anos, porque, naquela época, as opções para crianças com autismo nas Filipinas eram muito limitadas.
Foi isso que levou a família a abrir um café. Girlie deixou o negócio nas mãos dos seis filhos, incluindo Jose, que é dono, mas também trabalha de garçom algumas vezes por semana.
O plano é que no futuro as outras crianças possam dar continuidade aos negócios e ajudar Jose.
Inspirada pela mudança positiva que viram em Jose quando ele começou a aprender tarefas práticas, a família decidiu empregar outras pessoas com autismo e batizaram o local de "Puzzle Café", porque o símbolo internacional do autismo é uma peça de quebra-cabeça.
O símbolo está em todos os lugares no café, do sofá aos aventais usados pelos garçons. O local foi inaugurado em abril para coincidir com o mês de conscientização do autismo nas Filipinas.

As tarefas de Jose incluem limpar as mesas e fazer café
Na aparência, é um restaurante bacana como qualquer outro, colorido, com móveis modernos e piso de cimento. Em uma prateleira, encontram-se geleias importadas e risotos embalados, e em outra, há pulseiras e chaveiros feitas por pessoas com autismo.
Talvez por isso, muitos clientes nem percebem que a maioria dos funcionários é autista, diz Ysabella, irmã de José, que administra o café no dia-a-dia.
Às vezes, segundo Ysabella, há quem se irrite com a dificuldade de se comunicar com os garçons, mas é justamente esta interação que possibilita mudanças na percepção que as pessoas têm sobre o autismo, e que ressalta o que as pessoas autistas são capazes de fazer.
A luta contra o preconceito era um dos objetivos mais importantes da família Canoy ao abrir o café.
Com apenas dois anos de diferença em suas idades, Jose e Ysabella são muito próximos. Na piscina de um hotel durante as férias da família, quando ela tinha seis anos, notou pela primeira vez que outras crianças e adultos olhavam de maneira diferente para Jose. Ele estava fazendo as mesmas coisas que sempre fez, mexendo os braços, falando sozinho e com os seus brinquedos.
"Quando as pessoas começaram a olhar para ele, eu percebi: ‘nossa, é porque ele é diferente’", ela conta.
Mais tarde, Ysabella estudou educação especial e hoje ajuda os funcionários do Puzzle a concluírem as suas tarefas.
Jose vê o trabalho no café como um desafio – e a intenção é exatamente esta.
Ysabella ajuda o irmão a escrever a receita do suco de limão filipino, o típico kalamansi, e pede que receba os clientes da melhor maneira possível, apertando as mãos e dizendo "obrigado".
Jose pede ajuda quando se sente ansioso.
O café também emprega outras pessoas com deficiência
Com a ajuda de Josephine de Jesus, uma terapeuta da fala especialista em crianças autistas, o café tem uma série de roteiros e cartilhas para explicar cada atividade para os funcionários – desde a distância que precisam ficar ao cumprimentar um funcionário até instruções para fazer waffles, incluindo ilustrações com fotos.
A fonoaudióloga trabalha voluntariamente no café porque acha o local bom para praticarem suas tarefas diárias de uma maneira menos monótona do que em uma clínica. "Existem situações que não conseguimos replicar na terapia", diz.
Embora tenha sido aberto por causa de Jose, o Puzzle Café vem inspirando várias pessoas com deficiência e suas famílias. Além dos dez garçons autistas, o estabelecimento treina jovens com Síndrome de Down, uma jovem mulher com paralisia cerebral e conta com um assistente de cozinha autista.
"Você percebe que estas pessoas não têm oportunidades, estamos felizes por fazê-las felizes", diz Girlie.
Já Jose, quando perguntado sobre como se sente a respeito do trabalho no Puzzle Café, responde sem hesitar: "Feliz. Me sinto feliz!"

http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-08-18/cafe-aberto-para-filho-autista-muda-vida-de-deficientes-filipinos.html


Menino autista é aprovado em Direito e terá o pai como colega de classe

Por causa do filho, Luis Felipe Soares resgatou a vontade de voltar a estudar e vai ajudá-lo em situações em que ele não teria maturidade para enfrentar sozinho, como pegar ônibus




Lucas é o filho mais velho de Viviane e Luis Felipe

As boas notas na escola, os muitos livros que devorou durante a adolescência e a convicção de que gostaria de cursar Direito após assistir como ouvinte a uma aula de Direito Penal não deixavam dúvidas de que Lucas Weberling seria aprovado no vestibular enquanto terminava o Ensino Médio.
Outra certeza do capixaba de 18 anos é quem será seu colega inseparável na sala da Faculdade Doctum, na Serra: seu pai, Luis Felipe Soares, que foi aprovado em outra instituição e pediu transferência para a classe do primogênito.
Aos 12 anos, Lucas teve o diagnóstico tardio de Síndrome de Asperger, uma forma mais branda de autismo. "Desde novo ele sempre foi muito inteligente, mas muito sozinho. Não sabia se socializar, se defender. Aos 8 anos foi diagnosticado com TDAH (Déficit de Atenção com Hiperatividade), mesmo não sendo hiperativo nem desatento, ao contrário, prestava atenção em tudo", conta Viviane Weberling, mãe de Lucas. 
"Passei a incentivá-lo em casa dando livros de presente e sempre o deixando muito à vontade para fazer o que interessasse. A única coisa que nunca permiti foram os momentos de ele ficar sozinho, que é típico da doença. Sempre fizemos tudo em família, desde comer até assistir desenho na televisão”, diz Viviane. “Além disso, sempre conversei muito com ele sobre o autismo, sobre como a sociedade é preconceituosa e que muitas pessoas não iriam aceitá-lo. E que ele precisava se aceitar antes de tudo", completa.
Com esse apoio, Lucas continuou tirando boas notas na escola, tornou-se autoconfiante e passou no vestibular fazendo a mesma prova e tendo o mesmo tratamento dos demais concorrentes. Viviane, que é advogada, acredita que ele escolheu o curso de Direito porque a via estudando e se interessou. Inclusive frequentou como ouvinte as aulas na faculdade em que ela estudava, e a primeira que assistiu foi a de Direito Penal.
"Normalmente ele ficava bem concentrado e no final da aula dava parabéns para o professor. Se perguntássemos alguma coisa da aula para Lucas, ele respondia tudo com detalhes", lembra Luciana Lemos, colega de sala de Viviane
Pai e colega 
A aprovação do filho na faculdade resgatou a vontade de Luis Felipe voltar a estudar e de quebra ele ajudará o garoto a superar alguns obstáculos.
"Ficamos com medo porque o curso é à noite e para algumas coisas ele não tem muita maturidade para fazer sozinho, como pegar ônibus. Foi aí que tivemos a ideia dele estudar com o Lucas. O Luis foi aprovado em outra faculdade e pediu transferência, agora eles estão matriculados na mesma sala", diz Viviane. 
A dupla terá de se dedicar bastante aos estudos porque Lucas já traçou uma nova meta: quer tornar-se juiz.

http://delas.ig.com.br/filhos/2016-01-19/menino-autista-e-aprovado-em-direito-e-tera-o-pai-como-colega-de-classe.html

Menino autista vira minichef na internet: "Ele ganhou uma conexão com o mundo"

Chase Bailey foi diagnosticado com autismo aos 2 anos. Aos 13, aprendeu a cozinhar, superou a aversão a comida e faz sucesso no YouTube e nas redes sociais


O norte-americano Chase Bailey despertava a preocupação da mãe, Mary Bailey, ainda pequeno. Aos dois anos, ele foi diagnosticado com autismo e, além de atrasos nos processos cognitivos e de fala e outros problemas referentes a sua condição, ele tinha aversão a comida. O garoto foi crescendo, encantou-se por programas de culinária na televisão e hoje, aos 13 anos, come de tudo e faz sucesso no YouTube e nas redes sociais como chef de cozinha. 

Chase Bailey tem 13 anos e culinária o ajudou a lidar com autismo

A história do menino ganhou os jornais internacionais e a reportagem do iG Delas entrou em contato com a mãe de Chase que, orgulhosa, contou detalhes da superação do filho. 
Diagnóstico
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"Eu me preocupava muito com certos comportamentos que notava no Chase e o atraso em seu desenvolvimento. Recomendaram que o levasse ao neurologista e ele foi diagnosticado com autismo aos 2 anos", lembra Mary Bailey
Um dos problemas de Chase era aversão a comida. Ele não aceitava quase nenhum alimento e comia apenas pizza, frango, batata frita e cookies. A mãe temia que o filho não conseguisse se socializar e se tornar independente no futuro por causa do autismo. 
"Além da aversão extrema a comida, Chase sofria com atrasos no processamento cognitivo e na fala, tinha dificuldades motoras, fazia movimentos repetitivos e auto-estimulatórios, repetia o mesmo som diversas vezes, era sensível a texturas e tinha pouca habilidade social e contato visual", detalha Mary. 
Culinária na TV e na vida real
Uma das coisas que Chase gostava de fazer era zapear no controle remoto da televisão. "Ele parou no canal 'Food Network' e falou para o avô: 'Vamos ver o que eles estão fazendo?'. Depois disso, ele ficou fascinado", afirma Mary. 

Chase ao lado do chef Mario Batali no restaurante Eataly, em Nova York

Aos poucos, o menino foi se interessando por culinária e quis aprender a cozinhar. Enquanto aprendendia os pratos, desenvolvia outras áreas de conhecimento e conseguiu superar a aversão a alimentos. 
Como incentivo, o trabalho de Chase na cozinha era gravado. Hoje, aos 13 anos, o programa "Cooking with Chase" faz sucesso no YouTube e nas redes sociais. Já até recebeu na atração chefs famosos nos Estados Unidos 
Ele ganhou um conexão com o mundo e isso faz ele se sentir confortável e feliz"
"Ser capaz de ter ser próprio programa de culinária ajudou Chase de muitas maneiras. Ele ganhou um conexão com o mundo e isso faz ele se sentir confortável e feliz.
Foi uma saída criativa para lidar com o transtorno", diz a mãe de Chase. 
A culinária ajudou o menino em vários aspectos. "Ele é capaz de ver o que está na cabeça dele ganhando vida. Isso o ajudou com sua confiança, fala, socialização e desenvolvimento motor", continua Mary

Chase Bailey não tem mais aversão a comida
Ela diz que a vida na cozinha também dá retornos no desenvolvimento escolar de Chase. "Usamos isso como uma ferramenta educacional também. Pela culinária, ele tem contato com matemática, ciência e história. E tudo de maneira prática. Isso desenvolve as habilidades dele na cozinha", completa. 
Pela culinária, ele tem contato com matemática, ciência e história. E tudo de maneira prática"
O garoto já ousou em seu programa. Segundo Mary, o prato mais diferente que ele já fez foi uma receita de coelho refogado ao lado do chef Michael Rossi, do restaurante The Ranch, em Anaheim, na Califórnia.
Comer não é mais um problema
Segundo Mary, Chase está muito bem atualmente. "Como todo menino, Chase tem áreas nas quais ele vai muito bem e outras que ele ainda trabalha para melhorar e ele continua estudando em casa. Mas seus hábitos alimentares não são mais um problema", diz, orgulhosa. 
Para ela, o filho pode ser um exemplo: "Meu desejo que é a história dele inspire outras famílias e mude a maneira como o mundo vê as crianças e adultos com autismo". 
Assista ao programa em que Chase cozinha com o chef Michael Rossi do restaurante californiano The Ranch: 

http://delas.ig.com.br/filhos/2015-12-08/menino-autista-vira-minichef-na-internet-ele-ganhou-uma-conexao-com-o-mundo.html

Escola particular é condenada por expulsar criança autista

Agência Estado - 17/01/2016

Escola particular é condenada por expulsar criança autista

Agência Estado - 17/01/2016 
Uma escola privada de Brasília foi condenada a pagar R$ 20 mil em danos morais a uma criança com Síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista, depois de expulsá-la sob a justificativa de "insegurança no ambiente escolar". A decisão é em primeira instância e a instituição vai recorrer.

O desligamento se deu em maio de 2014, no meio do ano letivo - Amir Robemboim Bliacheris, de 11 anos, cursava o 6.º ano do ensino fundamental no Colégio Logosófico González Pecotche, na Asa Norte. A escola afirma que não tinha conhecimento da doença do aluno, interpretando suas necessidades de expressão como as de um "estudante pré-adolescente".

De fato, ao ser matriculado no colégio, Amir ainda não tinha o diagnóstico de autismo, mas já havia sido identificada uma depressão infantil. A criança, às vezes, tinha surtos de agressividade - principalmente verbais - e sensibilidade crítica ao barulho. Os incidentes, como brigas na quadra esportiva e outras desavenças com colegas, foram considerados pela escola um "acúmulo de excessos" que culminou na expulsão. 
"Na época da Copa, chegou uma menina com a camisa da Argentina e ele vaiou e demonstrou raiva. Foi suspenso. As coisas começaram a tomar uma proporção enorme", diz o servidor público Marcos Bliacheris, pai de Amir, que veio de Porto Alegre (RS) para Brasília, com a família, em função do trabalho. O presidente do Conselho Diretivo da Fundação Logosófica (mantenedora do colégio), José Marcio Moreira Corrêa, afirmou que a escola "fez tudo o que foi possível, até junto aos pais, para contribuir para o bom desenvolvimento do aluno". Marcos contesta a falta de tratamento especial que as condições do filho exigiam. Amir teria sido obrigado, por exemplo, a apagar - e refazer - quatro vezes o conteúdo do caderno, em função da má caligrafia. "A coordenação motora dele é péssima. Depois de tanta repetição, ele explodia, podendo dizer coisas horríveis", relata o pai.

Outro episódio marcante à família Bliacheris foi o momento em que foi solicitado à escola que Amir fosse posicionado nas cadeiras da frente, pois a bagunça do "fundão" o atordoava. O pai diz que, em princípio, o pedido lhe foi negado, já que a criança seria "muito grande" e atrapalharia os demais. A instituição teria cedido só depois de muita insistência. "Não o tratavam como uma criança, mas como uma ameaça", desabafa. O Colégio Logosófico diz não comentar episódios específicos relacionados a alunos ou ex-alunos, "para evitar a exposição". 
No início de dezembro, o juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5.ª Vara Cível de Brasília, julgou procedente o pedido da família do menino, considerando que houve um "defeito na prestação dos serviços educacionais destinados a atender as necessidades do autor, o que impõe (...) a obrigação do réu de compensar os danos morais".

A defesa negou a negligência, argumentando que a coordenadora da escola transmitia a Amir orientações individuais e os episódios de agressividade "não foram tratados com a devida importância pelos genitores". Também sustentou que a decisão de desligamento foi "pormenorizadamente justificada em ata" e "decorreu do exercício regular de direito". O juiz, no entanto, optou pela condenação do colégio.

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--93-20160117